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AMAZÔNIA EM CHAMAS
Em "Amazônia em Chamas ("The Burning Season), Hollywood prova que o
Brasil é o México, só que sem sombrero, por causa das árvores. Os
mexicanos, nos filmes americanos, usam chapéu largo e são bandidos,
sujos e barbudos - ou estão com o chapelão na mão, quando apenas são
covardes.
Published: May 13, 2005 - 12:06 PM
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O TREM NA OBRA DE DAVID LEAN
O trem faz parte dos fundamentos do cinema. Não por acaso, ele é a
estrela de um dos filmes pioneiros dos irmãos Lumière. E até hoje,
quando a câmera roda sobre trilhos, podemos identificar o travelling
com o olhar de uma locomotiva em movimento.
Published: May 13, 2005 - 12:05 PM
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CLINT EASTWOOD: PÁTRIA É ELEGÂNCIA
"Na linha de fogo"é um filme sobre a segunda chance, que ao enfocar a
vida pessoal dos agentes secretos americanos toca na intimidade da
relação entre nação e cidadania. Clint Eastwood tem seu lado escuro,
John Malkovitch, que expõe as feridas dos dois.
Published: May 13, 2005 - 12:01 PM
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Pátria Yamandú
Fronteira é o limite que permite o acesso ao infinito. Não há pátria
sem fronteira, como não há cultura sem pátria. O alimento do gênio de
Yamandu Costa é a percepção dessa verdade. Ele tem de onde tirar: seu
violão carrega os frutos que os mestres da música brasileira arduamente
cultivaram ao longo dos séculos. Filho do Sul, ele sabe o quanto vale
uma bandeira fincada na linha divisória da nação. E a usa não como
cobertor, mas como viagem.
Published: May 13, 2005 - 11:57 AM
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BRIZOLA, A DEVOÇÃO CÍVICA
Não somos uma religião, Brizola, nem sequer um partido. Somos um
sentimento, agradecido pela tua longa existência. Somos hoje o que
deveríamos ser sempre, um povo ocupando dignamente a rua. Não queremos
revanche, Brizola, porque tivemos a nossa chance. Deus há de nos
explicar um dia porque não te colocamos na presidência.
Published: May 13, 2005 - 11:55 AM
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BRIZOLA, O FIM DO EXÍLIO
Nei Duclós
Published: May 13, 2005 - 11:53 AM
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BRIZOLA, DE CORPO PRESENTE
Agora estamos sós, Brizola. Partes para a nossa terra e nos deixas na
mão dos tiranos, que se revezam na mídia dizendo as maiores
barbaridades, como se pertencesses ao passado, ao que chamam de
"História".
Foot notes: Publicado na ocasi�o da morte de Brizola
Published: May 13, 2005 - 11:51 AM
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BRIZOLA, DO VERBO BRASIL
Leonel Brizola lutou praticamente só contra a destruição do Brasil, o
país inaugurado em 1930 e devastado a partir de 1964. Nasceu como
cidadão quando foi testemunha, ainda no colo da mãe, do assassinato do
seu pai, guerreiro da revolução de 1923, que fora desarmado e remetido
para casa e perseguido pelos tiranos que tinham jurado a paz das Pedras
Altas. Nasceu como político em 1945, quando Getúlio Vargas foi
destituído por um golpe militar, e ajudou a fundar o PTB. Morreu
testemunhando o estrangulamento total da nação a qual serviu como
ninguém, como o primeiro - e, portanto, jamais o último - dos patriotas.
Published: May 13, 2005 - 11:49 AM
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Walter Firmo: A aventura do Olhar
Foot notes: Texto publicado na revista SENHOR, em 0utubro de 1984
Published: May 13, 2005 - 11:46 AM
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Tailor Diniz: O Fôlego, o Fole, O sopro
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Fala o fole da sanfona/ fala a flauta pequenina/ que o
melhor vai vir agora/ que desponta a bailarina/Que seu corpo é de
senhora/que seu rosto é de menina/Quem chorava já não chora/quem
cantava desafina/ que a dança só termina/ quando a noite for embora
(Sidney Miller, em O Circo).
TORNO - Romance é fôlego e embocadura. Um não sobrevive sem outro,
assim como não se estabilizam numa obra sem a argamassa do talento,
material perecível que poderia secar ao relento por falta de uso. O
talento pode parecer fonte generosa de literatura, mas sendo argamassa
também dá trabalho, pois é feito de insumos básicos, esses sim fartos.
Como a água e o cal (que o exagero das comparações pode sugerir
sensibilidade e lucidez), eles ganham tessitura própria se forem
misturados corretamente numa criatura ao nascer, ou quando se
desenvolvem nos terrenos banhados pela Graça. Ao contrário da poesia,
que é ar puxado para dentro e existe mesmo em respiração curta, o
romance expira o mundo que inventa e com ele divide a loteria de
permanecer ou sumir do mapa. O romance sai e é trabalhado por esse fole
cultivado no torno duro do exercício, ferramenta que pode desafinar se
não for bem torneada, e quebrar se não estiver à altura do esforço
feito pelo autor.
ABISMO - Por sua formação e grandeza, Tailor Diniz está no avesso
desse tipo de metáfora para seu ofício. Entretanto, por opção deste
texto que aborda seu romance inédito, A Vampira do Lago, ele não escapa
ao destino dos romancistas: ganha fôlego ao desenhar o canal por onde
sairá seu sopro, e tem o cuidado, como todo escritor de grande porte,
de deixar bem azeitadas as aberturas do seu teto, a realidade por onde
entra o alimento que declara a guerra. Ciente da gravidade da tarefa,
ele cultiva o talento não como jardim, mas como canteiro de obras. Seu
edifício é orgânico, feito da palavra certa, da descrição completa, da
rede fina e eficiente tecida em fios de civilizada competência. Um
trabalho tão bem acabado que dispensa o elogio da resenha e nos obriga
ao abismo do ensaio.
TRAMA - A composição das falas em A Vampira do Lago é uma obra
admirável de engenharia literária porque nos engana o tempo todo.
Primeiro, porque o depoimento pessoal é a descrição objetiva, se não
dos fatos, pelo menos da geografia escolhida, o norte do Rio Grande do
Sul rodeado por represas e traumatizado pela expropriação das
hidrelétricas. Essa objetividade serve para nos encantar por termos
acesso a lugares que nunca visitamos e ficam se descortinando nos
mínimos detalhes na nossa frente. Mas serve também para nos enredar na
trama que se desenrola na pequena cidade de Novas Trigais e assim nos
confundir na viagem para impactar no desfecho. Artimanha de escritor,
poderão dizer, mas é mais do que isso. É denúncia mesmo, pois a
descrição da paisagem é nossa principal fonte de equívocos. E é
denúncia porque esses equívocos condenam os homens desse lugar que,
apesar de viverem num território expropriado pela tecnologia, insistem
em enxergar o mundo ditado pelo chão que não existe mais, pelo menos
não existe da mesma forma com que foi descrita desde tempos remotos.
RITUAIS - Em segundo lugar, a presença do narrador
tradicional, que aparece em capítulos alternados ao depoimento pessoal,
serve para nos colocar diante de outra armadilha: a de que estamos
seguindo o entrecho com a certeza emitida pelos contadores de
histórias. Essa é mais uma denúncia, pois os causos contados estão
enlameados pela linguagem xucra não do tradicionalismo (pode até
parecer, na maior parte dos casos), mas pela maneira com que esse
tradicionalismo é trabalhado pela divisão de classes. São os poderosos
que se apropriam da linguagem crioula, adonando-se assim dos festejos e
dos rituais cívicos, já que esses são reiterações de poder. Mas isso é
desmascarado nas bordas dessa vivência, no bordel onde se desenrola o
capítulo mais impressionante - quando há orgasmo e assassinato,
pederastia e sedução, gargalhada e escândalo. É ali, neste capítulo
feito de fogo, espinha dorsal por onde o leitor pode montar com
segurança para sentir a fúria do animal em que o romance se transforma,
que Tailor Diniz alcança o perfil raro desse espécime em extinção, o
grande romancista, que por algum tempo foi colocado no passado, mas que
sobrevive porque essa é uma arte que a humanidade conquistou e jamais
vai abrir mão.
TRÓIA - As falas coadjuvantes, que nos ajudam a
montar no cavalo colocado festivamente na Tróia da nossa percepção
desatenta, são também murais do tosco mundo onde vivemos. Os textos da
imprensa falada e escrita desse Brasil profundo, crivados de lugares
comuns como um São Sebastião exasperado de dor, são como barcos à
deriva que cruzam as décadas parecendo que vão afundar, mas que
mantém-se à tona com todas as suas misérias. Por não ser um catequista
nem um moralista medieval, Tailor Diniz traduz esses textos para o
encanto do seu romance, que pode ser comparado a um andor em direção às
águas profundas do lago, lá onde jaz enterrado nosso maior tesouro, o
que perdemos para sempre nesta vida ingrata.
Quando o leitor se der conta, será tarde demais. Sucumbirá diante
desse artefato de cobre que acaba de esfriar depois de uma temporada no
alto forno. Ficará mudo diante do tombo preparado pelo autor, que
encarna o poder aparentemente mais frágil neste pampa dominado pela
barbárie, mas que se revela o mais afiado, o mais profundo, o mais
eficaz e o único que tem chances de permanecer: o das criaturas que
vêem com olhos livres, que sentem sem as amarras da cultura, que
observam sem participar da brutalidade e que por isso sofrem o destino
para onde foram carregadas. Essas Ana Terras viajadas, essas índias
despertas, esses garotos sem esporas. Essas flores precárias do pampa
dominado pelo esterco.
ÁRVORE - Quando desaparecerem as bandeiras, as
cornetas, os tambores e toda a tralha das lições mal apreendidas da
História, este romance vai continuar sendo árvore no deserto, a que
promete sombra mas nos banha de luz, a que promete água mas nos deixa
sedentos, a que promete morrer mas sobrevive com seus galhos torcidos,
sua estrutura perfeita e sua voz, inaudível quando não há o vento da
leitura ou da edição, mas poderosa no dia em que brotar da terra como
um prenúncio de tempestade. Para quem tiver medo diante dessa promessa,
é bom lembrar que Tailor Diniz é dono de circo, onde os palhaços atiram
machados nas costas dos outros para escandalizar os inocentes, e as
bailarinas dançam sobre o trapézio mortal apenas para marcar o ritmo da
orquestra e do trajeto da lua no rasgo da lona. O sangue que jorra
também parece ser artificial, apesar do gosto espesso, do cheiro
lúgubre, e desses corpos esquecidos de bruços e degolados até o osso.
Só que no meio da festa existe sempre uma ária cantada por um tenor
anônimo, uma orquestra de câmara com violinos inverossímeis e um
apresentador sóbrio, elegante, prudente, impiedoso e irônico, que
jamais vai nos dizer o quanto sofreu ou viveu antes de estar aqui,
diante de nós, comandando o espetáculo
Published: May 13, 2005 - 11:42 AM
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Rilke: A ética da solidão
Prefácio do Livro ''Cartas a um Jovem Poeta'', de Rainer Maria Rilke. Tradução de Paulo Rónai
Published: May 13, 2005 - 11:33 AM
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TALHO CERTEIRO
Texto de apresentação publicado no livro Contos gauchescos e Lendas do Sul
(Globo, 2001) de João SIMÕES LOPES NETO: O gaúcho brotou da guerra e
encontrou sua melhor morada na literatura de João Simões Lopes Neto
(1865-1916). Nesse refúgio de refinado acabamento, ocupa um lugar na
vanguarda - aquele pedaço da tropa que prova a luta antes dos outros,
por destino, missão e gosto.
Published: May 13, 2005 - 11:31 AM
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Jorge Luis Borges: O informe de Brodie
Nesta coletânea de contos lançada originalmente em 1970, o olhar
estrangeiro de Jorge Luis Borges sobre seu próprio povo denuncia suas
convicções sobre a cultura popular.
Published: May 13, 2005 - 11:28 AM
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José Onofre: Sobra de Guerra
Resenha sobre SOBRA DE GUERRA, de José Onofre (L&PM, 1982):Se
cavarmos qualquer história de detetive escrita em inglês encontraremos
o Brasil naquilo que os personagens adoram pisar, e que aqui costumamos
comer. Aparentemente, fica simples escrever histórias policiais com o
material que temos à mão. Mas é essa facilidade que nos inviabiliza
para o gênero.
Published: May 13, 2005 - 11:27 AM
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John Reed influencia Chaplin
Certamente Charles Chaplin leu o conto O Capitalista, de John Reed, e
nele encontrou o personagem que fez sua fama. O texto foi publicado no
jornal The Masses, editado pelo amigo de ambos, Max Eastman. A história
do desempregado de roupa puída e ar distinto - denominado William Booth
Wrenn - faz parte da coletânea A Filha da Revolução (Conrad do Brasil, 2001) e foi publicado em 1912, dois anos antes de Chaplin criar o seu vagabundo.
Published: May 13, 2005 - 11:26 AM
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MENOTTI DEL PICCHIA: AS MUITAS FACES DO POETA
Se a platéia do Teatro Municipal urrava contra os eventos da Semana de
Arte Moderna, idealizada por Menotti, as crianças festejavam o poeta
que cultivava seu lado doméstico, confeccionando balões ou cozinhando
quindins - seu doce predileto. Nessa mesma época, ele já era um autor
que fazia sucesso entre o público e a crítica com seu poema Juca
Mulato, lançado em 1917. Essa era a característica principal de
Menotti, que em 96 anos de vida cultivou o paradoxo, a contradição e a
polêmica.
Foot notes: Publicado em Revista Santista - nº 18 - março 1989
Published: May 13, 2005 - 11:23 AM
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DARCY RIBEIRO: LUTA CORPORAL
As provas da violência contra o índio são minuciosamente levantadas e
analisadas pelo autor, num relato profundo e apaixonado que faz do
livro um dos romances brasileiros mais importantes dos últimos anos,
tanto pela urgência do tema como pelo enfoque: o drama mairum é visto
de dentro, por alguém que mostra a verdadeira natureza dos índios e a
dimensão real da sua cultural. A filosofia dos mairuns é visceral e
fisiológica, e sua sabedoria não vem da mortificação, mas da
glorificação do corpo e da noção do seu significado dentro do universo (Resenha sobre MAIRA, de Darcy Ribeiro, Civilização Brasileira, publicada na revista Veja em 20 de outubro de 1976).
Published: May 13, 2005 - 11:20 AM
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Vinícius de Moraes: A síntese da paixão morena
Foot notes: resenha publicada em 18 de maio de 1981, no jornal 'O ESTADO DE S�O PAULO'
Published: May 13, 2005 - 11:18 AM
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Edgar Vasques: A verdade pode berrar
Foot notes: resenha publicada na revista "BRAVO!", de mar�o de 1999
Published: May 13, 2005 - 11:16 AM
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Donaldo Schüller: As armadilhas de um professor de vanguarda
Donaldo Schüler, com sua tradução de Finnegans Wake, de James Joyce,
propõe a insubordinação da linguagem, para fazer justiça a uma linhagem
da cultura brasileira, que pulsa nos porões da cultura amordaçada.
Foot notes: publicado originalmente na revista "REB�BLICA" , n� 36, em outubro de 1999
Published: May 13, 2005 - 11:15 AM
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Raduan Nassar: As ruínas do discurso
Foot notes: publicado na revista SENHOR, em 17 de outubro de 1984
Published: May 13, 2005 - 11:08 AM
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Mário Quintana: O Flagelo do senhor
Foot notes: publicado em 25 de julho de 1992,no segundo caderno da "ZERO HORA"
Published: May 13, 2005 - 11:05 AM
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O pesadelo da linguagem
Foot notes: Reda��o sem m�scara - textos de mem�ria sobre jornalismo
Published: May 13, 2005 - 11:02 AM
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Focas
Sempre tive queda para professor e cheguei a orientar alguns estreantes. Um deles recebeu os seguintes toques:
Published: May 13, 2005 - 11:01 AM
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Quem tem área é futebol
O jornalista que cobre economia tem pinta de Ministro da Fazenda; quem
cuida da política parece um senador; o repórter de polícia tem a cara
de quem dá plantão na delegacia - com exceção do Caco Barcelos, que tem
aparência de filho de milionário fazendo inventário de terremoto; os
jornalistas culturais - ou de variedades - são todos artistas. Assim
fica difícil encontrar alguém que assuma ser apenas jornalista.
Published: May 13, 2005 - 11:00 AM
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