Cinema

FAIR GAME: A VERDADE É UM ALVO FÁCIL

jan 1st, 2012 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Fair Game é uma expressão que serviu de titulo para vários filmes. O mais recente é o de 2010, abordando a vingança do governo Bush contra uma agente da CIA,peça fundamental na história falsa das armas de extermínio em massa do Iraque. O foco é a informação privilegiada e o filme é a […]



VIAGEM À PARIS IMAGINADA

jan 1st, 2012 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Depois de ver Midnight in Paris, de Woody Allen, me mudei para lá, não para a cidade física ou a representada em imagens, mas para a conexão entre os mundos, a viagem para dentro de si mesmo, o insight sobre a insatisfação do presente, o acerto do convívio entre os talentos como forma […]



MOBY DICK: NÃO VER, A RUPTURA EM JOHN HUSTON

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós A Queda, chão que falta subitamente à Criação, é provocada pela indiferença. A divindade se vinga do bocejo colocando prazo de validade na criatura. Sua intenção original, já que tratava da imagem e semelhança, seria a eternidade, mas esse projeto perdeu o sentido com o que chamaram de pecado e foi apenas uma […]



STATUS E SOBERANIA EM MY FAIR LADY

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós O rigor da língua falada, fonte e ao mesmo tempo estuário da escrita, define soberania nacional e também status social. Só quem tem recursos consegue acesso à formação plena. Isso em tese, no espaço virtual euclidiano da linguagem, já que no Brasil até gente rica está falando errado e mesmo em países tradicionais […]



ARRIETTY, A CHAVE DO TAMANHO QUE ABANDONAMOS

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Em 1952 a inglesa Mary Norton começou a lançar uma série de livros que no Brasil, quando traduzido mais tarde, ganhou no nome de Os Pequeninos . No original é The Borrowers, ou Os Emprestadores. É sobre seres minúsculos (4 cm) que moram escondidos nas casas e tomam emprestado tudo o que for […]



FREUD, DE HUSTON, O DETETIVE DE UM FILME NOIR

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós O filme Freud (1962), de John Huston, que ganhou no Brasil um adendo no título (“Além da alma”, que não quer dizer absolutamente nada), é um filme noir de detetive. O roteiro infilmável de 800 páginas de Sartre, encomendado por Huston, foi abandonado (sobreviveram algumas cenas e diálogos). A tarefa então foi entregue […]



FEDORA: BILLY WILDER FILMA O CINEMA

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Num enfoque tradicional, cinema é produção e consumo de mitos, encarnados em rostos que imantam a atenção do público. Não é precioso atuar, basta ter essa mágica visual, muito além da fotogenia: o mistério da projeção de personalidades que transcendem a vida ordinária do público, que assim se identifica com algo maior e […]



GÊNERO, O DISFARCE SUPREMO DE BILLY WILDER

jul 27th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Quando um amigo veio anunciar a Billy Wilder que a pressão dos maledicentes aumentou depois de seu sucesso Quanto mais quente, melhor (Some Like it Hot, 1959), filme-bomba em que Jack Lemmon e Tony Curtis se travestem para fugir da máfia, o velho cachorrão se defendia que iria traçar mais algumas mulheres para […]



THE FRONT PAGE: ATUALIDADE DE UM CLÁSSICO

jul 27th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Peças de teatro dão bons filmes. O principal está garantido: diálogos e roteiro. Basta criar em cima e isso na mão de um mestre como Billy Wilder se transforma num material explosivo e de grande atualidade. A peça A Primeira Página, de 1928, de Ben Hecht, já tinha gerado um filme em 1931, […]



BILLY WILDER: A CELEBRAÇÃO DA DENÚNCIA

jul 27th, 2011 | Por | Categoria: Cinema

Nei Duclós Em 1964 Billy Wilder chocou os conservadores com Kiss Me Stupid, que roteirizou junto com I.L. Diamond e trata da sublimação. No conceito freudiano, uma pulsão é sublimada quando se orienta para um alvo não-sexual, procurando objetos socialmente valorizados. A origem continua a ser sexual , mas o resultado não. A tesão sublimada […]