Arquivo para maio 2005

MAUÁ: O ÂNIMO DA NACIONALIDADE

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

A maneira frívola como a crítica tratou um dos melhores filmes do cinema nacional – “Mauá, o Imperador e o Rei”, de Sergio Rezende – revela o pânico/Brasil dos textos da imprensa pseudo- politicamente correta, limitada pela falta de luzes e, muitas vezes, pela má-fé, dos seus articulistas.



A ÚLTIMA ORDEM DO GENERAL

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

O filme “Netto perde sua alma”, enfim exibido em São Paulo, expõe os motivos de uma comunidade que, abandonada pelo Estado, precisa reinventá-lo. O general Netto funda a República Riograndense aos 26 anos porque faz parte desse território tratado com indiferença e crueldade pelos poderes centrais. Sua revolta adota, como arma, uma estratégia oposta à do Império: trabalha com a inclusão, fonte de sua força.



FELLINI: A FESTA DA INSANIDADE

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

O tema de Fellini é a indústria do espetáculo: a fotonovela em O Sheik Branco, o cinema em Oito e Meio, o circo em La Strada, o concerto em Ensaio de Orquestra, o jornalismo em A Doce Vida, o turismo em La Nave Va, a publicidade em Beba Mais Leite.



E O VENTO LEVOU: DESENCONTRO EM PLENA GUERRA

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

A longevidade de “…E o vento levou” deve-se a um recurso pouco notado pelos críticos. Estes, gostam de apontar o mau gosto do público – sintonizado com um enredo “melodramático” – como a grande chave para entender esse sucesso.



Raduan Nassar: As ruínas do discurso

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

AS RUÍNAS DO DISCURSO Um copo de Cólera Raduan Nassar Brasiliense (2ª edição), 88 pgs. Nei Duclós A oposição fundamental que existe neste pequeno texto de Raduan Nassar não é entre um homem (desiludido e de meia idade) e uma mulher ( jornalista e liberada) É, antes, um duelo entre a linguagem e o discurso, [...]



Mário Quintana: O Flagelo do senhor

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros, Poesia

A longevidade de Mario Quintana é a sua melhor vingança. Ele sobreviveu aos passadistas escandalizados com o verso livre, aos modernistas que vaiavam o soneto, aos concretistas alérgicos ao discurso, aos épicos que odiavam o lirismo, aos românticos chocados com a crueza.



O pesadelo da linguagem

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Redação sem Máscara

A praga das consultorias abateu-se sobre a comunicação para fazer o serviço: reacomodar o poder, selecionando os quadros que mais atendam às necessidades da nova censura, a que se pauta pelos negócios que mandam nas empresas jornalísticas.



Focas

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Redação sem Máscara

Sempre tive queda para professor e cheguei a orientar alguns estreantes. Um deles recebeu os seguintes toques:



Quem tem área é futebol

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Redação sem Máscara

O jornalista que cobre economia tem pinta de Ministro da Fazenda; quem cuida da política parece um senador; o repórter de polícia tem a cara de quem dá plantão na delegacia – com exceção do Caco Barcelos, que tem aparência de filho de milionário fazendo inventário de terremoto; os jornalistas culturais – ou de variedades – são todos artistas. Assim fica difícil encontrar alguém que assuma ser apenas jornalista.



Redação sem máscara

mai 13th, 2005 | Por | Categoria: Redação sem Máscara

Um candidato a prefeito do interior enfrentou a oposição com todos os esses e erres: – Estão dizendo por aí que eu não sei ler. Não é verdade. Conheço o alfabeto de cor e salteado.



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