{"id":2088,"date":"2010-04-24T21:29:51","date_gmt":"2010-04-25T00:29:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=2088"},"modified":"2010-04-24T21:29:51","modified_gmt":"2010-04-25T00:29:51","slug":"exemplares-ineditos-do-poema-no-twitter","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/exemplares-ineditos-do-poema-no-twitter","title":{"rendered":"EXEMPLARES IN\u00c9DITOS DO POEMA NO TWITTER"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<br \/>\n<\/strong><br \/>\nEscrever diretamente para as pessoas, limitado pelo espa\u00e7o de 140 toques, \u00e9 um exerc\u00edcio po\u00e9tico fecundo. Faz parte da minha milit\u00e2ncia online, com excelente repercuss\u00e3o entre seguidores da literatura, do jornalismo e da cidadania em geral. Selecionei v\u00e1rios poemas de um s\u00f3 verso que publiquei nos \u00faltimos dias. Como adendo, mais frases de pol\u00edtica e comportamento.<\/p>\n<p><strong>POESIA POR MINUTO<\/strong><\/p>\n<p>O poema \u00e9 o presente secreto que o destino coloca embaixo de uma pedra. Acha quem lavra no deserto<\/p>\n<p>Estava quase desistindo, quando recebeu a mensagem de partir imediatamente. Algu\u00e9m precisava de um anjo na beira de um abismo<\/p>\n<p>N\u00e3o se iluda. Sob a espessa camada de neve do cora\u00e7\u00e3o h\u00e1 um vulc\u00e3o extinto, que ressuscita s\u00f3 para jogar cinzas na tua cara<\/p>\n<p>\u00c0 noite n\u00e3o vejo quem me escuta. L\u00e1 fora passos de veludo. O p\u00e1ssaro vigia sobre o muro. Uma carruagem se aproxima<\/p>\n<p>Dentro, o espelho encerra uma princesa. O rosto p\u00e1lido flutua. A coruja consulta a pitonisa. Uma guerra espreita al\u00e9m da curva.<\/p>\n<p>Quem vai socorrer a comitiva? Algu\u00e9m sujo de sangue leva um tiro. Cavalos espalham pedregulho. Um anel vem junto na batalha<\/p>\n<p>Do Leste veio a face sem a v\u00edbora. Ela desce gloriosa enquanto lutam. J\u00e1 decidiram o desfecho da refrega. Uma nova rainha se revela<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria \u00e9 de um reino sem ru\u00eddo que entregou-se \u00e0 vilania, mas refez-se com a briga soberana, instaurando de novo a melodia<\/p>\n<p>Algu\u00e9m tirou uma lasquinha da tarde. Ficou a marca: o esbo\u00e7o da Lua Nova, vis\u00edvel na hora do \u00c2ngelus<\/p>\n<p>O amor \u00e9 um milagre que liberta<\/p>\n<p>Beijo qualquer com gosto de Lua, dado ao acaso num l\u00e1bio de rua, volte ao cord\u00e3o que nos viu amarrados, traga a manh\u00e3 ao som do dobrado<\/p>\n<p>Abri devagar o tempo. Espiei a varanda, debaixo das estrelas. Elas chegaram, curiosas. Queriam saber que fim deu daquele menino<\/p>\n<p>A prata da noite pousava no dorso da \u00e1gua. Todas as b\u00f3ias do espinhel iam para o fundo. Emergia Gua\u00e7u Boi, que amea\u00e7ava<\/p>\n<p>A lua cheia trazia os peixes para a beira do rio. \u00cdamos l\u00e1 ver. Era uma isca colocada pelas sereias de \u00e1gua doce, que nos puxavam<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9ramos muitos, \u00e9ramos todos. Depois, fomos escasseando. Algu\u00e9m se afogou, outro sumiu, um tirou fechou o melhor amigo. Houv e um tempo<\/p>\n<p>Supernovas s\u00e3o proibidas de sair \u00e0 noite. Estrelas an\u00e3s vigiam, amea\u00e7ando com buracos negros. Mas asteroides b\u00eabados prometem serenata<\/p>\n<p>A noite \u00e9 o asilo dos p\u00e1ssaros que gastaram tudo na algazarra do crep\u00fasculo<\/p>\n<p>Estrelas jogam futebol na Lua Cheia. As Tr\u00eas Marias formam barreira. O Cruzeiro bate e V\u00e9sper tira de cabe\u00e7a. \u00c9 falta, grita o Cometa<\/p>\n<p>Quero ouvir tua voz quando eu j\u00e1 me for, morrer para o ru\u00eddo ao redor, sobreviver no som improv\u00e1vel do amor<\/p>\n<p><strong>MILIT\u00c2NCIA DA LINGUAGEM<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o pe\u00e7a nada a ningu\u00e9m, que a bola vir\u00e1 quadrada. Nem estenda a m\u00e3o, que ser\u00e1 ferida. Dar e receber s\u00e3o dons de intermedia\u00e7\u00e3o divina<\/p>\n<p>O entendimento pode levar \u00e0 soberba. A religi\u00e3o leva \u00e0 espiritualidade, que \u00e9 casa do saber habitada pela transcend\u00eancia<\/p>\n<p>\u00c9tica n\u00e3o \u00e9 fruto da forma\u00e7\u00e3o racional apenas. \u00c9 fundamental a forma\u00e7\u00e3o religiosa teol\u00f3gica, para n\u00e3o cairmos nas armadilhas da vaidade<\/p>\n<p>A intelig\u00eancia e o talento n\u00e3o podem estar a servi\u00e7o do exibicionismo das palavras e sim a servi\u00e7o da \u00e9tica<\/p>\n<p>Quando vc est\u00e1 bem \u00e0 vontade com a amizade que n\u00e3o reconhece como falsa poder\u00e1 receber a punhalada fatal.Tarde demais para perguntar por que<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 da pra\u00e7a quando o som do povo faz sentido<\/p>\n<p>Quando pararem de pagar an\u00fancios sobre \u00e9tica, teremos alguma chance<\/p>\n<p>Inverter conceitos para se fazer de interessante \u00e9 o esporte preferido dos lagartos do semi-\u00e1rido. &#8220;Isso n\u00e3o \u00e9 isso e assim \u00e9 assado&#8221;. Cool<\/p>\n<p>A floresta humilha os semeadores de deserto<\/p>\n<p>O crime \u00e9 matar dentro de n\u00f3s o acervo de emo\u00e7\u00e3o que a cultura do Brasil soberano plantou e n\u00e3o consegue colher<\/p>\n<p>Os relacionamentos se dividem entre ficar para sempre e a pressa de ir embora<\/p>\n<p>As pessoas n\u00e3o acreditam em Deus, mas acreditam nas pesquisas.<\/p>\n<p>Sempre tem uma explica\u00e7\u00e3o covarde para a valentia do desconhecido.<\/p>\n<p>O pa\u00eds \u00e9 mal assombrado. Esp\u00edritos pulam muros, solu\u00e7os mergulham, m\u00e1scaras acenam e l\u00e1 no alto, sem ningu\u00e9m pedir, a Lua!<\/p>\n<p>Quando crian\u00e7as, sonh\u00e1vamos viver no mundo imagin\u00e1rio em que os animais falavam. Fomos atendidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Escrever diretamente para as pessoas, limitado pelo espa\u00e7o de 140 toques, \u00e9 um exerc\u00edcio po\u00e9tico fecundo. 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