Arquivo para maio 2005

A luz que a treva revela

maio 14th, 2005 | Por | Categoria: Cinema, Trabalhos Acadêmicos

A fé e a dúvida sobem o rio Quebec encarnadas em dois grupos humanos: um formado por dois franceses, um padre e um carpinteiro, e o outro por uma clã de índios. No início da viagem, rumo a uma longíngua missão, a fé prevalece: o padre está convencido de que poderá catequisar os nativos e para isso conta com absoluta confiança nos desígnios de Deus



Brizola, o Fim do Exílio

maio 14th, 2005 | Por | Categoria: Política

Acabou, Brizola, acabou enfim o teu exílio. Voltas para a nossa terra pela última vez e dela não poderás mais ser expulso. Deixas para nós, como presente inviolável, que só poderá ser reaberto por nossa coragem, o que um dia levaste nas costas quando te empurraram para fora da fronteira em 1964. Pois levaste o Brasil contigo, Brizola, a pátria soberana composta por nós, o povo, e este território sagrado.



AMAZÔNIA EM CHAMAS

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

Em “Amazônia em Chamas (“The Burning Season), Hollywood prova que o Brasil é o México, só que sem sombrero, por causa das árvores. Os mexicanos, nos filmes americanos, usam chapéu largo e são bandidos, sujos e barbudos – ou estão com o chapelão na mão, quando apenas são covardes.



O TREM NA OBRA DE DAVID LEAN

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

O trem faz parte dos fundamentos do cinema. Não por acaso, ele é a estrela de um dos filmes pioneiros dos irmãos Lumière. E até hoje, quando a câmera roda sobre trilhos, podemos identificar o travelling com o olhar de uma locomotiva em movimento.



CLINT EASTWOOD: PÁTRIA É ELEGÂNCIA

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Cinema

“Na linha de fogo”é um filme sobre a segunda chance, que ao enfocar a vida pessoal dos agentes secretos americanos toca na intimidade da relação entre nação e cidadania. Clint Eastwood tem seu lado escuro, John Malkovitch, que expõe as feridas dos dois.



Pátria Yamandú

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Música

Fronteira é o limite que permite o acesso ao infinito. Não há pátria sem fronteira, como não há cultura sem pátria. O alimento do gênio de Yamandu Costa é a percepção dessa verdade. Ele tem de onde tirar: seu violão carrega os frutos que os mestres da música brasileira arduamente cultivaram ao longo dos séculos. Filho do Sul, ele sabe o quanto vale uma bandeira fincada na linha divisória da nação. E a usa não como cobertor, mas como viagem.



BRIZOLA, A DEVOÇÃO CÍVICA

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Política

Não somos uma religião, Brizola, nem sequer um partido. Somos um sentimento, agradecido pela tua longa existência. Somos hoje o que deveríamos ser sempre, um povo ocupando dignamente a rua. Não queremos revanche, Brizola, porque tivemos a nossa chance. Deus há de nos explicar um dia porque não te colocamos na presidência.



Uma Coreografia Iluminista da Hidra

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Trabalhos Acadêmicos

Sobre o livro “O Espectador Noturno – A revolução francesa através de Rétif de La Bretonne” (Rouanet, S.P.,1988) Revolução Francesa revisitada por meio da obra de Rétif de la Bretonne – escritor libertino, memorialista, historiador, repórter e cronista do século XVIII – revela-se, neste livro, desprovida da aura mística original e “contaminada” pela multiplicidade de enfoques.



A Dança dos Sete Véus

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Trabalhos Acadêmicos

Um bom livro vale tanto pelas perguntas que provoca quanto por suas revelações. No caso desta obra publicada originalmente em 1978 por Edward W. Said, da Universidade de Stanford, da California, esse duplo benefício se impõe, primeiro, por ser uma tese bem fundamentada de um fenômeno cultural atualíssimo,



NOTRE-DAME DE PARIS: UM LIVRO FEITO DE PEDRA

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Trabalhos Acadêmicos

Os novos monumentos deixaram de ser os templos, as igrejas e as pirâmides, mas as grandes obras literárias. É nesse enfoque que Notre-Dame foi escrito, o de tornar-se uma edificação não ameaçada pela ruína.