O QUE É O RIO GRANDE DO SUL?
dez 13th, 2009 | Por Nei Duclós | Categoria: PolíticaNei Duclós
Parece ser impossível imaginar o Rio Grande do Sul fora dos lugares comuns. Todos falam a mesma coisa e esquecem o principal. Agora vem o Jabor dizer que no lugar de coqueiros o Rio Grande tem pinheiros, que é uma árvore típica do Paraná. É como eu digo: para quem não é de lá, tudo abaixo do rio Pinheiros é Porto Alegre. Jabor também diz que temos frio e vento e não calor. Não há lugar mais quente do que o Rio Grande do Sul no verão, que além disso possui 700 quilômetros de praia. Então como é que fica?
EUROPINHA – A frescura mais recorrente sobre o estado onde nasci e me criei é que ele é uma espécie de Europa em miniatura. Como ninguém quer ser brasileiro e todos, absolutamente todos, possuem “sangue” de europeus, russos ou sei lá quem mais, tudo o que o Brasil possui teria sido feito por povos fora daqui. Vi recentemente uma propaganda colocando o mérito do desenvolvimento de São Paulo nos italianos. Aliás, em São Paulo sobra italiano. Todos possuem dupla cidadania, ou seja, são italianos de fato. Quem construiu São Paulo foram os brasileiros, e nessa categoria incluem-se os que se acham europeus ou asiáticos. No Rio Grande do Sul a mesma coisa: vasta população negra e mestiça, já tendo inclusive um governador negro (Alceu Collares), aquele é um estado feito pela mão xucra do Brasil. Mão que acolhe os estrangeiros e lhes dá guarida, e que constrói a riqueza do Estado, mas dessa riqueza não compartilha como deveria. Pois o mérito do fazer fica fora da sua alçada. Como só alemães e italianos são operosos (e só eles existem, especialmente nas materinhas da televisão, que só abordam esse aspecto do Rio Grande do Sul, mostrando a minoria loura como se fosse toda a população gaúcha), o que sobra para os brasileiros é a fama de vagabundos, párias, fracassados. O Rio Grande do Sul é composto basicamente de descendentes de indígenas, misturados com negros e brancos. A minoria loura, que tinha suas próprias escolas, num gueto horroso até a segunda guerra mundial, levou um tranco de Getulio Vargas, que acabou com o pangermanismo e as escolas fascistas. Colocou tudo nos devidos eixos, bem brasileiros.
RAÇA – Um dia um padre metido a doutor em genealogia foi visitar Getulio e se oferecer para fazer a árvore genealógica do novo presidente. “Não faça isso”, advertiu Getulio. “No Brasil, toda raiz familiar acaba na senzala ou na aldeia indígena.” E soltou uma gargalhada. O especialista saiu ressabiado. Tinha levado uma lição e não sabemos se entendeu o recado: o de que pertencemos ao que Gilberto Freyre definiu como uma meta-raça. Como o ser humano não é cavalo e não pode portanto ser dividido entre asiáticos, caucasianos e hispânicos; como somos todos seres culturais e não raciais, nossa identidade vem do gesto, do comportamento, da entonação, da formação. Jamais do “sangue”. Sangue-bom é expressão nazista. Outro equivoco é enfocar o gaúcho fantasiado pelos CTGs como se fosse o gaúcho autentico. Nunca se aborda o gaúcho urbano, o da periferia ou o verdadeiro gaúcho rural. Este, gosta de músicas como a guarânia, a música sertaneja, o chamame argentino. Não fica apenas cantando gauchadas. No Fantástico, uma saraivada de asneiras foram veiculadas sobre o que cada estado acha do outro. O gaúcho por exemplo, se acharia “macho”, mas os outros o acham “machista”. E aí aparece um povo-fala de alguém de Porto Alegre dizendo: “É, eles não cuidam das mulheres deles.” Tipo de matéria feita pra reforçar preconceito. Com tanta mulher no Rio Grande do Sul, como pode uma população inteira se achar macho? A parcela homossexual da população no Estado também não pode ser enquadrada nesse tipo de rótulo. Sobra o quê? Os amorosos pais de família, as crianças, os idosos. Todos machos, machistas? Dá para entender o alcance da besteira?
DIVERSIDADE – O Rio Grande do Sul, como o resto do Brasil, não é para amadores, como diria Tom Jobim. A criatura mais internacional e anti-machista que conheci chama-se Caio Fernando Abreu, de Santiago do Boqueirão, cidade situada bem no miolo do Rio Grande. Descendente de mexicanos, italianos, índios e portugueses, jamais me senti outra coisa do que brasileiro. O gauchismo, da maneira como é colocado por essa invenção dos anos 50, os CTGs, é algo discutível. É um movimento folclórico importante, mas não serve para definir todo o ethos do Estado. Mario Quintana se intitulava riograndese, jamais gaúcho. Quem é de lá, tem o direito à diversidade. Que o Brasil saiba disso e o Jabor pense um pouco antes de escrever sobre os gaúchos. Não somos “diferentes” do resto do Brasil: somos exatamente iguais, já que somos brasileiros. Nossa diversidade interna, como em qualquer outro Estado, precisa ser vista e entendida.
Seu texto é carregado de Marxismo, suga a vivacidade e o poder do trabalho dos oriundi e descendentes de Europeus do Brasil, generaliza o Brasil como um povo só e banaliza a natureza, sim, a natureza, é desta que falo, pois nós, hommo sapiens modernos, pertencemos à natureza e negar isso deveria ser crime, seu texto é completamente politicamente correto, fala coisas assim, pois no Brasil, majoritariamente um pais de pardos (mestiços, em um país racista e que despreza o homem branco), são coisas que eles gostam de ouvir. Nas matas virgens do sul do Brasil, os Europeus se firmaram, derrubaram matas e cortaram árvores às machadadas e construiram seus lares, o apoio prometido pelo governo foi meramento um mito, eles foram ao ”lavoro”, eles cresceram e o número de empresas com nomes italianos e alemães no Sul, é um número grande, prova de que eles enriqueceram com seu trabalho e ajudaram DIRETAMENTE no desenvolvimento dos três Estados sulinos, nas terras virgens, os Europeus construiram suas vidas e o politicamente correto quer arrancar isso deles a todo custo. Veja bem, como falar em indígenas se os mesmos não tinham ideia alguma sobre civilização? Como falar em negros se os mesmos já eram escravos na Africa, dominados por tribos superiores e comercializados por portugueses-judeus-marranos a troco de rifles enferrujados, que trabalharam em troca de açoite e permaneceram selvagens, que tipo de civilização é esperada de um povo assim? Veja bem, não estou dizendo que o Sul do Brasil é um outro Brasil puro, o que quero dizer é que me enoja sua pretenção em esbanjar o politicamente correto nas entranhas do meu povo, tirando o mérito de quem o fez.
Paranaense, renego o título de Brasileiro, pois os Brasileiros renegam os Estados do Sul e nossa cultura.
Juan Ribas, doutor em Filosofia, Arquiteto e estudioso da influência européia dos 3 Estados do Sul.
Doutor, sua burrice pretensiosa é estonteante. Por que não voltas para a terra dos teus ancestrais, já que renegas a cidadania brasileira? Aqui é bom demais, não é mesmo? O Brasil foi feito pelos escravos, rapaz. Os migrantes europeus que vieram corridos da fome, da miséria e das guerras européias contribuíram também, mas o país já estava aqui, obra de portugueses, indios e negros, que já tinham expulso os holandeses, os franceses e os espanhóis. Querem pegar todo o crédito? Pois não vão levar.
Fiquei pasmo com o comentário imbecil e etnocentrico desta pessoa que se auto intitula Doutor em filosofia e Arquiteto. Será que todos os paranaenses são arrogantes e idiólatras assim? Creio que não. Por isto nobre doutor, digo-lhe apenas o seguinte: estude mais, MUITO mais, porque você não conhece nem ao menos a História do Brasil. Além disto, você escreve mal. Talvez quem sabe você até conheça de Filosofia, mas da de botequim, e barato, típica do senso comum, imagens do consciente coletivo.
Por fim, se você renega a cidadania brasileira, terra que lhe acolhe e lhe provê sustento, vá embora daqui.
Mineiramente falando: “Sujeitim mitidabestein sô !?”
oi eu quero saber o que rio grande só rio grande obrigadooooooooooooooooooooo
Você quer saber o que?