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Caso curioso, que os homens nos culpem dos males que sofrem. Pois, dizem eles, de nós lhes vão todos danos, conquanto contra o Destino, por próprias loucuras, as dores provoquem. — Homero, Odisséia

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  • Sobre o "Cântico das Criaturas", procura mostrar alguns apontamentos da experiência de Deus que São Francisco viveu em si mesmo e na natureza que o rodeava.

    Textos por mês dezembro, 2009

    sex
    25
    dez
    2009

    São Francisco de Assis – Cântico das Criaturas

    Ao discorrer sobre o “Cântico das Criaturas”, este trabalho não procura relatar fatos históricos e muitos menos fatos da vida de São Francisco, mas procura mostrar alguns apontamentos da experiência de Deus, que São Francisco viveu em si mesmo e na natureza que o rodeava.

    qua
    9
    dez
    2009

    NUDEZ E VERGONHA

    ALBERTO SIUFI
    JUNIOR

    Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro
    Universitário Claretiano para obtenção do título de graduado em Licenciatura em
    Filosofia. Orientador: Prof. Adriano Volpini.

    Que vergonha, estou nu! Nudez não é coisa simples, ela
    aparece logo nas primeiras páginas da Biblia e de outros textos fundadores da
    civilização, afirma Marcelo Bortoloti em sua reportagem para a revista Veja em
    dezembro de 20081. A verdade é que se Ulisses, personagem de Homero,
    naufragasse hoje e aparecesse nu diante de sua princesa Nausícaa assim como foi
    relatado na Odisséia, ainda sentiria uma vergonha e um desconforto enorme. O
    fato de ter passado mais de 2500 anos não mudaria a sensação de desconforto do
    herói e, pelo contrário, sentiria uma culpa religiosa que não existia naqueles
    tempos. O resultado de morder o fruto proibido é o sentimento da vergonha,
    fraqueza e derrota diante de si mesmos e de Deus. Percebemos como é imoral
    estar nu. Todos nós já sentimos vergonha por alguma coisa. E isso parece ser
    normal. Quantas vezes não nos sentimos “nus” diante dos olhos dos outros? Este
    sentimento de vergonha e pudor, é o que Dietrich Bonhoeffer identifica como a
    indestrutível lembrança do ser humano da sua separação da origem, é a dor
    decorrente desta separação e o desejo impotente de desfazê-la2. Perdemos
    nossa essência original.

    seg
    7
    dez
    2009

    A RELIGIÃO E O RISO

    Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Ricardo Rose para o curso de Licenciatura Plena em Filosofia no Centro Universitário Claretiano.

    A idéia de escrever este ensaio sobre o tema da religião e do riso
    me ocorreu há cerca de um ano, quando assisti no Youtube a um vídeo do
    humorista americano George Carlin, falecido por aquela época. No filme, Carlin
    faz uma engraça crítica à religião (Religion is bullshit -Religião é
    besteira
    ), que arrancou muitas gargalhadas da audiência em Nova York. Ator,
    humorista e comediante, George Carlin (1937­2008) sempre foi um grande crítico
    do “American way of living” (o jeito americano de viver). Ridicularizava
    o excessivo patriotismo dos americanos, seu impulso consumista e até o
    exagerado engajamento ambiental. O maior alvo de Carlin, no entanto, sempre
    foram as religiões; em tudo o que elas têm de autoritário, obscurantista e
    fanático. O comediante era um ardoroso defensor da democracia, da liberdade
    individual e dos valores seculares.

    [...]
    O trabalho A religião e o riso, abordará o tema
    inicialmente em sua dimensão propriamente dita, descrevendo o significado do
    riso e sua relação com a religião ao longo do tempo. O período considerado
    neste estudo vai aproximadamente da Pré-História ao Renascimento, já que é
    neste espaço de tempo que a influência da religião sobre as sociedades é mais
    acentuada. O texto, entretanto, não esgota o assunto; apresenta apenas alguns
    fatos e análises que caracterizaram a relação do riso com a religião durante
    este período histórico.

    Em seguida, serão descritos
    alguns aspectos da relação entre a religião e o riso, sob ponto de vista
    filosófico e cultural. É fato que pouquíssimos filósofos se ocuparam
    especificamente do fenômeno do riso, menos ainda do riso em relação à religião,
    o que fez com que as fontes de pesquisa para este trabalho fossem bastante
    reduzidas e tivessem que ser encontrados subsídios em um universo bibliográfico
    mais amplo e não dirigido exclusivamente para este tema. Assim, o estudo se
    vale das contribuições de filósofos e escritores que abordaram o assunto da
    religião sob um aspecto crítico, mas que também olharam além do simples
    fenômeno religioso, tentando apontar-lhe outros significados. A análise
    filosófica e cultural, todavia, não coincidirá necessariamente com os períodos
    históricos focados, já que as informações disponíveis sobre a história da
    religião e da filosofia, no que se refere ao riso, não são necessariamente de
    períodos históricos coincidentes.

    Ao
    final o estudo apresenta uma conclusão, na qual se pretende demonstrar que a
    crítica da religião, seja através do riso ou da argumentação, longe de ter como
    alvo principal a divindade e sua instituição é, na realidade, um estudo crítico
    da sociedade e do homem. Examinar o fenômeno religioso, seja sob que aspecto
    for – inclusive o riso – é analisar o homem e sua cultura, tentando entendê-los
    através de uma abordagem diferente.

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