Welcome Anonymous User  

News

Front Page | Archive ]

A HISTÓRIA NO ACOSTAMENTO

No seu obrigatório "Golpe Mata Jornal" (Já Editores) Jefferson Barros trabalha as contradições, os conflitos que regeram o nascimento e o crescimento da cadeia de jornais Ultima Hora, criada por Samuel Wainer. Mergulha fundo nas origens da imprensa gaúcha e a situação em que se encontrava quando a UH do Rio Grande do Sul veio à luz. O espírito livre do autor não abre mão do rigor metodológico. Esse aparente paradoxo - a liberdade da abordagem vestindo a luva do racionalismo dialético - faz do texto de Jefferson uma aula de História. Pior para todos nós: é um roteiro de como a História foi jogada no acostamento.

Published: Mar 16, 2006 - 03:23 PM
Read more about A HISTÓRIA NO ACOSTAMENTO (768 more word(s))



O TEMPO É A PÁTRIA DO MIGRANTE

Julio Monteiro Martins, o mais importante escritor brasileiro em atividade no Exterior, abre o verbo: Tudo está por ser escrito. Temos poucos escritores diante da velocidade e profundidade das mudanças. O escritor contemporâneo está em busca desesperada de uma nova forma de romance. A literatura é o único discurso com força suficiente para enfrentar a manipulação feita pela publicidade e pelos governos.O motivo da entrevista é o lançamento do seu terceiro livro escrito em italiano, Madrelingua, que é um trabalho de experimentação literária, escrito em pleno estado patrimonialista (segundo sua definição) do governo Berlusconi. Toda a conversa de Julio está no endereço http://www.arcoiris.tv/

Published: Mar 12, 2006 - 05:04 PM
Read more about O TEMPO É A PÁTRIA DO MIGRANTE (861 more word(s))



QUAL O LIVRO DA SUA VIDA?

O romance é o inventário de uma guerra, qualquer guerra. O único compromisso é com a literatura, que veste o que chamam verdade, ou memória, ou mesmo poesia. O que faz o romance é decidir o que existe de épico do fato reconstituído pela soma de linguagens atiradas no chão do tempo. Minha cena favorita de Lord Jim, de Joseph Conrad, traduzido de uma versão francesa pela música de Mário Quintana, é quando o anti-herói joga a tocha acesa no rio e, ao apagar-se, revela todas as estrelas. Ou a cena de O coração das trevas em que Marlowe cruza com seu barco o meio do nada chamado Tamisa e começa a narrar para quem o cerca, prendendo-os numa rede irresistível a que chamam história, mas que é pura magia.

Published: Nov 15, 2005 - 12:05 PM
Read more about QUAL O LIVRO DA SUA VIDA? (799 more word(s))



O BRASIL QUE PERDEMOS

Dois autores, de gerações opostas, nos iluminam pela construção de um resgate profundo do que continua oculto no país do eterno presente. Um é o romance Quando alegre partiste - Melodrama de um delirante golpe militar (Francis, 287 páginas), de Moacir Japiassu, romancista maior (autor de "Concerto para paixão e desatino" e "A Santa do Cabaré"), veterano e considerado jornalista que desde os anos 1960 percorreu as redações brasileiras com o brilho do seu talento e a acidez ilustrada da sua escrita. O outro é a biografia 75kg de músculos e fúria - Tarso de Castro, a vida de um dos mais polêmicos jornalistas brasileiros (Editora Planeta, 268 páginas), de Tom Cardoso, representante da nova e brilhante geração de jornalistas que, apesar de todas as dificuldades, se destaca pelo inconformismo e o trabalho duro. (Resenha publicado no caderno Cultura, do Diário Catarinense, dia 29/10/2005)

Published: Oct 30, 2005 - 11:57 AM
Read more about O BRASIL QUE PERDEMOS (1300 more word(s))



A VIAGEM DO ARTÍFICE

Um artífice cuida do seu ofício e o exerce de forma compulsiva. Não tanto para atingir a perfeição: mais para descobrir a natureza e a estrutura do que faz. Um carpinteiro não mira a casa quando participa de uma construção, mas as vigas, o lustro, o talho do formão, o resultado da sua participação no conjunto. Não que não tenha condições de saber o­nde está enfurnado, ou o que é, afinal, a obra, uma soma de parcerias, talentos e conhecimentos. Ele conhece o fruto de muitas mãos, mas prefere seu próprio mergulho, feito de outra intensidade. Não se trata aqui de definir hierarquias do fazer, mas de tentar entender, pela similitude, o que é a literatura que nos cabe decifrar, e definir o perfil da sua irmã de viagem, a resenha ou o ensaio. Cícero Galeno Lopes, como todo escritor de verdade, nos mostra o caminho no seu novo livro A Viagem (Editora Movimento, 95 páginas). (Resenha publicado no Caderno Cultura, do Diário Catarinense, em 1 de outubro de 2005)

Published: Sep 24, 2005 - 09:40 AM
Read more about A VIAGEM DO ARTÍFICE (1092 more word(s))



NÃO HÁ RESPOSTAS, APENAS ENCANTAMENTO

Em Shosha, Isaac Bashevis Singer nos brinda com o pesadelo do escritor que tenta viver do seu ofício enquanto o mundo desmorona à sua volta Quem conta uma história diz como e por que conta, pois todo escritor aspira à eternidade, e não há alma imortal na literatura que se enrede na própria teia. O escritor sabe: quando o livro acabar e a vítima acordar de seu devaneio, e tardiamente descobrir a cama-de-gato preparada, voltará as costas para a obra (essa é a origem dos livros datados e esquecidos). Mas se o próprio livro disser do que se trata, então a fidelidade é absoluta.(Resenha publicada no caderno Cultura, do Diário Catarinense, de 27 de agosto de 2005)

Published: Aug 27, 2005 - 09:18 AM
Read more about NÃO HÁ RESPOSTAS, APENAS ENCANTAMENTO (1210 more word(s))



CRIME E CASTIGO EM JAVIER CERCAS

Dostoievski está na raiz de O Motivo (Francis, 118 págs.), novela escrita na juventude (1987) pelo espanhol Javier Cercas, autor do best-seller Soldados de Salamina, lançado em 2004 em português pela mesma editora, que vendeu 500 mil exemplares na Europa e virou filme de David Trueba. Surpreende que na minuciosa análise do posfácio, acusado de panegírico pela imprensa espanhola, Francisco Rico nem cite o autor russo. Mas o livro é puro Crime e Castigo: um homem solitário premedita um crime, o assassinato de uma pessoa idosa que tem dinheiro guardado em casa, e remói seus argumentos a favor e contra esse desenlace. (Resenha publicada dia 30/07/05, no caderno Cultura do Diário Catarinense)

Published: Jul 30, 2005 - 08:56 AM
Read more about CRIME E CASTIGO EM JAVIER CERCAS (1270 more word(s))



INVENTÁRIO DO BRASIL PROFUNDO

Longe da falsa contradição entre poesia e prosa (tão insistentemente lembrada quando se trata de poesia não enquadrada nas firulas teóricas sobre o verso), os poetas Miguel Sanches Neto, Paulo Bentancur e Fabricio Carpinejar trabalham fora dos projetos prontos para a poesia, que, em tese, deveria pular qualquer muro, a começar pelo mais importante, o do sentido (a compreensão compartilhada). Aqui ocorre o contrário. Não há pudor em se falar com todas as letras, como em Miguel Sanches Neto: "Venho de um país obscuro/ de uma infância só muros,/ meu pai foi leve lembrança,/ que me marcou pela ausência,/ e enquanto caminhava pelas ruas do tempo mais triste da ditadura/ ia perdendo meu país como quem deixa uma moeda cair". Resenha publicada dia 9 de julho de 2005 no caderno de Cultura, do Diário Catarinense.

Published: Jul 09, 2005 - 10:54 AM
Read more about INVENTÁRIO DO BRASIL PROFUNDO (1583 more word(s))



BORGES - ELOGIO DA SOMBRA

Iluminado pelas leituras de toda uma vida, Jorge Luis Borges descobre o essencial quando finalmente é empurrado para a sombra. A cegueira, dura presença aos 70 anos de idade, o deixa só diante da fonte que alimenta os clássicos - sua paixão explícita, uma rede tecida desde Virgílio a Kipling. Texto de Apresentação do livro Elogio da Sombra (Editora Globo, 2001).

Published: Jun 27, 2005 - 08:44 PM
Read more about BORGES - ELOGIO DA SOMBRA (418 more word(s))



A ÉTICA DA SOLIDÃO

Ao buscar o humano desprovido de disfarces, Rainer Maria Rilke encontrou a grandeza. Em “Cartas a um jovem poeta" ele relata essa dolorosa passagem em direção à essência, que implica arrancar a fantasia cotidiana grudada à carne. O sangue decorrente dessa decisão não significa apenas recolher-se à solidão seminal da criação. Mas de abrir mão da moeda mais cobiçada, o reconhecimento, de cruzar o pior dos umbrais-a indiferença-e encontrar o mais amedrontador dos mundos, aquele o­nde habita a necessidade absoluta e a permanência.Prefácio do Livro "Cartas a um Jovem Poeta" de Rainer Maria Rilke(Editora Globo, 2001).

Published: Jun 27, 2005 - 08:38 PM
Read more about A ÉTICA DA SOLIDÃO (847 more word(s))



O SOPRO SEM NOME

Ao nosso redor, escombros de coisas não nomeadas nos rondam com seu ranger de dentes. Fomos enganados e o poeta fecha a porta na nossa cara como quem faz uma visita. Boa noite, diz ele, e o sol sobe no horizonte como um cachorro pula do chão para a janela, quando busca comida no lugar onde havia apenas papel sujo. (Resenha sobre Como no Céu e Livro de Visitas, de Fabricio Carpinejar, lançado pela Bertrand Brasil).

Published: Jun 22, 2005 - 04:47 PM
Read more about O SOPRO SEM NOME (899 more word(s))



A ARTE DOS ENCAIXES

O romance de estréia do joinvilense Rodrigo Schwarz, A Ilha dos Cães (Bertrand Brasil, 128 págs., R$ 23), se presta a várias metáforas. Podemos escolher duas. Uma está na cena de Os Fuzis, de Ruy Guerra, em que dois soldados de olhos vendados tentam recompor, cada um, a própria arma. Eles dispõem apenas de peças espalhadas sobre a mesa, que precisam ser identificadas pelo tato e encaixadas pela experiência. Prova de coragem: quem for mais rápido e eficiente pode apontar para o adversário. É um jogo mortal que, no livro, coloca frente a frente o autor e o leitor reais, e os autores fictícios entre si.

Published: Jun 20, 2005 - 10:29 AM
Read more about A ARTE DOS ENCAIXES (1013 more word(s))



A PALAVRA QUE NINGUÉM ENTERRA

O paradoxo é que o material de Moacir Japiassu, em seu romance Concerto para paixão e desatino é essa humanidade sinistra e ao mesmo tempo galhofeira, que é protagonista nos fatos e algoz nas versões. O campo de ação de um escritor fica duplamente minado e agora podemos entender quando Japiassu fala do trabalho que deu reescrever capítulos inteiros, adaptando a linguagem do narrador à fala das personagens. Esse trabalho é fruto do exímio talento aliado à persistência sertaneja, já que Japiassu dá um boi para adiar a escrita de um livro (seus grandes romances só saíram nos últimos anos, depois de décadas de militância na imprensa) e uma boiada para sair dele com a consciência do dever cumprido.

Published: Jun 08, 2005 - 12:48 AM
Read more about A PALAVRA QUE NINGUÉM ENTERRA (1441 more word(s))



O FÔLEGO, O FOLE, O SOPRO

A composição das falas em A Vampira do Lago, romance inédito de Tailor Diniz,é uma obra admirável de engenharia literária porque nos engana o tempo todo. Primeiro, porque o depoimento pessoal é a descrição objetiva, se não dos fatos, pelo menos da geografia escolhida, o norte do Rio Grande do Sul rodeado por represas e traumatizado pela expropriação das hidrelétricas. Essa objetividade serve para nos encantar por termos acesso a lugares que nunca visitamos e ficam se descortinando nos mínimos detalhes na nossa frente.

Published: Jun 08, 2005 - 12:42 AM
Read more about O FÔLEGO, O FOLE, O SOPRO (1196 more word(s))



VOZES DO SILÊNCIO - UMA SINGULAR LITERATURA PLURAL

Estranha literatura a de Cícero Galeno Lopes. Funda-se numa impossibilidade: a de um narrador (um diferente para cada conto) que nunca é interrompido. É uma forma de identificar-se com a narrativa clássica que gerou, no século passado, Riobaldos e Blaus. Hoje sabemos que ninguém deixa ninguém falar. Vivemos numa civilização de dissidências, de estridências entre monólogos. Toda a narrativa é interrompida - porque o Outro não existe mais. Na literatura, é a crítica - ou melhor o seu silêncio e insensibilidade - que corta a narrativa ao meio, impede que o escritor ultrapasse o livro de estréia ou o condena ao limbo.

Published: Jun 08, 2005 - 12:38 AM
Read more about VOZES DO SILÊNCIO - UMA SINGULAR LITERATURA PLURAL (777 more word(s))



O ROMANCE OCULTO BATE NA CELA

O romance "Os corações futuristas", de Urariano Mota, com uma trama que começa nos anos da ditadura Médici e se estende até o final do século passado, é um dos livros que nos lembram o quanto ainda vivemos sob o tacão do autoritarismo, disfarçado agora numa representação, a democracia, que foi exigida nas ruas, mas serviu apenas de pretexto para o continuísmo. Diante de tão completa derrota, a literatura volta-se para a porta da caverna o­nde reside. (Publicado no jornal de literatura Rascunho, de maio de 2005).

Published: Jun 04, 2005 - 05:13 PM
Read more about O ROMANCE OCULTO BATE NA CELA (1310 more word(s))



LITERATURA É O NOME DA LIBERDADE

A literatura é a oportunidade que a linguagem tem de se reinventar. Diferente do jornalismo ou das ciências humanas, que obedecem a paradigmas e precisam do consenso do entendimento, de um acordo prévio para ser debatido e desenvolvido, a literatura caracteriza-se pela liberdade de suas falas, do desenraizamento total e da radicalidade de suas experiências.

Published: Jun 03, 2005 - 09:43 AM
Read more about LITERATURA É O NOME DA LIBERDADE (653 more word(s))



OS SETE PILARES DA POESIA

Resenha sobre o livro de Marco Celso Huffell Viola, Poemas para ler em voz alta (Office Editora, 136 páginas): Marco Celso diz a que veio quando anuncia um assassinato: "Vou matar este poema com uma faca de trinchar,/ dividi-lo ao meio como um figo/ expor seu ventre hediondo ao público." Diz o que faz quando define o fruto que lhe sai das mãos: "Ele é um furo no escuro, um buraco cinza." Ou quando faz sua advertência de profeta irado: "Ele ficou incompleto/ estou amassando-o e dissecando-o para que nenhum leitor o devore com facilidade."

Published: May 23, 2005 - 08:18 PM
Read more about OS SETE PILARES DA POESIA (884 more word(s))



A PRISÃO DAS IDÉIAS

Um ensaio é como levar o pensamento encarcerado para tomar um pouco de sol no pátio. É quando ele pode sonhar com a liberdade. Resenha sobre o livro "A Mente Mediana", de Curtis White (W11/Francis).

Published: May 22, 2005 - 05:14 PM
Read more about A PRISÃO DAS IDÉIAS (1100 more word(s))



TALHO CERTEIRO

Texto de apresentação publicado no livro Contos gauchescos e Lendas do Sul (Globo, 2001) de João SIMÕES LOPES NETO: O gaúcho brotou da guerra e encontrou sua melhor morada na literatura de João Simões Lopes Neto (1865-1916). Nesse refúgio de refinado acabamento, ocupa um lugar na vanguarda - aquele pedaço da tropa que prova a luta antes dos outros, por destino, missão e gosto.

Published: May 13, 2005 - 11:31 AM
Read more about TALHO CERTEIRO (442 more word(s))



Jorge Luis Borges: O informe de Brodie

Nesta coletânea de contos lançada originalmente em 1970, o olhar estrangeiro de Jorge Luis Borges sobre seu próprio povo denuncia suas convicções sobre a cultura popular.

Published: May 13, 2005 - 11:28 AM
Read more about Jorge Luis Borges: O informe de Brodie (383 more word(s))



José Onofre: Sobra de Guerra

Resenha sobre SOBRA DE GUERRA, de José Onofre (L&PM, 1982):Se cavarmos qualquer história de detetive escrita em inglês encontraremos o Brasil naquilo que os personagens adoram pisar, e que aqui costumamos comer. Aparentemente, fica simples escrever histórias policiais com o material que temos à mão. Mas é essa facilidade que nos inviabiliza para o gênero.

Published: May 13, 2005 - 11:27 AM
Read more about José Onofre: Sobra de Guerra (656 more word(s))



John Reed influencia Chaplin

Certamente Charles Chaplin leu o conto O Capitalista, de John Reed, e nele encontrou o personagem que fez sua fama. O texto foi publicado no jornal The Masses, editado pelo amigo de ambos, Max Eastman. A história do desempregado de roupa puída e ar distinto - denominado William Booth Wrenn - faz parte da coletânea A Filha da Revolução (Conrad do Brasil, 2001) e foi publicado em 1912, dois anos antes de Chaplin criar o seu vagabundo.

Published: May 13, 2005 - 11:26 AM
Read more about John Reed influencia Chaplin (768 more word(s))



MENOTTI DEL PICCHIA: AS MUITAS FACES DO POETA

Se a platéia do Teatro Municipal urrava contra os eventos da Semana de Arte Moderna, idealizada por Menotti, as crianças festejavam o poeta que cultivava seu lado doméstico, confeccionando balões ou cozinhando quindins - seu doce predileto. Nessa mesma época, ele já era um autor que fazia sucesso entre o público e a crítica com seu poema Juca Mulato, lançado em 1917. Essa era a característica principal de Menotti, que em 96 anos de vida cultivou o paradoxo, a contradição e a polêmica.

Foot notes: Publicado em Revista Santista - nº 18 - março 1989

Published: May 13, 2005 - 11:23 AM
Read more about MENOTTI DEL PICCHIA: AS MUITAS FACES DO POETA (2207 more word(s))



DARCY RIBEIRO: LUTA CORPORAL

As provas da violência contra o índio são minuciosamente levantadas e analisadas pelo autor, num relato profundo e apaixonado que faz do livro um dos romances brasileiros mais importantes dos últimos anos, tanto pela urgência do tema como pelo enfoque: o drama mairum é visto de dentro, por alguém que mostra a verdadeira natureza dos índios e a dimensão real da sua cultural. A filosofia dos mairuns é visceral e fisiológica, e sua sabedoria não vem da mortificação, mas da glorificação do corpo e da noção do seu significado dentro do universo (Resenha sobre MAIRA, de Darcy Ribeiro, Civilização Brasileira, publicada na revista Veja em 20 de outubro de 1976).

Published: May 13, 2005 - 11:20 AM
Read more about DARCY RIBEIRO: LUTA CORPORAL (697 more word(s))



First Page Previous Page Page 2 / 3 (26 - 50 of 55 Total) Next Page Last Page

Novo Livro

  • O Refúgio do Príncipe (2006)
    O Refúgio do Príncipe
mais...

Outros Artigos

Saturday, September 20
Saturday, September 14
Saturday, September 09
Saturday, September 05
Saturday, September 22
Saturday, September 17
Saturday, September 15
Saturday, September 10
Saturday, September 29