Poesia

AGENDA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Dormes o dia até o crepúsculo e acordas farta de luz e sombra olho ainda tonto de tanto sono rosto riscado na sobra de cama Espero impaciente teu abandono morro alarmado o fim do namoro Inútil cantar numa gaiola de ouro onde me puseste com teu logro E levantas como se eu nada […]



FUGITIVA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Nada mais trato contigo vício de carta em ladrilho manhã de corpo dormido pomba em teto mourisco noite alta no caminho Não quero amor sem brilho dividir papo encardido olho atirado no rio domínio de mais conflitos companhia de ruídos Não sei mais lidar com isso café na mesa do hospício aflição quando […]



LIVRO

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós És o livro que me tenta e passo a tarde tecendo nos parques de sujo feno flor de plástico suspeito Não atento ao realejo só na forma do desejo abraçado à tua ausência faço de conta que escrevo Dói demais essa doença sem futuro nem sujeito sigo a pé o teu cortejo Com […]



TINTA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Perdão,amor, por te querer tanto sentir dá rasteira em teu apreço o que fazer de mim, traste supremo pássaro de praia contra o vento? Não temo nada, a não ser perder-te ver a chance do rio sugar a escama não importa se o verso traz bocejo fogo do vale longe da montanha É […]



FUGA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Abro mão da posição do front e arredo pé da retaguarda Fujo depois de cruzar o monte jogo fora arma e farda Viajo à noite por estações sem fôlego escondo o coração na mata Perdi a coragem quando lutei a soldo mas o medo não me desacata Regresso ao ponto onde partiu meu […]



ILUSÃO

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Mesmo que tempo sobre o ombro te deixe intocada para o beijo e tudo não passe de uma lenda contada depois de tanta cena e for quimera, como antigamente se dizia do calor platônico e o desencontro ceife como louco a ilusão desperdiçada na colheita e tudo for besteira como nos romances que […]



FALTOU-ME O CHÃO

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Faltou-me chão, sereia quando busquei pé no mar onde afoguei-me e nenhum pedido de socorro me salvou do canto onde caí na graça mortal da tua bateia Selecionaste o joio porque assim dominas o vil rodeio dessa conquista O pior da colheita é o que garante o bruto choque do teu reino Confiei […]



HERANÇA

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Estou só neste ermo em que sou vago e apascento o resto da minha herança ponho roupa surrada, cuido o gado e só contigo divido o meu estrago Para tantos que me escrevem e sou grato acuso recebimento de lembranças alimento o reservado que me encanta cartas de zelo e sóbrio pagamento Porque […]



TOURO

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Não meço meu amor por latifúndio nem meu estro por verso alexandrino sou do passado, quando havia adubo para o beijo parido no deserto Sim, é soneto a minha voz a prumo gosto do molde de material bruto crivado de pepitas e do esturro da fera que me habita e faz barulho Não […]



PREVISÃO DO TEMPO

out 3rd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Quebrou-se o vidro do exaustor e a dor sobrou para todo lado do teu sol, quadro pendurado como flor artificial no alto teto do amor posto em pressão Tufão que devasta teu calor reservado no serão que o som da palavra apronta no segredo, vilão do nosso sonho, guardião de um futuro ainda […]