{"id":13,"date":"2005-05-13T13:45:37","date_gmt":"2005-05-13T15:45:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/nei-wp\/wordpress\/?p=13"},"modified":"2009-12-20T23:33:47","modified_gmt":"2009-12-21T01:33:47","slug":"focas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/focas","title":{"rendered":"Focas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Sempre tive queda para professor e cheguei a orientar alguns estreantes. Um deles recebeu os seguintes toques:<\/p>\n<p>Acabei a leitura das suas mat\u00e9rias e notei algumas coisas que vou discriminar por \u00edtens:<\/p>\n<p>&#8211; Suas mat\u00e9rias possuem um bom n\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es, o que seus editores devem agradecer aos c\u00e9us, pois assim podem trabalhar em paz, sem nunca ficarem na m\u00e3o, nas longas madrugadas de fechamento.<\/p>\n<p>&#8211; O que falta na maioria das mat\u00e9rias \u00e9 aquilo que a edi\u00e7\u00e3o final, na revista, procura resolver (nem sempre consegue fazer isso corretamente, mas normalmente os editores est\u00e3o no rumo certo. )<\/p>\n<p>&#8211; O principal problema \u00e9 que voc\u00ea ainda est\u00e1 na fase do relat\u00f3rio, ou seja, empilha informa\u00e7\u00f5es sem achar uma id\u00e9ia central que costure o texto. Uma fila de dados n\u00e3o \u00e9 um texto.<\/p>\n<p>&#8211; Na estrutura\u00e7\u00e3o dos seus textos voc\u00ea comete, quase sempre, o pecado de usar sempre as mesmas solu\u00e7\u00f5es: &#8220;onde&#8221; e &#8220;al\u00e9m&#8221; n\u00e3o costuram ora\u00e7\u00f5es. As frases costuradas desse jeito ficam repetitivas.<\/p>\n<p>&#8211; Outro problema \u00e9 a quebra das frases, por meio de ora\u00e7\u00f5es que n\u00e3o combinam entre si. Esses exemplos est\u00e3o assinalados a caneta.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 preciso evitar repeti\u00e7\u00f5es de palavras na mesma frase, especialmente a palavra &#8220;que&#8221;. Quanto menos &#8220;que&#8221; voce usar, melhor o texto. Exerc\u00edcio: escreva um texto de vinte linhas sem usar o &#8220;que&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 um clima &#8220;oba-oba&#8221; nos textos. N\u00e3o use o \u00e1libi de que voc\u00ea precisa elogiar, por isso usa tantos adjetivos e frases deslumbradas. Voc\u00ea pode ser favor\u00e1vel sem ser superficial.<\/p>\n<p>&#8211; Cuidado com as crase: voc\u00ea usa &#8220;\u00e0&#8221; quatro m\u00e3os. Nunca esque\u00e7a do &#8220;a&#8221; preposi\u00e7\u00e3o. Abrace essa id\u00e9ia: existe o &#8220;a&#8221; artigo&#8221; e o &#8220;a&#8221; preposi\u00e7\u00e3o. Se voc\u00ea se acostumar que o &#8220;a&#8221; pode ser preposi\u00e7\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o erra crase. \u00c9 um truque que parece bobo, mas funciona. Se voc\u00ea admite a preposi\u00e7\u00e3o no &#8220;a&#8221;, voc\u00ea admite a contra\u00e7\u00e3o com o artigo &#8220;a&#8221;. N\u00e3o me leve a mal: aparentemente \u00e9 uma obviedade, mas ajuda a automatizar o uso da crase de maneira correta.<\/p>\n<p>&#8211; Trate o lead com carinho. Ele \u00e9 que te sustenta. Voc\u00ea viver\u00e1 sempre de leads. Nunca comece uma reportagem com &#8220;A Divis\u00e3o de Promo\u00e7\u00e3o Social (DPS) do Sesi&#8221;. O leitor j\u00e1 boceja. Um dia o atendimento preferencial ao cliente (o leitor) chegar\u00e1 ao jornalismo. Voc\u00ea, ent\u00e3o, estar\u00e1 preparado .<\/p>\n<p>Coloquei a caneta e repito aqui: &#8220;Penetra surdamente no reino das palavras&#8221; (Drummond). Surdamente quer dizer: elimine seu di\u00e1logo interno, escute o seu texto. Se ele soa mal, est\u00e1 errado. &#8220;Paralelamente alavancar a interioriza\u00e7\u00e3o&#8221;, por exemplo, \u00e9 de matar. Escreva de ouvido. Esse \u00e9 o segredo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sempre tive queda para professor e cheguei a orientar alguns estreantes. 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