GRUDE

nov 26th, 2011 | Por | Categoria: Poesia        

Nei Duclós

A água deste amor grudou a folha,
meu poema, no vidro da tua carne
pele de brilho na estação suprema
cobre do espelho servo da beldade

A imagem que nasce desse embrulho
é teu ombro nu circulando a tarde
ali escorre prazer, fonte de orvalho
que brota generosa em minha praia

Vestes assim a roupa mais bizarra
coberta pelo vento e a clorofila
faço parte dessa estranha fantasia

Às vezes me dispensas com um gesto
me jogando na corrente que se forma
na dobra forrada do vestido

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