Cinema

JEAN CHARLES: FILME LIVRA A CARA DOS INGLESES

dez 10th, 2009 | Por nei | Categoria: Cinema, Política

É preciso que se diga que o filme é uma sacanagem do começo ao fim. Apresenta Jean Charles não como um boa praça, mas como um sujeito falso e aproveitador, que mente para a imigração inglesa e ainda debocha dela; que mente para os empregadores dizendo que a amiga recém chegada de Minas fala inglês; que rouba clientes do seu empregador conterrâneo; que cuida de documentos falsos e ainda não consegue cumprir a palavra dada.



TRANGRESSÃO E MORALIDADE NO CINEMA

dez 10th, 2009 | Por nei | Categoria: Cinema

A vítima tinha sofrido uma injustiça, a orfandade, o abandono dos pais, a prepotência dos adultos, a pobreza, a marginalização, e partia então para a vingança. Era flagrado e ia para uma instituição brutal, injusta, sempre com um algoz lapidar, desses vilões que dirigem os cárceres e se transformaram, na literatura e no cinema, em paradigmas do Mal (em contraposição aos humanos seres dentro das celas). O Bem estão migrava para o encarcerado e sua reação era punida com a morte, o que arrancava lágrimas do público.



TENSÃO NARRATIVA NO ABISMO

jun 1st, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

De que trata o roteiro de Cliffhanger (ou Risco Total), de Renny Harlin, roteiro de Michael France, de 1993, com Sylvester Stallone, John Lithgow, Michael Rooker e Janine Turner? Da segunda chance, o tema recorrente do cinema americano e favorito de Stallone (basta ver as séries Rambo e Rocky). O cenário são um microcosmo da América hostil, as Montanhas Rochosas geladas e sob intensa tempestade.



A PRINCESA PEDE SOCORRO

jun 1st, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

The Biographer: The Secret Life of Princess Diana, é um filme da TV americana sobre o ofício do escritor e não apenas mais uma baboseira sobre a família real. O drama, lançado em 2002, gira em torno da relação entre o biógrafo Andrew Morton e a prisioneira que em vão tentou escapar da armadilha.



MONSTROS E CAVALEIROS

mai 31st, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

Há dois tipos de atores. Os monstros, como Othon Bastos, Marlon Brando e Miguel Ramos, que se transformam em criaturas assustadoras, como, respectivamente, Corisco, o Coronel Kurz ou o vilão correntino do novo filme de Beto Souza, Cerro do Jarau (interpretação premiada recentemente em Recife) . E os cavaleiros, os que jamais deixam de ser o que são, mas nos convencem ao montar em personagens inesquecíveis.



AQUELE CINEMA OCULTO

mai 30th, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema, Contos

A arte da luz entra no buraco negro do tempo. Aos cinco anos, me levam para um lugar escuro, onde apareciam rostos gigantescos, que tomavam conta de uma parede. Fui informado antes: “vais te assustar!” Cumpri a advertência e tiveram que me tirar no meio da sessão.



O SERÃO DE BRÁS CUBAS

mai 30th, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

O filme de André Klotzel baseado em Machado de Assis transforma as memórias póstumas do anti-herói numa sessão de slides, num álbum de fotografias, narrado por um anfitrião brechtiano, que desdramatiza a própria vida pela técnica do distanciamento, usada de maneira igualmente magistral em outro clássico do cinema brasileiro, Os Inconfidentes, de Joaquim Pedro de Andrade.



TOM HANKS E O MITO FUNDADOR

mai 30th, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

Náufrago, filme de Robert Zemeckis, com Tom Hanks no papel principal, revisita um texto fundador da literatura de língua inglesa, “A vida e as estranhas e supreendentes aventuras de Robison Crusoe”. Publicado por Daniel Dafoe em 1719, o livro teve ainda duas continuações e é baseado nas experiências de Alexander Selkirk, que em 1704 fugiu e foi parar numa ilha deserta, de onde foi resgatado cinco anos depois.



OTHON BASTOS, A GANA QUE ATIRA

mai 29th, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

Ele tornou-se insuperável e sua gana é a metralhadora que gira na nossa cabeça durante e depois de cada filme. Seu trabalho parece ser apenas talento, mas no fundo é missão e destino.



O JURAMENTO

mai 29th, 2005 | Por nei | Categoria: Cinema

O título do terceiro filme de Sean Penn foi traduzido para A Promessa, mas o mais adequado é O Juramento. O detetive interpretado por Jack Nicholson jura pela salvação da sua alma que vai encontrar o assassino de uma menina. A mãe o obriga a isso colocando nos seus olhos a cruz feita pela vítima. O juramento é a garantia de que uma possibilidade, a justa punição, seja concretizada.



Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes