Política

PAUTA PARA ESTADISTAS

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Se houvesse, no Brasil, universidade para formar estadistas (nos Estados Unidos existe Harvard) só teria acesso a ela os filhos dos bandidos que nos governam. Não seria uma solução. Mas, como não dispomos de tempo nem de instituições adequadas para isso (o que leva gerações) devemos colocar em pauta algumas regras básicas. Elas podem ser usadas pelos líderes emergentes, já que, dos atuais mentirosos, estamos cheios. Baseado em minha experiência de cidadão que abraçou o jornalismo e literatura (portanto, a linguagem e seus desafios), selecionei algumas idéias básicas para uso geral e irrestrito.



SALINHA DE SHOPPING É ERGÁSTULO DE ESCRAVO

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Os seguranças dos shoppings são a encarnação dos feitores antigos e estão ali colocados exatamente para erradicar as ameaças da escravaria naquele tipo de estabelecimento, que, sob todos os aspectos, representa a ostentação da Casa Grande das velhas fazendas coloniais. Não é de admirar que aconteça isso. Os shoppings do Brasil, pelo menos os mais notórios e pioneiros, foram implantados pelos neo-coronéis de uma família nordestina (poderia ser de São Paulo, onde a escravidão pegou fundo, ou de Minas, ou de qualquer lugar do Brasil).



O QUE NÃO CONSIGO ENTENDER

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Não se trata do acervo infinito da minha ignorância, mas meu estranhamento diante da falta de lógica de alguns eventos pátrios. Não vale contra-argumentar que o Brasil é assim mesmo ou usar expressões como “está na cara”. Eu realmente gostaria de entender.



JEAN CHARLES: FILME LIVRA A CARA DOS INGLESES

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Cinema, Política

É preciso que se diga que o filme é uma sacanagem do começo ao fim. Apresenta Jean Charles não como um boa praça, mas como um sujeito falso e aproveitador, que mente para a imigração inglesa e ainda debocha dela; que mente para os empregadores dizendo que a amiga recém chegada de Minas fala inglês; que rouba clientes do seu empregador conterrâneo; que cuida de documentos falsos e ainda não consegue cumprir a palavra dada.



ZÉ CELSO E A PRESIDÊNCIA DE MACUNAÍMA

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Zé Celso queria ficar bem com todo mundo para se contrapor a Caetano Veloso, que chamou Lula de analfabeto. Tentou, neste texto, puxar também o saco de Caetano. Mas não cola. Analfabetismo não é antropofagia cultural. Oswald de Andrade certamente não queria que um traidor analfabeto tomasse o poder mentindo para os eleitores. Nem a denúncia de Mario de Andrade com seu Macunaíma tinha por objetivo levar a falta de caráter para o poder. Trata-se de barbárie pura e simples e a brutalidade não pode ser guindada ao trono da glória cultural.



PORQUE DEVEMOS TER AUTO-ESTIMA

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Política

Qual é então o pecado do Brasil? Ter oito milhões e meio de quilômetros quadrados? Mas isso não é defeito, é qualidade. Botamos os holandeses para correr no Nordeste, os franceses no Rio, os hispânicos no sul e no oeste. Ameaçamos os ingleses a bala, não perdemos território para os americanos, derrotamos os portugueses que queriam manter a colonização e, em lances geniais de diplomacia, conquistamos imensos territórios no Norte.



OS ESCRITORES QUE A DITADURA PRODUZ

maio 28th, 2005 | Por | Categoria: Política

Para que o país continue sendo saqueado, a linguagem precisa se deslocar da nacionalidade, portanto, do sentido. Esse é o papel da literatura que se consolida a partir da chamada globalização, ou da entrega do Brasil aos estrangeiros.



Joaquim Nabuco e a Imigração Chinesa

maio 15th, 2005 | Por | Categoria: Política, Trabalhos Acadêmicos

O discurso do deputado Joaquim Nabuco – um representante de Pernambuco, filho de fazendeiros e na época ocupando pela primeira vez uma vaga no Congresso –



Brizola, o Fim do Exílio

maio 14th, 2005 | Por | Categoria: Política

Acabou, Brizola, acabou enfim o teu exílio. Voltas para a nossa terra pela última vez e dela não poderás mais ser expulso. Deixas para nós, como presente inviolável, que só poderá ser reaberto por nossa coragem, o que um dia levaste nas costas quando te empurraram para fora da fronteira em 1964. Pois levaste o Brasil contigo, Brizola, a pátria soberana composta por nós, o povo, e este território sagrado.



BRIZOLA, A DEVOÇÃO CÍVICA

maio 13th, 2005 | Por | Categoria: Política

Não somos uma religião, Brizola, nem sequer um partido. Somos um sentimento, agradecido pela tua longa existência. Somos hoje o que deveríamos ser sempre, um povo ocupando dignamente a rua. Não queremos revanche, Brizola, porque tivemos a nossa chance. Deus há de nos explicar um dia porque não te colocamos na presidência.