Poesia

AMOR É O QUE VOCÊ SENTE, NÃO O QUE VOCÊ AMA

fev 11th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Amor é o que você sente, não o que você ama. Muda o alvo da fogueira, a essência mantém a chama Quem te adora vai embora, o coração não reclama porque a seta de Cupido já faz parte da tua trama O amor não abandona, ao contrário do poema prometido em noite alta, […]



ESPARRAMO

fev 11th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Tudo é mistério e delicia, doçura, tudo é prazer na diferença. Barba antiga no batom vermelho, rouquidão na seda. Beijo traiçoeiro. Garra que afunda até ficares trêmula. Colar de desejos. Posta sem sossego cheiro de pêssego. Ombro no cabelo umbigo de extrema consistência Agora sem complexo. Ardor que configura o gesto esparramado pelo […]



MALHO

fev 11th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Melhor assim, separas a palavra nicho a qual pertence meu ofício e mexes na rotina desta mágoa avesso perfil de solitário artífice Manobro o verbo de jeito ríspido aprendido nas dobras do meu vício os mestres decidiram esse destino que cumpro no malho em ferro frio Armas mortais em corações aflitos são meus […]



ALVORADA

fev 11th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Todo dia o poema é deserto não tem portas nem jardins nem habitantes ou pérgulas Sopra o siroco mau por perto Verso é design de arquiteto paisagista amador de concreto pedreiro de nuvens, solo de insetos Verbo é chuva de remotas terras Soneto é como João de barro construtor de um abrigo sem […]



CRIATURA

fev 5th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós O tempo foi generoso comigo. Escrevo para quando eu partir teres o que ler, minha doçura Meu objetivo é ficar vivo em ti Por isso esse tom compulsivo de quem não descansa nunca mas é aí que encontro a paz nessa delícia em letra de forma As palavras que encontrei são folhas caídas […]



CIDADE TRÊMULA

fev 5th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós São Paulo, meu amor. A cidade que me inventou. A que existe à revelia de toda ilusão e por isso nos obriga a sonhá-la. A que conheci dourada na sua espinha dorsal, que vai do Paraíso até os confins do Sertão. Lá vivi mais de uma vida. Quem pagará essa dívida? Nada e […]



ENIGMA

fev 5th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Vou explicar o que pega na beleza que tens de sobra mas não atinas Não é vaidade ou jogo de espelho ou culpado capricho do destino Não fique pesarosa por ser linda e teu corpo matar todas de inveja agüente o tranco no trono de rainha perca o sapatinho de princesa Perfeição é […]



QUASE NADA

fev 5th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Continuo sem saber quase nada de ti. Falta muito. Qual teu cheiro? Quando suspira, saem borboletas do cabelo? Gosta que beijem os dedos? Adora sorvete? Aperta os olhinhos quando fica brava? Põe a mão na cintura quando olha assim meio de lado e gosta? Quando dizem eu te amo fica vermelha? Caminha olhando […]



ESCOLHA

fev 5th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Gosto da tua escolha, malha fina que recolhe os piores olhos que enxergam falha na fêmea que é o oposto, glória e brilho É um luxo que concedes ao perfil de mulher acima desse engulho burro que evita o gênio em nome de um ilusório e torpe masculino Exageras no batom e no […]



VENTO CIFRADO

fev 5th, 2012 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós O deslocamento do ar não é o vento. Isso é só conseqüência. O vento é um povo de criaturas elementais quânticas, de grande diversidade, entre a partícula e a onda. Provoca desde brisa a tornado. Mistério nas fuças de todos, tratado como coisa corriqueira. Os bichos sabem. E respeitam. As plantas se dobram […]