REVANCHE

dez 10th, 2009 | Por | Categoria: Poesia        

Nei Duclós

Sou avô, mas jamais fui neto
Por destino desenhei uma linhagem
Da nação sem lei sou a estiagem
E reponho a bandeira no meu teto

Abandonei o estrago das esperas
E fui em busca da camaradagem
Encontrei a exaustão da mocidade
E a tristeza terminal em cada cela

Eu que no passado fui tormenta
Na dor, assombro de esperança
Apaguei o futuro do meu rastro

Montei sem chances no deserto
Mergulhei nas pedras dos extremos
Hoje sou aço e cobro uma revanche

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