A especialidade do jornalista é o próprio jornalismo, e não política, economia, cultura, esporte. É um profissional especializado em não saber, por isso vive das perguntas que faz e das respostas que obtém e veicula por meio de um texto, de uma fala própria, composta pelo próprio jornalista em pleno exercício de sua profissão em regime de liberdade. Ou seja, contraria frontalmente a cultura conservadora de que as pessoas nascem sabendo, ou adquirem sapiência por meio de um diploma universitário. A universidade, qualquer uma de qualquer área, ensina a aprender. Não deposita no estuário privilegiado da mente estudantil a sapiência a ser distribuída como maná ao gentio. Simplesmente lhe repassa os instrumentos para que procure saber. Assim é no jornalismo.