Arquivo para maio 2005

BRIZOLA, DE CORPO PRESENTE

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Política

Agora estamos sós, Brizola. Partes para a nossa terra e nos deixas na mão dos tiranos, que se revezam na mídia dizendo as maiores barbaridades, como se pertencesses ao passado, ao que chamam de “História”.



O Escritor em Seu Labirinto

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Trabalhos Acadêmicos

O guerreiro decadente, apesar da lucidez, ainda sonha com a segunda chance. Quer enfrentar seus moinhos de vento – os inimigos que usurparam o poder, gigantes impassíveis de mil braços que, junto com a doença, o reduzem à imobilidade. A humanização de Bolívar, assim, obedece à matriz literária cervantina, como se Quixote encontrasse na América o palco ideal para sua loucura.



BRIZOLA, DO VERBO BRASIL

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Política

Leonel Brizola lutou praticamente só contra a destruição do Brasil, o país inaugurado em 1930 e devastado a partir de 1964. Nasceu como cidadão quando foi testemunha, ainda no colo da mãe, do assassinato do seu pai, guerreiro da revolução de 1923, que fora desarmado e remetido para casa e perseguido pelos tiranos que tinham jurado a paz das Pedras Altas. Nasceu como político em 1945, quando Getúlio Vargas foi destituído por um golpe militar, e ajudou a fundar o PTB. Morreu testemunhando o estrangulamento total da nação a qual serviu como ninguém, como o primeiro – e, portanto, jamais o último – dos patriotas.



TIA CECI E OS DISCOS VOADORES

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Memórias

“Os marcianos não existem”, avisava. “São os russos e os americanos que fazem essas coisas e não contam para ninguém”. Hoje, quando vejo os programas especiais do Discovery Channel, provando que os protótipos de projetos ultra-secretos da forças aéreas da Rússia e Estados Unidos são confundidos com obra de alienígenas pela população desinformada, não deixo de lembrá-la.



Walter Firmo: A aventura do Olhar

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Arte

Um criador não cruza os braços quando vira a maré: procura pressionado pelas circunstâncias, desenvolver seu garimpo obedecendo à velha lição política, de praticar a arte do possível. No caso do fotógrafo Walter Firmo, carioca de São Cristóvão, 47 anos e 25 de profissão, a repressão e a censura que se abateram sobre o trabalho jornalístico do País chegaram tarde demais: ele já tinha provado o sal da aventura e da criatividade no início da sua carreira, na década de 50, quando conseguiu uma vaga na Última Hora, do Rio, dirigida, na época, por Samuel Wainer.



CINCO VEZES TARSO DE CASTRO

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Memórias, Redação sem Máscara

Migrante recém chegado em São Paulo em 1976, fiquei ligado na Ilustrada editada por Tarso de Castro, jornalista que lia e gostava não só desde a fase do Pasquim, mas do Panfleto – o Jornal do Homem da Rua. Lia o Panfleto – uma das muitas obras da dupla Fortuna/Tarso – ainda em Uruguaiana, RS, onde vivi até os 17 anos.



Tailor Diniz: O Fôlego, o Fole, O sopro

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

ABISMO – Por sua formação e grandeza, Tailor Diniz está no avesso desse tipo de metáfora para seu ofício. Entretanto, por opção deste texto que aborda seu romance inédito, A Vampira do Lago, ele não escapa ao destino dos romancistas: ganha fôlego ao desenhar o canal por onde sairá seu sopro, e tem o cuidado, como todo escritor de grande porte, de deixar bem azeitadas as aberturas do seu teto, a realidade por onde entra o alimento que declara a guerra



Até Breve, Senhor

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Memórias, Redação sem Máscara

Morreu nesta semana a revista Senhor, exatamente dois domingos depois que o seu primeiro Diretor da Redação, Múcio Borges da Fonseca, deixou o jornalismo, isto é, a vida. Múcio assumiu a direção da Senhor quinzenal em julho de 1981, com duas pontes de safena. Soprava no seu bater compassado de palmas, repetindo sem cessar: “Vamos fechar, vamos fechar.”



Rilke: A ética da solidão

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Prefácio do Livro ”Cartas a um Jovem Poeta”, de Rainer Maria Rilke. Tradução de Paulo Rónai



TALHO CERTEIRO

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Texto de apresentação publicado no livro Contos gauchescos e Lendas do Sul (Globo, 2001) de João SIMÕES LOPES NETO: O gaúcho brotou da guerra e encontrou sua melhor morada na literatura de João Simões Lopes Neto (1865-1916). Nesse refúgio de refinado acabamento, ocupa um lugar na vanguarda – aquele pedaço da tropa que prova a luta antes dos outros, por destino, missão e gosto.