CASULO
ago 1st, 2010 | Por Nei Duclós | Categoria: PoesiaNei Duclós
A lente não capta
o verdadeiro traço
Do retrato oposto
Ao que és de fato
É preciso olho
Para enxergar-te
Flor que emerge
No fim do verbo
Rompes, rosa,
promessa escassa
contra o espinho
que nos cerca
Improviso o cálice
de remota carga
abrigo vivo
de uma perda
Cubro de pétala
o tempo amargo
Rompo a pele
de um esporo
Coração de pedra
medra no sinal
vermelho, vaso
pronto na véspera
Espero outro sopro
do mesmo inverno
na manhã que pulsa
no corpo mudo
Driblo a dor de ficar
imóvel, enquanto forço
a viagem do amor
no vórtice do casulo
Ah, que bom, que bacana!
Um poeta gaúcho que não negaceia seus poemas, que compartilha e com que categoria!
rsrsrs
Obrigada, Nei.
Considere-me cativa 😉
Abraço!
Na mesa comum da poesia, somos todos cativos da emoção de sermos contemporâneos. Obrigado!
Já brinquei de navegar por aqui, pelo universo Duclós da reflexão… e foi bom às pampas!
Desculpe-me pela emoção imprevista, obrigada pela emoção espontânea vertida…
A emoção me pega pelo verso refletido na retina, pelo inverso.
Abraço!
Como avisei antes, tentando recuperar um ‘mal-passado’…
te linkei aqui…
http://cms.anorkinda.webnode.pt/
Boa semana!