Cinema

CAMPANELLA: TRÊS VIAGENS NUM CARROSSEL

mar 11th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós O segredo dos seus olhos, melhor filme estrangeiro no Oscar 2010, de Juan Jose Campanella, é a composição de uma peça clássica em três movimentos. É um filme de amor dentro dos parâmetros conhecidos, ou seja, um casal próximo demais que não consegue se tocar durante o filme todo e só encontra uma [...]



CAMERON E BIGELOW: CÓDIGOS DA DOR, A BOMBA LACRADA

mar 11th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós O Oscar 2010 terminou com a vitória de Kathryn Bigelow, diretora de The Hurt Locker, que tinha sido desprezado, lançado direto nas locadoras e tardiamente incluído no circuito dos cinemas, de onde pulou para a seleção e a dupla vitória (filme e direção). Seu ex-marido, James Cameron, diretor de Avatar, grande promessa da [...]



REPRESSÃO E PERMISSIVIDADE CONTRA A DISCIPLINA

mar 11th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Dois filmes opostos dizem a mesma coisa. A Onda (2008), de Denis Gansel, baseado no livro de Morton Rhue, por sua vez inspirado num episódio real acontecido em Palo Alto, na Califórnia, quando o professor de história Ron Jones tentava explicar o nazismo para seus alunos, em 1967, é sobre a necessidade da [...]



FILME DE AMOR É AMOR AO FILME

mar 11th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós O grande caso de amor numa comédia romântica é entre o filme e o espectador. Há uma fidelidade ao gênero que faria inveja aos amantes. De onde vem essa paixão? Da fé no destino ou na predestinação, que se consuma depois que seu oposto (a separação, a impossibilidade da relação) parece ter vencido. [...]



A AMÉRICA DEVORA O MUNDO

mar 11th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós O Chile descamba com o terremoto, mas qual foi a grande notícia? As ondas gigantes que iriam atingir o Havaí. Não aconteceu nada, desmascarando assim o discurso de Obama, uma das muitas personalidades fake que representam o poder do mundo. O poder não está neles – de Sarkozy a Kirchner – mas eles [...]



QUANDO OUVIR É VER E VER É NÃO ENXERGAR

mar 11th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Dculós A diferença entre os dois filmes – A Cor do Paraíso (1999), de Majid Majidi, e A Mulher Invisível (2009), de Cláudio Torres – é brutal. Mas quando se trata de cinema, tudo conflui para percepções afins. Em A Cor do Paraíso, a natureza pode ser lida pelo alfabeto Braille. O menino Muhammad [...]



GUERRAS OPOSTAS NO CINEMA

fev 10th, 2010 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Há dois tipos de guerra no cinema. Uma, dos filmes sobre batalhas entre nações nos grandes conflitos mundiais, que podem ser, eventualmente (normalmente são) financiados por governos. E a outra, dos lançamentos cacifados pela CIA, FBI ou Forças Armadas americanas, em que agentes com licença para matar acabam com a vida de imigrante [...]



STAR TREK: A SOMA DE TODOS OS GÊNEROS

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Cinema

Clonar assumidamente Star Wars fez a nova versão cinematográfica de Star Trek (2209), dirigida por J.J.Abrams, romper com a tradicional imobilidade da saga. As versões anteriores faziam dessa aventura espacial, criada nos anos 60 por Gene Roddenberry, um negócio quase de foro íntimo, onde os personagens não saíam do lugar e não moviam uma linha do rosto.



AL PACINO, A ENCARNAÇÃO DO PODER SEM ROSTO

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Cinema

O maior ator do mundo, entre os vivos, encarna sempre algum poder oculto. O relações públicas que inventa eventos e carreiras, o produtor do programa de TV 60 Minutos que peita a poderosa indústria do tabaco, o mafioso que quer lavar sua fortuna, o migrante que pela violência tenta impor-se dentro do império, o advogado de porta de cadeia que enfrenta a corrupção dos juízes etc. Há uma coerência nessa carreira mais do que brilhante, nessa iluminação que nos seduz pelo carisma, o talento, a técnica, a performance ou simplesmente pela presença na tela.



KUROSAWA, VIVER NO APOCALIPSE

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Cinema

Akira Kurosawa não precisou imaginar o fim do mundo. Foi testemunha da tragédia quando, levado pelo irmão, viu no que se transformou Hiroxima depois da bomba. O Apocalipse não é, portanto, uma profecia que vai se cumprir, mas o território que ele precisou palmilhar e enxergou de perto, não só como o Outro que vê, mas como o próprio que é calcinado junto com seus semelhantes. Kurosawa é a solidão do cinema diante da maldição. Nós, os espectadores, somos os improváveis sobreviventes da catástrofe que ele revela. Foi assim que morremos, nos diz ele, e foi assim que enxerguei a vida enquanto o mundo se despedia.



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