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	<title>Nei Duclós</title>
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	<description>Site do Poeta, Jornalista e Escritor</description>
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		<title>SORTE</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 19:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Te visitei em sonho, estavas linda como o poema quando escrevo ilusão e beleza andam juntas no mesmo evento do meu verbo Te recito depois, cada molejo de tua pele enriquece o meu acervo imaginas o toque, musa trêmula aguardas despertar entre mistérios Não entendo o que nos pega em cheio esse ardor [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Te visitei em sonho, estavas linda<br />
como o poema quando escrevo<br />
ilusão e beleza andam juntas<br />
no mesmo evento do meu verbo</p>
<p>Te recito depois, cada molejo<br />
de tua pele enriquece o meu acervo<br />
imaginas o toque, musa trêmula<br />
aguardas despertar entre mistérios</p>
<p>Não entendo o que nos pega em cheio<br />
esse ardor de fogo e apimentado reino<br />
não sinto por ninguém o que te sobra</p>
<p>Antes do encontro, projeto por esporte<br />
o conto que me encanta enquanto durmo<br />
sonoro realejo a me tirar a sorte</p>
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		<title>JOHN FORD E O RENASCIMENTO DE UMA NAÇÃO</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 19:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Site do poeta, jornalista e escritor Nei Duclós]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Trata-se da América clássica, dos founders fathers, que se partiu na guerra da Secessão e que em dois filmes de John Ford é recosturada por meio de princípios como a tolerância, a Justiça, a paz e a coragem. Praticamente um é refilmagem do outro. Ambos tem como protagonista o Judge Priest (personagem do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Trata-se da América clássica, dos founders fathers, que se partiu na guerra da Secessão e que em dois filmes de John Ford é recosturada por meio de princípios como a tolerância, a Justiça, a paz e a coragem. Praticamente um é refilmagem do outro. Ambos tem como protagonista o Judge Priest (personagem do escritor Irving S. Cobb) disputando uma eleição em Kentuky, terra de linchadores e de intolerância racial. O primeiro é de 1935 e tem como título o próprio juiz e o segundo de 1953, com título tirado de uma canção do sul, O Sol Brilha (The Sun Shines Bright).</p>
<p>Fiquei apavorado com a campanha difamatória contra John Ford por parte dos pseudo politicamente corretos na rede,que o acusam de tirano, invejoso e racista. É próprio da mediocridade tentar destruir o gênio, que a desmoraliza. Felizmente alguns ensaístas consideram The Sun mais uma obra-prima do grande cineasta. Confirmei vendo o drama de uma jovem adotada e alvo do desprezo social recuperando sua identidade e sua honra graças à ação enérgica do juiz e de todos que o admiram e seguem seus passos. Em Judge Priest, o foco está mais no pai da moça adotada, um herói do Sul que ficou livre depois de lutar na guerra e consegue escapar de uma acusação de agressão numa briga de bar.</p>
<p>É preciso recosturar a nação eliminando a postura de derrotados e vencedores. Os confederados não admitem que foram batidos nas batalhas heróicas onde perderam seus melhores filhos. Velhos, alcoólatras, desempregados, vivem de lembranças e da celebração de seus feitos. O Juiz faz parte desse grupo e corre o risco, junto com alguns companheiros, de perder sua fonte de renda se for derrotado por um hipócrita pomposo e demagogo, que o acusa de relapso e irresponsável. Temos então o prato feito das aparências a serviço da má fé, que precisam ser confrontadas pela legitimidade do senso de justiça humana, com todos os seus defeitos, menos o de tentar usar a lei para a discriminação.</p>
<p>A presença poderosa dos negros nos dois filmes foi acusada de um equívoco de Ford, como se o diretor compactuasse com a escravidão e retratasse os negros cordatos e felizes com seus senhores, expressando-se por meio de gestos caricaturais. Para recosturar a nação, era preciso mostrar a inclusão dos negros na vida pacífica. A perseguição e os maus tratos terão fim se houver justiça. O preconceito existe como fator histórico, e os negros no filme se comportam como caricaturas, assim como os veteranos brancos de guerra. Ford trabalha com estereótipos e os desveste para mostrar o que há de precioso neles. O adolescente que foi salvo dos linchadores pelo juiz mostra-se agradecido, o ex-escravo que tenta ganhar uns trocados fazendo transporte de gente, o tio preocupado com o futuro do sobrinho, todos são personagens negros de um John Ford que expressa o sul da América com todos os seus defeitos e qualidades.</p>
<p>Outra obra-prima de Ford, Os Rastreadores, de 1956, também é tratada de forma indecorosa por alguns resenhistas, que se locupletam sobre o ódio racial de Ethan Edwars, interpretado por John Wayne. Nãoconseguem explicar ou tolerar a cena final em que Ethan aceita a sobrinha que virou apache. “Vamos para casa, Debbie”, ou seja, o ódio é substituído pela tolerância. Em The Sun, a cena tocante é a do funeral da mãe da moça adotada, cacifado pelas prostitutas da cidade. A citação bíblica é a de Maria Madalena. Não se trata de perdoar, o que implicaria uma ascendência sobre o outro, mas de reconhecer que nãotemos condições de julgar e por isso libertamos nosso semelhante da culpa e do crime.</p>
<p>John Ford é primus inter pares, cineasta maior entre os maiores diretores de cinema. Merece respeito. Não deu colher de chá para a mediocridade e a falsidade. É legítimo e emocionante. O final apoteótico nos dois filmes faz chorar as pedras. O novo pai fundador, eleito democraticamente pelo voto direto, que derrotou a demagogia, o Juiz da inclusão e da coragem, protagonista do renascimento de uma nação, saúda todos os segmentos sociais que prestam homenagem desfilando na sua porta em uniforme de gala e no ritmo da sintonia e do garbo: os ianques e os confederados, os veteranos e os recrutas, os oficiais e os soldados, as mulheres e as bandeiras, o gris e o azul, as armas e as bandas. Ele vibra o chapéu no ar e está em prantos. Depois se retira para dentro de casa a passo lento e ao som dos coros da nação recosturada, como John Wayne em os Rastreadores, numa tomada célebre e canônica do cinema fordiano.</p>
<p>A cultura guerreira é o convívio que trabalha uma ferida em busca da cicatrização. É a religião dos camaradas de luta, a sinceridade a toda prova, a transparência absoluta. É bom que aprendam com o velho Ford com quantas qualidades se fazem seus filmes épicos, perfeitos e maravilhosos.</p>
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		<title>LEVANTE</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 19:22:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Ao vivo sou péssimo remoto sou próximo ao lado, devoto na frente reflexo No tempo, conquista no espaço cronômetro no vento sou fôlego no mar, terra à vista Acima controlo-me embaixo te escondo montanha, desmancho planície, reponho De volta, mantenho-me na viagem, apito no trem eu revido navio, sou rebanho Caminho do avesso [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Ao vivo sou péssimo<br />
remoto sou próximo<br />
ao lado, devoto<br />
na frente reflexo</p>
<p>No tempo, conquista<br />
no espaço cronômetro<br />
no vento sou fôlego<br />
no mar, terra à vista</p>
<p>Acima controlo-me<br />
embaixo te escondo<br />
montanha, desmancho<br />
planície, reponho</p>
<p>De volta, mantenho-me<br />
na viagem, apito<br />
no trem eu revido<br />
navio, sou rebanho</p>
<p>Caminho do avesso<br />
no ar permaneço<br />
no amor sou começo<br />
no sonho, um levante</p>
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		<title>EMBRULHO DE PURO ENCANTO</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 19:20:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Fugi para baixo da cama. Lá estavas respirando. Pediste que me calasse, a noite estava aprontando. Sacudia as cortinas, embrulho de puro encanto. Somos de um povo perdido, a nação feita de amantes, cercando nosso castelo, as flechas de mil cupidos . Quando a noite pede água, eu chego com minha sede, deixa [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Fugi para baixo da cama. Lá estavas respirando.<br />
Pediste que me calasse, a noite estava aprontando.<br />
Sacudia as cortinas, embrulho de puro encanto.</p>
<p>Somos de um povo perdido, a nação feita de amantes,<br />
cercando nosso castelo, as flechas de mil cupidos .</p>
<p>Quando a noite pede água, eu chego com minha sede,<br />
deixa que eu beba no jarro que me guardaste em teu beijo.</p>
<p>Na roda da poesia, cabe a rima mais simplória,<br />
não importa o verso solto, o que vale é a tua glória.</p>
<p>Não sinto mais a vergonha de te dizer desse jeito,<br />
o que sinto com meu corpo e o desespero do sonho.</p>
<p>Quero você toda entregue com teu carinho de sempre,<br />
no ritmo que nos carregue até o mais íntimo sopro.</p>
<p>Sentei você no meu colo, te pegando de surpresa,<br />
tentaste uma reação, mas teu coração não deixa.</p>
<p>Há tempos eu desisti de seguir uma carreira,<br />
prefiro ser narrador da armadilha do teu cheiro.</p>
<p>Fazem fila para os prêmios, prefiro ficar amando,<br />
aqui tenho o meu diploma, teu rosto se desmanchando</p>
<p>Ninguém pode com a doçura que dobra todos os reinos,<br />
por isso és a rainha que o mundo pede primeiro.</p>
<p>A curva do teu mistério arrebata como um susto,<br />
te toco para ouvir teu gemido mais profundo.</p>
<p>Quando suspiras sou eu que o teu corpo registra,<br />
sentiste que aconteceu o que te faz mais linda.</p>
<p>Não há magia possível se eu não grudar em tua pele,<br />
desabotoe as cancelas para eu chegar bem perto.</p>
<p>Agora estou mais no fundo do que os primeiros momentos,<br />
não há volta por enquanto, mulher que fica tremendo.</p>
<p>Fui mais longe do que antes porque assim estava escrito,<br />
és um lago de interiores desenhados por teu grito.</p>
<p>Escancaras esta boca vermelha de puro choque,<br />
depois não venha dizendo que não me viste esta noite.</p>
<p>Estás agora dormindo, esquecida do meu verso,<br />
és o poema que escreves no coração submerso.</p>
<p>Não esqueça do meu beijo, não escapes para sempre,<br />
me acorde com tuas pernas tecendo a manhã de seda.</p>
<p>Primeira visão que eu tenho quando acordo ao teu lado<br />
é a cor do teu cabelo cobrindo meu olho esquerdo.</p>
<p>Vista assim tão desarmada não passas de um monumento<br />
como se fosses a esquadra em defesa do meu canto.</p>
<p>Me queres? Então me agarre com tua pele grudenta.<br />
Te derrubo como pluma nesse mar de travesseiros.</p>
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		<title>TELEGRAMA</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 19:19:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Mandas notícias do lado escuro da Lua, onde agora vives. Pedes satélite exclusivo para ficarmos juntos, me olhando pelo vidro. Esse amor sem porto nem abrigo não acena com mãos vivas, mas gestos imaginados em camas soltas no cosmo sem sentido. Pior é não ter sequer esse convite, por isso preparo o quarto [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Mandas notícias do lado escuro da Lua,<br />
onde agora vives. Pedes satélite exclusivo<br />
para ficarmos juntos, me olhando pelo vidro.<br />
Esse amor sem porto nem abrigo não acena</p>
<p>com mãos vivas, mas gestos imaginados<br />
em camas soltas no cosmo sem sentido.<br />
Pior é não ter sequer esse convite, por isso<br />
preparo o quarto suspenso entre as estrelas</p>
<p>Não posso pousar em tua carne trêmula<br />
nem tomar um café na cauda de um cometa<br />
ou fechar o bar na aurora boreal da via láctea</p>
<p>Resta apenas esses sinais de telegrama incerto<br />
onde tateamos a ausência como se fosse amor<br />
e só será se a minha mão enfim tocar teu peito</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>SOMBRA</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2012 19:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Sinto medo do amor, jogo de luzes que leva teus bens, arca de breu flores confusas em vaso de nuvem presentes inúteis, roupas sem uso Pura solidão, coração que tortura Perda que nunca refaz o caminho Muda sua vida ou joga no fundo? Ramo de espinho em som submisso Tremo de dor quando [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Sinto medo do amor, jogo de luzes<br />
que leva teus bens, arca de breu<br />
flores confusas em vaso de nuvem<br />
presentes inúteis, roupas sem uso</p>
<p>Pura solidão, coração que tortura<br />
Perda que nunca refaz o caminho<br />
Muda sua vida ou joga no fundo?<br />
Ramo de espinho em som submisso</p>
<p>Tremo de dor quando te aproximas<br />
pois sei que esse abraço acha seu fim<br />
no rastro que deixo na dobra do corpo</p>
<p>Eu erro por vício, sem haver sintonia<br />
entre tua glória e o meu desconforto<br />
na sombra do lado onde vivo sozinho</p>
]]></content:encoded>
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		<title>AREIA</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 22:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Do Leste veio o sol devolvendo abril no início da estação que está no fim amor que começou e amarga o exílio sabor que se perdeu antes de mim O céu capricha azul depois da chuva borracha sobre a dor, separação corpos que secaram ainda úmidos palavra recém dita e sem perdão Devia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Do Leste veio o sol devolvendo abril<br />
no início da estação que está no fim<br />
amor que começou e amarga o exílio<br />
sabor que se perdeu antes de mim</p>
<p>O céu capricha azul depois da chuva<br />
borracha sobre a dor, separação<br />
corpos que secaram ainda úmidos<br />
palavra recém dita e sem perdão</p>
<p>Devia te deixar fazer o escrito<br />
prometido no verão do verbo aflito<br />
e não pedir em vão teu desperdício</p>
<p>Agora colho o grão de uma colheita<br />
lonjura em comunhão com a ventania<br />
pareço um paredão chorando areia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>PÓLVORA</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 22:37:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Não tenho piedade, coração solitário meu trato contigo não inclui recato faço o serviço, jogamos no mato de comum acordo, couro de gata Preferes assim, flor confiscada evitas a dor, tentadora do hábito em vez do rodízio, rotina de valsa enlaças o tango, rasgo de aposta Propões desacato e eu me convenço só [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nei Duclós</p>
<p>Não tenho piedade, coração solitário<br />
meu trato contigo não inclui recato<br />
faço o serviço, jogamos no mato<br />
de comum acordo, couro de gata</p>
<p>Preferes assim, flor confiscada<br />
evitas a dor, tentadora do hábito<br />
em vez do rodízio, rotina de valsa<br />
enlaças o tango, rasgo de aposta</p>
<p>Propões desacato e eu me convenço<br />
só que no fundo conheço tua lábia<br />
é pura armadilha em cima do escravo</p>
<p>És dona do mundo e nada te importa<br />
sabes que sou o mel que devotas<br />
dentro de ti, inventora da pólvora</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>CHUVA</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 22:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Não posso morrer num dia de chuva nuvem que desliga o sol de outra vida chapéu de feltro e grossos veludos com sapatos molhados e mantas frias Cruzar o umbral, dependendo do clima pode ser uma boa ou a porta de um túnel eu preciso da luz da campanha florida na meia estação [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Não posso morrer num dia de chuva<br />
nuvem que desliga o sol de outra vida<br />
chapéu de feltro e grossos veludos<br />
com sapatos molhados e mantas frias</p>
<p>Cruzar o umbral, dependendo do clima<br />
pode ser uma boa ou a porta de um túnel<br />
eu preciso da luz da campanha florida<br />
na meia estação de um passeio de escuna</p>
<p>Só assim estarei no caminho da sorte<br />
para o fim do arco-íris, onde fica o tesouro<br />
saber o que tempo aprontou à minha volta</p>
<p>Lá verei o que guarda o sóbrio destino<br />
eleito por altos poderes das sílabas<br />
talvez um poema que me ressuscite</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>VALOR</title>
		<link>http://www.consciencia.org/neiduclos/valor</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 22:35:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nei Duclós</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nei Duclós Quanto custa um beijo? A Via Láctea se o amor está no começo O Universo quando não tem mais jeito]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nei Duclós</strong></p>
<p>Quanto custa<br />
um beijo?</p>
<p>A Via Láctea<br />
se o amor está<br />
no começo</p>
<p>O Universo<br />
quando não tem<br />
mais jeito</p>
]]></content:encoded>
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