Consciência - Filosofia e Ciências Humanas
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Nenhuma pessoa isolada, por maior que seja a sua estatura, poderosa sua vontade, penetrante sua inteligência, consegue transgredir as leis autônomas da rede humana da qual provêm seus atos e para a qual eles são dirigidos. Ninguém, por mais forte que seja, pode deter mais do que temporariamente as tendências centrífugas. Ela não pode transformar sua sociedade de um só golp — Norbert Elias, A Sociedade dos Indivíduos.

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  • O objetivo deste texto é refletir sobre novos desafios e velhos dilemas presentes na esfera do trabalho no século XXI: desemprego estrutural, precarização laboral e apropriação da subjetividade humana pelo capital.

    Textos por mês novembro, 2009

    seg
    30
    nov
    2009

    TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.

    TRABALHO, CAPITALISMO HISTÓRICO E PAUPERISMO NO SÉCULO XXI.
    Felipe Luiz Gomes e Silva style='font-size:8.0pt;color:black'>

    Resumo

    O
    objetivo deste texto é refletir sobre novos desafios e velhos dilemas presentes
    na esfera do trabalho no século XXI: desemprego estrutural, precarização
    laboral e apropriação da subjetividade humana pelo capital. Na década de 1970,
    alguns pesquisadores brasileiros entendiam que a chamada "marginalidade
    social" constituía, na realidade um enorme exército de reserva de força de
    trabalho funcional ao processo de acumulação de capital; a “ocupação informal”
    era entendida como uma forma peculiar de inclusão na divisão social do
    trabalho. Mas, atualmente, para M. Davis (2006), os trabalhadores desempregados
    da América Latina, por exemplo, compõem um vasto “proletariado informal”, o
    qual não pode ser chamado de lumpesinato e muito menos de exército de reserva,
    pois já não são reservas de nada. Para Robert. Castel (1998), os desempregados
    são na realidade “desfiliados”, “supranumerários” e inúteis para o mundo
    capitalista. A ideologia do progresso e da modernidade justificou que muitas
    lutas de oposição à mercantilização das atividades humanas fossem destruídas
    pelo avanço das forças produtivas do capital. Mas mesmo com a destruição das
    lutas de resistência o que surpreende é que o desenvolvimento capitalista,
    depois de pelo menos quatrocentos anos, não tenha assalariado a totalidade da
    força de trabalho na economia-mundo. Dados atuais indicam que trabalhadores
    tipicamente assalariados incorporados às cadeias mercantis mundiais abrangem
    uma pequena parte da força de trabalho. A metade da população do mundo vive na
    pobreza, com menos de US$ 2 por dia, são 3 bilhões de seres humanos. E segundo
    a Organização Internacional do Trabalho, diante da atual crise do capitalismo,
    serão adicionados mais de 50 milhões de desempregados no mundo; o acelerado
    crescimento da indigência é a grande novidade do século XXI. Quem são os
    miseráveis de ontem e os de hoje? O que fazer?
    Palavras-chave: trabalho,
    exclusão, pauperismo, proletariado, indigência.

    style='font-size:6.5pt'> Professor Doutor
    UNESP, campus de Araraquara, membro do Grupo de Pesquisa em História Econômica
    e Social Contemporânea.
    Endereço:
    felipeluizgomes@terra.com.br

    seg
    30
    nov
    2009

    ATUALIDADE DA FILOSOFIA ANTIGA

    Uma questão se levanta: Uma filosofia antiga pode ser atual?

    Poder-se-ia também formular este tema desta maneira: Como uma filosofia antiga pode ser ela atual?

    Cumpre de plano esclarecer os conceitos.

    Uma filosofia antiga é uma doutrina pertecendo a um passado longínquo, a uma época pretérita.

    sáb
    28
    nov
    2009

    O MÉTODO DE ANÁLISE EM DESCARTES – DA RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS À CONSTITUIÇÃO DO SISTEMA DO CONHECIMENTO

    Ebook de livro universitário de filosofia em versão digital enviada pelo autor.
    Este livro discute a velha questão do método cartesiano a partir de uma perspectiva pouco explorada: a da tradição dos praticantes do méto-do de análise, solucionadores de pro-blemas matemáticos.
    Após aproximar o modo de produção dos geômetras antigos e algebristas modernos ao de Descartes, o texto percorre a obra car-tesiana para mostrar como o filósofo se filia a essa tradição e de que forma constrói sua concepção metodológica.
    Contrabalançando reflexões sobre o método e ilustrações de sua atu-ação, ganha sentido também a tese sobre a sua abrangência univer-sal.
    Não há como negar uma visão diferente sobre a filosofia de Descartes.

    César Augusto Bat-tisti é Doutor em Filosofia pela Uni-versidade de São Paulo (USP), tendo realizado parte de seus estudos na Université Paris VII, França (Doutorado-Sanduíche). Professor do Curso de Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Campus de Toledo, possui trabalhos publicados e em fase de publicação sobre Descartes e sobre a história do método de a-nálise. Atualmente, está traduzindo o Monde de Descartes.

    ter
    24
    nov
    2009

    A filosofia a partir da visão do aluno de escola pública

    Esse trabalho tem uma pretensão de dizer os sentimentos dos alunos diante da filosofia na sala de aula. Ele acontece através de uma pesquisa na escola com os próprios alunos. Pois é uma preocupação de vários estudantes de filosofia o encontro com a sala de aula e como é um trabalho exigente, sacrificante, devido às grandes dificuldades, sejam elas políticas, educacionais, e culturais. Pode chegar ao absurdo em falar que não existe filosofia na escola pública e sair enumerando os problemas, mas não se apresenta propostas, e às vezes culpam os alunos dizendo que “eles não querem nada com a vida”. Esse trabalho realizado com os alunos mostra as dificuldades da filosofia na escola publica, mas fica perceptível que a filosofia é real, portanto viva na escola pública, e existe o desejo de aprofundamento por parte dos alunos.

    seg
    23
    nov
    2009

    Resumo de teorias epistemológicas

    A
    inferência pode ser dedutiva, a posteriori, em que suas conclusões se
    baseiam ou em algo que ou é certeza ou probabilidade. Ela não assume um caráter
    de meio termo.

    Enquanto
    que a inferência indutiva, não está baseada em extremos, ou 100% ou 0,0%. A
    indutiva pode haver graus de probabilidade de 1,0% a 99%. Podendo ser justiçada
    com o meio termo. Na Inferência Indutiva, temos conclusões com verdades
    contingentes. Enquanto na dedutiva, necessárias.

    dom
    8
    nov
    2009

    Aristóteles: Saber e Ciência – História da Filosofia na Antiguidade

    a) Lógíca
    α) Caráter geral da lógica, aristotélica. — Sobre o saber e a verdade, já muito tinha ensinado a Filosofia anterior a Aristóteles. Mas, é com êle que nasce uma Filosofia formal do saber, a lógica. Não se trata apenas do nascimento da lógica. Ela é, desde logo, estruturada de um modo tão classicamente perfeito, que, ainda hoje, os caminhos trilhados nessa matéria são os mesmos traçados por Aristóteles. É marcante, a este propósito, a palavra de Kant, de que a lógica, depois de Aristóteles, não podia, em nada, retroceder, mas também não podia dar mais nenhum passo para a frente. A Idéia fundamental da lógica está nos Analíticos. O simples título do livro já manifesta o caráter desta lógica: é uma análise do espírito. Como a anatomia decompõe o corpo humano nas suas partes integrantes, assim a lógica aristotélica, o pensamento e a linguagem do homem. Aristóteles foi o primeiro a ver que também o espírito tem a sua estrutura própria, consta de elementos e funções fundamentais e, a esta luz, pode ser estudado e descrito. Como últimos elementos se consideram — o conceito, o juízo e o raciocínio. Ainda hoje constituem os três mais importantes capítulas da lógica. E Aristóteles procura sempre, em seu estudo, descrever e dividir. Já na lógica se manifesta uma tal tendência. — examinar o mundo experimental nos seus variados aspectos, e ordenar e classificar o concreto. Mas Aristóteles determina as formas elementares do espírito por interesses não só teóricos, mas também práticos. Quer, ao mesmo tempo, fornecer o meio seguro e científico de pensar, provar e refutar. Isto se dá principalmente nos Tópicos e nos Elencos Sofísticos. Sua lógica é, assim, não somente teórica, mas também prática. E, .simultaneamente, também o preocupa a questão de saber até que ponto os nossos meios de pensamento não somente como instrumentos, formalmente considerados, estão bem ordenados, mas, também, se eles realmente captam o material do saber, que devem captar; i.é, a sua lógica não é somente formal, mas ainda material, sendo, também, uma teoria do conhecimento, como hoje se diz.

    ter
    3
    nov
    2009

    Vida e escritos de Aristóteles – História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

    Aristóteles
    não é ateniense de nascimento, mas é originário de Estagira, na Trácia,
    onde nasceu em 384. O pai era médico particular do rei macedônio Amintas, e o
    próprio Aristóteles vinculou o destino externo da sua vida aos desígnios
    macedônicos, com os quais também cairá. Aos 18 anos vem à Academia, onde permanece durante vinte anos, até
    a morte de Platão. No decurso da
    vida do mestre, altamente o honrou. Na Eegia que lhe dedicou, refere-se á
    amizade que os ligou a ambos, dizendo ser Platão
    um homem tão excelso que digno de o louvar não será qualquer um, mas
    somente quem se digno de tal. O fato de Aristóteles
    ter, pelo seu modo próprio de pensar, se afastado dele mais tarde,
    nenhum detrimento trouxe a essa veneração e amizade. "Se ambos são meus
    amigos” (Platão e a verdade),
    diz êle na Ética; a Nicômaco (1096a l6), "pio dever é estimar ainda
    mais altamente s verdade". Tem-se, contudo, a impressão de nem sempre ser sina
    ira et studio
    a crítica contra Platão.
    De propósito, freqüentemente a suscita, nem sempre com necessidade, e, às
    vezes, sendo até mesquinho. Depois da morte
    de Platão, Aristóteles retira-se para. Assos no país da
    Tróade, junto do príncipe. Hermias
    de Arames, fundando aí, junto com outros membros da Academia, uma espécie de sucursal da escola.

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