Livros

EM BUSCA DA IDENTIDADE PERDIDA DA LINGUAGEM

ago 1st, 2010 | Por | Categoria: Livros

Nei Duclós A poesia é a linguagem em busca da sua identidade. Para cumprir seu destino, deixou de lado o amplo espectro dos temas e concentrou-se na sua própria ciência: modernidade pelo avesso, já que o único exercício é recuperar a magia perdida ou dispersa na selva minada pelo jornalismo, a publicidade, a mídia eletrônica, […]



DE VOLTA À TERRA NATAL

jan 3rd, 2010 | Por | Categoria: Livros

Nei Duclós Os 45 poemas de A Escola das Facas, de João Cabral de Melo Neto (lançado cinco anos depois de “Museu de Tudo”) mergulham no que existe de mais caro ao poeta pernambucano: as lições de sua terra natal. Nos diversos confrontos da natureza nordestina, entre o sertão e o litoral, entre a cana […]



CASTANEDA: SEGUE A VIAGEM

jan 3rd, 2010 | Por | Categoria: Livros

Nei Duclós A cada novo livro, a revelação do Don Juan para Carlos Castaneda torna-se mais complexa e profunda. O discípulo amplia a percepção das novas realidades descerradas pelo mestre e revela para o leitor os detalhes ocultos nos outros quatro livros — Erva do Diabo, Uma Estranha Realidade, Viagem a Ixtlan e Porta para […]



PABLO NERUDA: HISTÓRIA GERAL

jan 3rd, 2010 | Por | Categoria: Livros

Nei Duclós Neruda perdeu a terra e tenta recuperá-la através da poesia. Mas o que aparece neste livro (*), primeiro dos cinco volumes do seu “Memorial de Ilha Negra”. escrito aos 60 anos, não é apenas o Chile (e por extensão, a América Latina), mas principalmente a destruição da sua identidade pessoal. O poeta se […]



LITERATURA É O NOME DA LIBERDADE

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Livros

A literatura é a oportunidade que a linguagem tem de se reinventar. Diferente do jornalismo ou das ciências humanas, que obedecem a paradigmas e precisam do consenso do entendimento, de um acordo prévio para ser debatido e desenvolvido, a literatura caracteriza-se pela liberdade de suas falas, do desenraizamento total e da radicalidade de suas experiências.



O ROMANCE OCULTO BATE NA CELA

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Livros

O romance “Os corações futuristas”, de Urariano Mota, com uma trama que começa nos anos da ditadura Médici e se estende até o final do século passado, é um dos livros que nos lembram o quanto ainda vivemos sob o tacão do autoritarismo, disfarçado agora numa representação, a democracia, que foi exigida nas ruas, mas serviu apenas de pretexto para o continuísmo. Diante de tão completa derrota, a literatura volta-se para a porta da caverna o­nde reside. (Publicado no jornal de literatura Rascunho, de maio de 2005).



VOZES DO SILÊNCIO – UMA SINGULAR LITERATURA PLURAL

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Livros

Estranha literatura a de Cícero Galeno Lopes. Funda-se numa impossibilidade: a de um narrador (um diferente para cada conto) que nunca é interrompido. É uma forma de identificar-se com a narrativa clássica que gerou, no século passado, Riobaldos e Blaus. Hoje sabemos que ninguém deixa ninguém falar. Vivemos numa civilização de dissidências, de estridências entre monólogos. Toda a narrativa é interrompida – porque o Outro não existe mais. Na literatura, é a crítica – ou melhor o seu silêncio e insensibilidade – que corta a narrativa ao meio, impede que o escritor ultrapasse o livro de estréia ou o condena ao limbo.



O FÔLEGO, O FOLE, O SOPRO

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Livros

A composição das falas em A Vampira do Lago, romance inédito de Tailor Diniz,é uma obra admirável de engenharia literária porque nos engana o tempo todo. Primeiro, porque o depoimento pessoal é a descrição objetiva, se não dos fatos, pelo menos da geografia escolhida, o norte do Rio Grande do Sul rodeado por represas e traumatizado pela expropriação das hidrelétricas. Essa objetividade serve para nos encantar por termos acesso a lugares que nunca visitamos e ficam se descortinando nos mínimos detalhes na nossa frente.



A PALAVRA QUE NINGUÉM ENTERRA

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Livros

O paradoxo é que o material de Moacir Japiassu, em seu romance Concerto para paixão e desatino é essa humanidade sinistra e ao mesmo tempo galhofeira, que é protagonista nos fatos e algoz nas versões. O campo de ação de um escritor fica duplamente minado e agora podemos entender quando Japiassu fala do trabalho que deu reescrever capítulos inteiros, adaptando a linguagem do narrador à fala das personagens. Esse trabalho é fruto do exímio talento aliado à persistência sertaneja, já que Japiassu dá um boi para adiar a escrita de um livro (seus grandes romances só saíram nos últimos anos, depois de décadas de militância na imprensa) e uma boiada para sair dele com a consciência do dever cumprido.



O ILUMINISTA QUÂNTICO

dez 18th, 2009 | Por | Categoria: Livros, Redação sem Máscara

Mino Carta quer um capitalismo esclarecido para o Brasil, uma elite brilhante e responsável, um povo incluído na economia, na política e na cultura. Mino mesmo é um exemplo de auto-superação. Conseguiu dar a volta por cima com a revista Senhor e, quando ela foi anexada à IstoÉ e depois sumiu como por encanto, teve ainda que passar um tempo sem seu veículo próprio. Voltou com Carta Capital quinzenal, como aconteceu no início da Senhor, e como esta, passou para semanal num salto quântico que também marcou época.