Livros

ALEJO CARPENTIER E A ORIGEM DO ROMANCE

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Livros

A busca, em Alejo Carpentier, na sua absoluta obra-prima Os passos Perdidos (um livro que te joga para sempre no exílio, já que depois dele nada mais precisa ser escrito), de 1953, implica em algo maior do que apenas abrir mão da superficialidade ou da alienação. Chegar ao coração do romance é notar que lá também a arapuca funciona e pode matar: “A selva era o mundo da mentira, da cilada e do falso semblante. Ali tudo era disfarce, estratagema, jogo de aparências, metamorfose”.



NA CASA DO POETA MAIOR

maio 29th, 2005 | Por | Categoria: Contos, Livros, Poesia

Quem é J. A. Pio de Almeida, esse poeta estupendo que hoje está recolhido, quieto, “oculto entre as colunas altas do Silêncio”, como diz, no bairro do Espírito Santo, em Porto Alegre? Sua poesia pertence ao mais alto patamar da literatura brasileira. Leiam esses versos: “”Há um tapa de jaguar vencido em meu silêncio/ um taciturno fim de época rebelde/ um não-sei-quê de sombra e glória no que eu penso…”



OS SETE PILARES DA POESIA

maio 23rd, 2005 | Por | Categoria: Livros

Resenha sobre o livro de Marco Celso Huffell Viola, Poemas para ler em voz alta (Office Editora, 136 páginas): Marco Celso diz a que veio quando anuncia um assassinato: “Vou matar este poema com uma faca de trinchar,/ dividi-lo ao meio como um figo/ expor seu ventre hediondo ao público.” Diz o que faz quando define o fruto que lhe sai das mãos: “Ele é um furo no escuro, um buraco cinza.” Ou quando faz sua advertência de profeta irado: “Ele ficou incompleto/ estou amassando-o e dissecando-o para que nenhum leitor o devore com facilidade.”



VIDAS SECAS: O HUMANO COMO ÚLTIMA GOTA

maio 22nd, 2005 | Por | Categoria: Livros

Não há país em Vidas Secas, há o inferno. O clima e a geografia aliam-se à opressão econômica para expulsar a família que busca a sobrevivência na fuga. O último degrau a que desce o grupo humano é representado pelo sacrifício dos animais domésticos. Nada mais existe abaixo das pessoas. Elas são a última gota do deserto que não leva a nada.



A PRISÃO DAS IDÉIAS

maio 22nd, 2005 | Por | Categoria: Livros

Um ensaio é como levar o pensamento encarcerado para tomar um pouco de sol no pátio. É quando ele pode sonhar com a liberdade. Resenha sobre o livro “A Mente Mediana”, de Curtis White (W11/Francis).



Tailor Diniz: O Fôlego, o Fole, O sopro

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

ABISMO – Por sua formação e grandeza, Tailor Diniz está no avesso desse tipo de metáfora para seu ofício. Entretanto, por opção deste texto que aborda seu romance inédito, A Vampira do Lago, ele não escapa ao destino dos romancistas: ganha fôlego ao desenhar o canal por onde sairá seu sopro, e tem o cuidado, como todo escritor de grande porte, de deixar bem azeitadas as aberturas do seu teto, a realidade por onde entra o alimento que declara a guerra



Rilke: A ética da solidão

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Prefácio do Livro ”Cartas a um Jovem Poeta”, de Rainer Maria Rilke. Tradução de Paulo Rónai



TALHO CERTEIRO

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Texto de apresentação publicado no livro Contos gauchescos e Lendas do Sul (Globo, 2001) de João SIMÕES LOPES NETO: O gaúcho brotou da guerra e encontrou sua melhor morada na literatura de João Simões Lopes Neto (1865-1916). Nesse refúgio de refinado acabamento, ocupa um lugar na vanguarda – aquele pedaço da tropa que prova a luta antes dos outros, por destino, missão e gosto.



Jorge Luis Borges: O informe de Brodie

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Nesta coletânea de contos lançada originalmente em 1970, o olhar estrangeiro de Jorge Luis Borges sobre seu próprio povo denuncia suas convicções sobre a cultura popular.



José Onofre: Sobra de Guerra

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Resenha sobre SOBRA DE GUERRA, de José Onofre (L&PM, 1982):Se cavarmos qualquer história de detetive escrita em inglês encontraremos o Brasil naquilo que os personagens adoram pisar, e que aqui costumamos comer. Aparentemente, fica simples escrever histórias policiais com o material que temos à mão. Mas é essa facilidade que nos inviabiliza para o gênero.Resenha sobre SOBRA DE GUERRA, de José Onofre (L&PM, 1982):Se cavarmos qualquer história de detetive escrita em inglês encontraremos o Brasil naquilo que os personagens adoram pisar, e que aqui costumamos comer. Aparentemente, fica simples escrever histórias policiais com o material que temos à mão. Mas é essa facilidade que nos inviabiliza para o gênero.