LENDA DO PONTAL DA CRUZ – São Sebastião

LENDA DO PONTAL DA CRUZ

Em São Sebastião morava um velho pescador numa casinha de tábuas, rodeada de coqueiros, de cajueiros e de laranjeiras. A moradia se enchia de perfume quando estas floriam e todas as manhãs de música quando o sábia cantava saudando o nascer do sol. Porém a alegria maior morava no seu coração — era a única filha, moça prendada e de uma beleza impar.

Um moço de Ilha Bela um dia se enamorou e todas as tardes, na sua canoa, atravessava o canal para vê-la trocar juras de amor.

Certo dia, um moço, filho de um médico que o Imperador designara para trabalhar naquele porto, vem passar suas férias escolares e se enamorou da filha do pescador. Esta correspondeu ao moço romântico, bem trajado que a pediu em casamento, antes de voltar para a Corte.

O choque de sentimentos, o fato de abandonar o primeiro namorado, levou-a ao definhamento. O seu antigo pretendente, que todas as tardes vinha vê-la, prontificou–se sacrificar-se para amainar aqueles sentimentos tempestuosos e desencontrados que estavam originando o aniquilamento progressivo de sua amada.

Numa tarde, depois de despedir-se da jovem, deixou sua embarcação ao sabor das ondas. E a canoa virou… O corpo do moço relegado foi noutro dia encontrado sobre as pedras da ponta. Ali erigiram uma cruz tosca de pedra.

A moça morreu de saudades.

Hoje, de longe, se avista ao lado da cruz, dois pés de abricó entrelaçados que fazem recordar os que morreram de amor e saudade.

Alceu Maynard Araújo — Setembro de 1947.

Fonte: Estórias e Lendas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Tomo I. Seleção de Alceu Maynard Araújo e Vasco José Taborda. Desenhos de J. Lanzelotti. Ed. Literat. 1962

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