Poesia

VÉSPERA DE PÁSSARA

set 14th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós   Começou o meu exílio teu silêncio sem aviso lei que define o limbo cadeira no fim da fila   Faz o oposto do que digo faz por gosto, faz por birra me condena a ver navios Some quando mais preciso   Gosto de tudo em ti. Até do que não me liga: […]



QUATRO QUADRAS

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Cruzei o continente até a baía onde avistaria a caravela decisiva. Mas só vi Netuno perto da fogueira. Tinha frio, o deus que ao mar estava preso Já soltei esse grito achando que escutavam, agora apenas respiro olhando a presa. Sou o tufo de plantas num deserto. Lá mastigo o medo Levei o […]



INTEIRA

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Você disse que viria não veio fiquei no banco traseiro preso ao meu corpo feio Imaginei teu dorso em alto mar barbatana sob a estrela maior Sonhei que perdi o desembarque e lá fiquei até fechar o século Acordei ao teu pé direito Sou forro que a flor sujeita Primeiro pus amor na […]



A MANHÃ SEGUINTE (tradução)

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Por : John Donne Tradução: Nei Duclós Minha fidelidade faz um balanço e pergunta: o que você e eu fizemos até nos amar? Usufruimos prazeres do campo e da infância? Dormimos numa caverna como os sete cristãos por anos, perseguidos pelo imperador romano? “Foi assim”. Mas desse jeito prazer é só fantasia; Se por acaso […]



O SOMBRA

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Sempre que chega perto da meia noite, os relógios sentem um calafrio. Não é por nada. É que nesse horário costuma passar o temível Sombra Sombra gosta de entortar relógios, fazendo-os andar para trás. Quando conseguir reverter todos os que há no mundo, amanheceremos de uma vez Os relógios sabem que Sombra se […]



set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Amor é ruptura, do breu extrai a ametista, a bruma mista de capuz e Lua Amor é crua dimensão da vista quando apruma a coluna sobre a proa Amor é fria contenção de cítaras palavras sem sentido só balido e urro Amor é composição de espinhos ordem na fogueira valsa de conflitos Amor […]



RECITAL

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Recito um verso por minuto alimento o tempo que furto urge o confronto maiúsculo Reviro o acervo de sustos herança que deixo nos muros bicada por pássaros bruxos Torço os arames dos vínculos remo no rumo dos truques solto os cachorros nas urzes Preciso de verbo em cartuchos disparo nos alvos ocultos acerto […]



POESIA NO CLIMA

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós   Ando no quintal gramado, com jasmin, limão e laranjeira. O vento viaja nos fios e surra as folhas, de brincadeira Respirei fundo. Veio junto uma parte do céu azul, que nem deu por isso porque nesta manhã ele resolveu de novo ser infinito A poesia me levou para o canto e pediu […]



UM POEMA QUE FAÇA COMPANHIA

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Um poema que faça companhia como irmão que volta do exílio amante que faz a cama pai que te dá colo Um poema que faça companhia como fada enviada pela Lua aia em bodas de safira faísca da estrela guia Um poema que faça companhia sobre os destroços e ruinas sobre sonhos sinistros […]



SEREIA É SEMPRE MULHER

set 5th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Sereia é sempre mulher escamas de amor perfeito voz jogada no convés anzol em busca do eleito Enredo liso de peixe fim de linha numa rede respiro de olhar mortiço artimanhas da aparência Basta um segundo perto para cair em seu leito o mar, mergulho sem volta bacanal de cama estreita onde só […]