O peixinho encantado, conto curto para crianças

peixinho desenho colorido infantil

E’ o ‘"João Mandrião", de Adolfo Coelho, "O peixinho encantado" de Teófilo Braga, "o Preguiçoso ; da Porneira" de Consiglieri Pedroso, Alfredo Apell, "Contos Populares Russos", traduziu uma versão russa, "Emiliano Parvo", citando as ‘variantes gregas, eslovenas, napolitanas, alentas. E’ o Mt. 675 de Aarne-Thompson, The Lazj¿ Boy, espalhado pela Europa do norte e leste. • No Brasil, João da Silva Campos registou a versão baiana. LXVI do " Contos e FábuV.as Populares da Bahia". Straparola, "XIII Piacsivoli Notte", ed. 1584, regista uma versão idêntica, Notte terza, Favola I.

O Mito e a Filosofia

Mircea Eliade, em sua obra “História das Crenças e das Idéias Religiosas” nos dá uma boa indicação do porque do desenvolvimento da filosofia na Antiga Grécia. Segundo Eliade, a religião grega sempre foi um politeísmo, no qual os deuses tinham comportamento parecido aos dos homens; os mesmos desejos, impulsos e emoções, com a diferença de que eram imortais. A religião grega, pelas suas características, nunca chegou a ser uma religião estritamente normativa e ligada a um povo específico (os gregos também dividiam muitos deuses com outros povos), como o foram a religião egípcia e a judaica.

Os gregos nunca tiveram um Livro dos Mortos ou um Decálogo. Todavia, os relatos dos bardos – entre eles os mais famosos Homero e Hesíodo – influenciaram a cultura grega da mesma forma

O PRÍNCIPE DAS PALMAS VERDES – Histórias Infantis Foclóricas

UMA moça morava na mesma casa que uma velha que tinha uma filha muito invejosa e desajeitada. Viviam em quartos separados e a velha reparava na moça viver cantando e tratar-se muito bem, como pessoa rica. Não vendo de onde lhe vinha o recurso, começou a espionar e nada sabendo, pediu para dormir uma noite com a moça. Esta não pôde recusar. Entraram e a moça pediu à velha que a ajudasse a arrumar umas malas de roupa. E tanto arrumava a velha de um lado como ela desarrumava do outro, que terminou a velha morrendo de cansada e adormecendo. Amanheceu o dia sem que tivesse visto cousa alguma que contasse.

AS TRÊS CIDRAS DE AMOR – Os melhores contos populares de Portugal

AS TRÊS CIDRAS DE AMOR

Fonte: Os melhores contos Populares de Portugal. Org. de Câmara Cascudo. Dois Mundos Editora.

UM príncipe andava a caçar quando encontrou uma velha carregando, a gemer, um molho de varas, tão pesado que ia caindo pela estrada. O príncipe parou e pediu à velha que o deixasse ajudar, e levou o feixe de varas até uma encruzilhada onde a velha se despediu e lhe deu três cidras, maduras e belas, dizendo que só as abrisse perto dágua corrente.

Vae Soli! – Crônica machadiana

Um dia d’esta semana, farto de venda vaes, naufrágios, boatos, mentiras, polemicas, farto de ver como se descompõem os homens, accionistas e directores, importadores e industriaes, farto de mim, de ti, de todos, de um tumulto sem vida, de um silencio sem quietação, peguei de uma pagina de annuncios, e disse commigo:

Crônica Curta

São Pedro, apostolo da circumcisão, e São Paulo, apostolo de outra cousa, que a Egreja catholica traduziu por gentes, e que não é preciso dizer pelo seu nome, dominaram tudo esta semana. Eu, quando vejo um ou dous assumptos puxarem para si todo o cobertor da attenção publica, deixando os outros ao relento, dá-me vontade de os metter nos bastidores, trazendo á scena tão somente a arraia-meúda, as pobres occorren-cias de nada, a velha anecdota, o sopapo casual, o furto, a facada anonyma, a estatis-tica mortuária, as tentativas de suicidio, o cocheiro que foge, o noticiário, em summa.