Poesia

FIM DA TRÉGUA

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Dou por encerrada a quarentena que definiste um dia pelo susto do orgasmo, não há outro termo que veio na volúpia do discurso Foi tudo verbo, como cerimônia em que se diz sim e está completo basta uma palavra e vem o resto obedecendo a carga sem escrúpulos É a falta de vergonha […]



REGISTRO

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Sinto falta, fogaréu, desse registro da cena que nos trouxe à terra firme cavalo do amor mordendo o freio o tempo do tesão correndo risco Aguardo, sua louca, o calendário repetir o gesto incandescente em que lemos suados até o topo a variada biblioteca do teu seio Foi tudo uma surpresa e já […]



POESIA EM BUSCA DA ORIGEM

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Deixe as rosas completarem o ciclo.Cairão todas a pétalas e tu permanecerás ao lado, montando guarda da beleza. E ficarás cada vez mais orgulhoso Exageras para cativar o Acaso, e seu tesouro, a Surpresa Agora que fui flagrado neste ofício que não serve para consertos nem faz parte dos artifícios, só me resta […]



A PALAVRA POESIA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Você não precisa da coisa, mas da palavra. Poesia não é dizer coisas, mas usar a palavra, a mais solitária das criaturas, principalmente na leitura Ficam chocados que Marco Polo jamais foi à China. Não precisava. Ele estava escrevendo um texto, composto de palavras, não de viagens … Nunca fui a Paris, mas […]



PARA SEMPRE

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Te amar me basta moro na ocasião de pertencer-te só o teu coração é livre meu sossego o meu é servo da escolha que fiz no amanhecer Dizer não basta é preciso flor e outros momentos para que não se perca o sonoro sentimento a fonte que cobriu o bosque Pedir não basta […]



OUVI A VOZ DA SEREIA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós ouvi a voz da sereia me joguei da amurada fui levado para o fundo morri de morte matada era só uma, a perfeita mulher de quatro costados valia por mil, a serpente múltipla dose de fada fui negociado no mármore da ninfa de azul cobalto pesado em marfim de prata filhote em ninho […]



DESACATO

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Então vamos dar um tempo fim do amor, cura do vício Passa uma vida, e em Paris de cara surges na esquina Finges olho branco, o treino do desencontro imposto Desacato no passo em falso Impacto surdo, mar grosso Sabes que é o fim da tortura e o sentimento cobra a fatura Não […]



GARÇA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Recebo o recado no mar: Sou vendaval, mas isso passa Aguarde meu sinal no topo da serra geral Recebo o aviso do sol: palavra na sombra, cobra coral Abismo cruzando a garça mergulho que não ameaça Recebo a carta de amor: aguardo no cais, perto da praça sou estátua de sal traga o […]



A MUSA JÁ EXISTIA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós A musa já existia enquanto quebrava louça Era pedaço de lua abraço antes da posse Era estrela sozinha no crepúsculo de pólen era o barulho de espuma na praia que se devora e hoje quando flutua meu coração de mordaça por entre as pedras acesas e na solidão das garças te vejo presa […]



RESGATE

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Ilha de coral partida ao meio meu coração é resto de naufrágio pedágio imposto em submerso reino mulher que mata e só depois afaga Isso não presta me disseram há tempos mas quem comanda o braço machucado? tem vida própria o bruto ferimento desperdiçando o sangue posto em guarda Adivinho o porto do […]