Livros

John Reed influencia Chaplin

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Certamente Charles Chaplin leu o conto O Capitalista, de John Reed, e nele encontrou o personagem que fez sua fama. O texto foi publicado no jornal The Masses, editado pelo amigo de ambos, Max Eastman. A história do desempregado de roupa puída e ar distinto – denominado William Booth Wrenn – faz parte da coletânea A Filha da Revolução (Conrad do Brasil, 2001) e foi publicado em 1912, dois anos antes de Chaplin criar o seu vagabundo.



MENOTTI DEL PICCHIA: AS MUITAS FACES DO POETA

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Se a platéia do Teatro Municipal urrava contra os eventos da Semana de Arte Moderna, idealizada por Menotti, as crianças festejavam o poeta que cultivava seu lado doméstico, confeccionando balões ou cozinhando quindins – seu doce predileto. Nessa mesma época, ele já era um autor que fazia sucesso entre o público e a crítica com seu poema Juca Mulato, lançado em 1917. Essa era a característica principal de Menotti, que em 96 anos de vida cultivou o paradoxo, a contradição e a polêmica.



DARCY RIBEIRO: LUTA CORPORAL

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

As provas da violência contra o índio são minuciosamente levantadas e analisadas pelo autor, num relato profundo e apaixonado que faz do livro um dos romances brasileiros mais importantes dos últimos anos, tanto pela urgência do tema como pelo enfoque: o drama mairum é visto de dentro, por alguém que mostra a verdadeira natureza dos índios e a dimensão real da sua cultural. A filosofia dos mairuns é visceral e fisiológica, e sua sabedoria não vem da mortificação, mas da glorificação do corpo e da noção do seu significado dentro do universo (Resenha sobre MAIRA, de Darcy Ribeiro, Civilização Brasileira, publicada na revista Veja em 20 de outubro de 1976).



Vinícius de Moraes: A síntese da paixão morena

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

O soneto é paradoxo: apesar do destino traçado em quatro estrofes, se desdobra. Quer tocar o outro lado, sem perder a forma. Por isso seu capricho é repetir-se dizendo coisas novas. Território ideal para Vinícius de Moraes, poeta plural que no início de carreira possuía de herança apenas a letra morta de antigos sonetos: amada noturna, de carne branca ao luar, imutável e única. Clima de culpa, doença, desmaio, fastio. Um fardo romântico de palavras funcionando como um baú de ossos: pálida, fria, lúbrica, devoção.



Edgar Vasques: A verdade pode berrar

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

No romance policial “Sottovoce – a morte fala baixo”, a delação é a fonte da trama de um autor que jamais abdica dos fantasmas que parecem dele, mas que são de todos nós. A fome de Edgar Vasques é de justiça, jamais saciada num país que finge mudar para tudo permanecer o mesmo



Donaldo Schüller: As armadilhas de um professor de vanguarda

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

Donaldo Schüler, com sua tradução de Finnegans Wake, de James Joyce, propõe a insubordinação da linguagem, para fazer justiça a uma linhagem da cultura brasileira, que pulsa nos porões da cultura amordaçada.



Raduan Nassar: As ruínas do discurso

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

AS RUÍNAS DO DISCURSO Um copo de Cólera Raduan Nassar Brasiliense (2ª edição), 88 pgs. Nei Duclós A oposição fundamental que existe neste pequeno texto de Raduan Nassar não é entre um homem (desiludido e de meia idade) e uma mulher ( jornalista e liberada) É, antes, um duelo entre a linguagem e o discurso, […]



Mário Quintana: O Flagelo do senhor

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros, Poesia

A longevidade de Mario Quintana é a sua melhor vingança. Ele sobreviveu aos passadistas escandalizados com o verso livre, aos modernistas que vaiavam o soneto, aos concretistas alérgicos ao discurso, aos épicos que odiavam o lirismo, aos românticos chocados com a crueza.



NERUDA – O ANIMAL FERIDO DA PALAVRA

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Livros

A poesia é a palavra diante da morte, a distância de um braço entre o poeta e seu destino. A tensão permanente do poema é a visão desse desenlace e é disso que se alimenta a sua eternidade.