Poesia

O SINO DA ESTAÇÃO

jun 22nd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Mais um serão poético no twitter gerou os post-poemas a seguir, que giram em torno de uma despedida, do amor que não se concretiza, do eclipse, entre outros vestígios . Para complementar, alguns conceitos pelo avesso sobre ética e jornalismo. Agora se conforme, disse o anjo. Volte para seu corpo. Ainda há tempo […]



BALANÇO

jun 22nd, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Rabisco amassado em bolso arisco é semente de poema. Ele procura terreno baldio com vestígios de antigo jardim. Para deixar de rolar Saldo do dia: alguns tormentos, parágrafos árduos, dois poemas e uma vontade de mudança. Vida em balanço: o riso olha o rosto na lágrima Venha, disse o sonho. Mude de pele […]



DESMAIO

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós recebo o sol de leste na véspera de junho desmaia a mão do Mestre na luz da manhã pura o corpo se reverte em traços de pintura pincel na flor do verbo saindo da moldura desperto sob a sebe caiada em trigo e uva retiro-me em cardumes escolho a moradia no rumo do […]



NINGUÉM, O MAR

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Ninguém domina o mar submarino nuclear arpão de baleeira Ninguém confina o mar canais de panamá praia cinco estrelas Ninguém convida o mar drink no convés bodas de sereia Ninguém espanta o mar tropas de coral placas de fronteira Ninguém engana o mar ventos de amarrar escamas sobre areia Ninguém condena o mar […]



A VIAJANTE OBSCURA

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós A poesia é a viajante obscura, que chega no meio da tormenta, deposita os sapatos no portal, entra de mala úmida e pergunta: quem é você? Quando nos visitam, olhamos para os sapatos, as dobras, as mechas, a cor de uma pele de castigo. E baixamos os olhos, sorrindo. É você, digo Liguei […]



REPORTAGEM

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Todo segundo é memória aceno longe da rota Viver é ficar guardado no tempo que joga fora Passa presente, que é hora de despachar a bagagem Trem que se entredevora na roda do serpentário Nenhuma semente brota na fuga feita de sobras Quem não escapa reporta O encontro não faz a obra o […]



FLAGRA

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Faltou luz na madrugada Só ficou acesa a lua cheia Fadas fazem luau em segredo na areia Ninguém escuta o barulho da balada A convite da sereia o marinheiro mergulha em confiança para o nada A lâmpada neon no resto da plumagem A lâmina de prata cega no convés Alarido de mulher atiça […]



HIPERTEXTO

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Só lendo que te vejo palavra cega no ermo. Só vendo que te leio imagem surda, concerto. Só próximo te aprendo vogal perfeita, hipertexto



FECHAMENTO

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Memórias, Poesia

Nei Duclós Estavam todos vivos até há pouco o Tarso com seu jeito louco o Scotch com a barba de Cuba o Bi arregalando o olho juntando laudas com Sergio de Souza Estavam todos vivos até há pouco o Múcio sempre nervoso o Fortuna com cara de ogro o Marcão Faerman e seus rebanhos Markito […]



VISITA

maio 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Não tinha visto ainda teu rosto de perto teu olho aberto rodeado de suor, a testa Nem o ar de surpresa em toda a página milagre flagrado em tom de desconforto Não sabia que tão próxima trazias o soneto vício a que me dedico com limite de verso Assim posso encerrar no momento […]