Política

O PAÍS DO NORTE

dez 12th, 2009 | Por | Categoria: Crônicas, Política

O que temos no Norte são os caboclos, mistura de índio com português e outras nacionalidades. Os nichos que hoje inspiram territórios independentes na fronteira do país, sob o álibi de preservar populações ameaçadas, são minorias diante da mistureba de todos os sangues. O João Ninguém, também conhecido como o brasileiro, é o povo invisível da Amazônia sob custódia do politicamente correto.



MENTIRAS PARA ESTUDANTES

dez 12th, 2009 | Por | Categoria: Política

O Brasil é uma construção histórica e cultural, uma obra humana, portanto não está rolando no espaço sideral para o deslumbramento dos babacas e a cobiça dos piratas. Quem faz parte do planeta é o Pólo Sul, o alto mar, o céu estrelado. O resto são nações com fronteiras bem resguardadas, a não ser claro, as do Brasil, que são uma peneira por onde passa boi, passa boiada.



JOHN REED

dez 11th, 2009 | Por | Categoria: Política

Ele ficou sem dinheiro numa viagem perigosa, quando cobria a Primeira Guerra Mundial, uma carnificina promovida por comerciantes, segundo sua definição. Teve que viajar agarrado fora do trem, para não ser visto. Quando, por qualquer motivo, o comboio parava no meio da madrugada e do ermo absoluto, ele corria para o campo, se escondia, esperava. E voltava para pegar o vagão em movimento. No México, seguiu um velho viajante, cruzando montanhas geladas e desertos e foi ao encontro de Pancho Villa. No Colorado, numa sangrenta greve de mineiros, acabou sendo preso e fez suas entrevistas com os líderes do movimento encarcerados em meio a multidões sem ar nem luz, depositados em porões imundos.



O ELEFANTE QUEBRA A JAULA

dez 11th, 2009 | Por | Categoria: Política

O inferno desses matadores seriais é o entorno escolar, doméstico, profissional. Eles não se insurgem contra o sistema, a ideologia, o governo, a luta de classes. Eles atacam o que está mais próximo. Sinal que o inferno chegou próximo demais das pessoas e não lhes dá outra saída. Para que a vida de hoje dê certo, é preciso um monte de coisas: boa formação, oportunidades, apoio, orientação, fôlego. Não há lugar para o improviso, a falta de vontade, a fraqueza. Trata-se de uma máquina de produzir fracassados, perdedores.



SEPARATISMO

dez 11th, 2009 | Por | Categoria: Crônicas, Política

Eu também vou aderir a idéia do separatismo. Acho bom que São Paulo seja incorporado às margens do rio Uruguai. Ou que a araucária seja o símbolo da região do Ibicuí. Seria maravilhoso que o chapéu de caubói do interior paulista fosse adotado em Itaqui, ou que as esporas fossem usadas no Bexiga. Teríamos um país de Primeiro Mundo, mas não seria o ideal. Sugiro algumas pequenas mudanças na idéia original, sem querer desfazer as bases dessa genial solução para todos os nossos problemas.



O QUE DEVE SER SUBSTITUÍDO

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

O que deve ser substituído são as fórmulas inadequadas, não o que é velho. Uma idéia recente pode ser uma droga. É preciso somar tudo o que há e houve de bom em um século de indústria cultural. Vi Sorry, wrong number (1948), de Anatole Litvak, com Burt Lancaster e Barbara Stanwyck (foto) baseado numa peça escrita para o rádio por Lucille Fletcher, considerada a melhor e mais importante peça radiofônica do mundo pelo Orson Welles, que era do ramo. Mulher inválida pega linha cruzada e ouve o plano do seu próprio assassinato. Filmado em tempo real, é de arrepiar. Depois foi imitado até mesmo pelo roteirista de Hitchcock, Frederick Knott, em Disque M para Matar. Peça de qualidade para radio, eis algo que não poderia ser deixado de lado.



BRIC A BRAC DO APOCALIPSE VIRTUAL

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Os Bracs reúnem quatro países nada-a-ver que poderão sobreviver a um iminente apocalipse virtual. São eles: Barbados, Ruanda, Andorra e Cazaquistão. São nações que obedecem aos parametros necessários para definir uma posição oculta e cheia de significados. Barbados é o país mais oriental das Caraíbas, situado a leste da área conhecida como Índias Ocidentais (ou seja, é puro século 17, com piratas e tudo). Ruanda é um pequeno país montanhoso da África, encravado entre o Uganda, a norte, a Tanzânia, a leste, o Burundi, a sul e a República Democrática do Congo, a oeste; sua capital é Kigali (“encravado” mata a pau). Andorra é um pequeno país europeu localizado num enclave nos Pirineus (enclave é fundamental). Cazaquistão é fundamentalmente asiático, embora também inclua uma região européia entre o rio Ural e a fronteira russa (nada mais misterioso do que “fundamentalmente asiático”).



O QUE O IRÃ NOS ENSINA

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Não há democracia sem eleição direta, mas eleição direta não garante a democracia. Ditadores adoram eleições. Servem para justificar o poder ilimitado e colocar a culpa nos votantes. Qual o modelo de democracia no mundo? Os Estados Unidos, claro. Você conhece algum presidente americano que não seja democrata ou republicano? Não passa de uma gigantesca república café-com-leite, onde dois partidos se revezam para manter a continuidade da política imperial. Adolf, o austríaco nazista, foi eleito pelo voto direto. Assim como o atual presidente iraniano.



RIQUEZA

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Onde está a riqueza atualmente? Em quem possui, e pode repassar, um trilhão de dólares, como o atual governo americano. Nenhuma empresa, corporação, magnata tem esse dinheiro disponível. O Estado dispõe de todos os recursos, e numa canetada, pode concentrar ou distribuir renda. Suas infinitas ramificações, do presidente ao ministro, do governador ao prefeito, do senador ao vereador, do administrador ao secretário, têm acesso ao cofre, a soma da nação expropriada.



CONSENSO

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Rir do poder era a forma de manter saudável a mente da cidadania expurgada de direitos básicos. O escracho e a crítica política, que tomam conta de milhões de espaços criados na internet, não chegam ao osso do sistema por excesso de dispersão. Permanece assim intacto o voto manipulado pelo marketing milionário e o rodízio de duas forças políticas idênticas, mas aparentemente antagônicas. Quando vemos ex-adversários de campanhas gargalhando juntos nos palácios republicanos, perguntamos por que nos submetemos ao novo voto de cabresto, o voto útil.