{"id":2943,"date":"2011-10-03T17:07:10","date_gmt":"2011-10-03T20:07:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=2943"},"modified":"2011-10-03T17:07:10","modified_gmt":"2011-10-03T20:07:10","slug":"jack-o-marujo-poe-na-prancha","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/jack-o-marujo-poe-na-prancha","title":{"rendered":"JACK O MARUJO P\u00d5E NA PRANCHA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p><em>Na guerra, \u00e9 adaga e garrucha. No desaforo, \u00e9 prancha. O capit\u00e3o (que usa a imagem acima do Corisco de Othon Bastos, do filme de Glauber Rocha, para assustar os folgados) joga na \u00e1gua virtual, amarrado, a pessoa invasiva que cometeu algum deslize grave na sua presen\u00e7a. Esse \u00e9 o mote da seleta de respostas do capit\u00e3o neste post. Jack tem sido alvo de algumas impropriedades, principalmente depois que resolveu mostrar a fu\u00e7a por meia hora na rede. Voltou ao normal, ou seja, ao confinamento da palavra, que sugere e navega na imagina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o no bate-pronto da imagem, que n\u00e3o passa de uma vers\u00e3o. A imagem errada \u00e9 a presente. Todas as outras est\u00e3o certas. Pessoas precisam de boas embalagens para participar da voracidade coletiva. O que destoa sai da prateleira.<\/em><\/p>\n<p><em>Vendo sua cara s\u00f3bria, perguntam por que n\u00e3o sorri (pelo menos n\u00e3o estava se abrindo na hora da foto). J\u00e1 que pediram, Jack responde: \u201cFelicidade \u00e9 para os paisanos. Quem \u00e9 da guerra tem outro perfil. A infelicidade \u00e9 um bem precioso demais para algu\u00e9m usufruir sozinho. S\u00f3 digo a verdade. Mas voc\u00ea, por favor, n\u00e3o me diga\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m querem saber a origem do personagem. Explico novamente que foi criado por mim h\u00e1 30 anos, mas ele se desenvolveu no Twitter, onde consegui formatar sua identidade (@neiduclos). O modelo \u00e9 conhecido, mas Jack adquiriu vida pr\u00f3pria.Transcende suas origens, que vem dos livros e filmes de aventuras. N\u00e3o se trata de um pirata, mas lembra um. \u00c9 dur\u00e3o e rom\u00e2ntico. Perde o amigo mas n\u00e3o a piada. Gosta de sereia porque fica no alto mar e n\u00e3o o prende no cais. Do mar a sereia n\u00e3o v\u00ea o rosto do marinheiro, encoberto pela amurada do barco. Ent\u00e3o canta para atrai-lo, porque ficou siderada pelo cheiro.<\/em><\/p>\n<p>Por que o sr. escreve tanta bobagem? perguntou o disc\u00edpulo. Assim tenho o que ler mais tarde, disse o mestre. Quando Jack o Marujo partir para sempre junto com a sereia, n\u00e3o anotarei mais suas frases. Ent\u00e3o n\u00f3s,habitantes deste cais, nos dispersaremos. Por enquanto, vamos aproveitar:<\/p>\n<p>Gostei de conhecer o sr. ao vivo, disse a representante do col\u00e9gio. Se me chamar de fofo vai para a prancha, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Por que o sr. colocou aquele sujeito na prancha, todo amarrado? Ele vai se afogar! avisou o Imediato. Me chamou de meu caro, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>A sereia me deu um beijo de despedida, disse o papagaio para Jack o Marujo. O meu foi de l\u00edngua, disse o Grumete, j\u00e1 amarrado na prancha<\/p>\n<p>PEIXE BONITO NO GANCHO<\/p>\n<p>O sr.precisa fazer um tratamento de pele e caminhar, disse a saradona. J\u00e1 vi muito peixe bonito no gancho, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 feio, hem papagaio, al\u00e9m de velho, disse o sincero. Por que, quer me comer? disse o papagaio<\/p>\n<p>Que p\u00e9ssima apar\u00eancia, capit\u00e3o, disse a analista. Isso que ainda n\u00e3o acordei, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>O sr. \u00e9 muito preso ao passado? perguntou o invasivo. N\u00e3o.Naquela \u00e9poca eu n\u00e3o tinha a chance de hj de te dar uma surra, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Quem \u00e9 o sr.? perguntou a visitante. Sou o mar, mas pode me chamar de capit\u00e3o, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Vou condecor\u00e1-lo com a Ordem do Marinheiro, disse a Rainha. Prometo a presen\u00e7a do meu pai, Netuno, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>DESAFOROS<\/p>\n<p>Preciso que o sr. leve umas feras do mato para a Noruega, disse o contrabandista. N\u00e3o trabalho com pol\u00edticos, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Vamos mat\u00e1-los, disse o cors\u00e1rio diante dos prisioneiros. Vamos fazer pior, disse Jack o Marujo. Liga no Jornal Nacional<\/p>\n<p>Entreguem-se! Quantos s\u00e3o voc\u00eas? gritou o inimigo. Um Grumete, um Imediato e uma Sereia, disse Jack o Marujo. E minha espada de S\u00e3o Jorge!<\/p>\n<p>O cap\u00edt\u00e3o fica em volta da nova sereia e n\u00e3o quer mais saber do batente, disse o papagaio. Qualquer coisa faremos peixe, disse o Imediato<\/p>\n<p>Vamos levantar \u00e2ncora, disse Jack o Marujo. O sr. est\u00e1 no bar, disse o Imediato<\/p>\n<p>I\u00e7ar velas! disse Jack o Marujo. H\u00e1 dez horas estamos navegando, disse o Imediato<\/p>\n<p>O sr. s\u00f3 quer elogios? perguntou Jack o Marujo. S\u00f3 aceito de maravilhoso para cima, o que \u00e9 bem pior, disse o argonauta<\/p>\n<p>O sr. j\u00e1 enjoou com essas frases, disse o Blocked. Quem anda de barco enjoa, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Verbos defecivos se conjugam? perguntou Jack o Marujo. Apenas nas formas arrizot\u00f4nicas, disse o Grumete. Escola militar, suspirou o capit\u00e3o<\/p>\n<p>Precisamos de um professor de n\u00e1utica, disse o Instrutor. N\u00e3o contem comigo. Sei boiar, mas por motivos misteriosos, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Estudam tabuada no fundo do mar? perguntou Jack o Marujo. N\u00e3o, s\u00f3 solfejo, disse a sereia<\/p>\n<p>Onde voc\u00ea quer chegar? perguntou o amigo. Ao Destino, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Por que tanta est\u00e1tua de Os\u00f3rio?perguntou estudante.Quando ele morreu, o Imperador p\u00f4s o bravo nos ombros com a multid\u00e3o,disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>O que \u00e9 um bravo? perguntou o soldado. O Imperador foi a cavalo,sozinho, falar com rebeldes em Minas, disse Jack o Marujo. Acabou a rebeli\u00e3o<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o existe, disse o cors\u00e1rio. Devolva o rel\u00f3gio e fique de joelhos no conv\u00e9s! disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Leio pensamentos, disse o m\u00edstico. Ent\u00e3o por que estou aguardando h\u00e1 meia hora aquela dose de rum? perguntou Jack o Marujo<\/p>\n<p>J\u00e1 roubaram muito do sr.? perguntou o Grumete. J\u00e1, mas n\u00e3o adianta levar o rio se a fonte permanece inacess\u00edvel, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 isso voc\u00eas v\u00e3o reivindicar na pol\u00edtica, batom? E os direitos humanos? perguntou Jack o Marujo. Humanos? responderam as sereias<\/p>\n<p>Siga o meu ritmo, disse a ginasta. Imposs\u00edvel, sigo o das ondas, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>A P\u00e1tria precisa do Sr., disse o magistrado. Ela est\u00e1 em boas m\u00e3os, Excel\u00eancia, disse Jack o Marujo. S\u00f3 precisa de uns ajustes de garrucha<\/p>\n<p>O sr. quer mandar algo bonito para ela? perguntou o poeta.De mim ela ter\u00e1 s\u00f3 sal e esse rosnar da solid\u00e3o na noite alta, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>E onde ponho esse resto de saudade que est\u00e1 no ch\u00e3o?perguntou o encarregado. Jogue no mar.Ele ir\u00e1 matar a sede com isso, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Tanta sereia e o Sr. descornado s\u00f3 por uma, disse o conquistador. Esta sabia o Cisne Branco de c\u00f3r,disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>O Sr. n\u00e3o tem medo, capit\u00e3o? perguntou a estudante. O mar engoliu a terra,mas me poupou. O que deveria temer? disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Onde est\u00e1 seu Norte? perguntou o educador. Pendurado na ultima agulha de um naufr\u00e1gio, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Um almirante estrangeiro rendeu a esquadra diante do seu barco? perguntou o sargento. \u00c9 imposs\u00edvel derrotar um bravo, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Primeira vez que vejo o mar, disse o lavrador. Ent\u00e3o o mar nasceu agora, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>ESCAMAS<\/p>\n<p>Vamos descer e tomar hectolitros de rum? disse o Imediato. Pode ir. Eu fico. Ouvi um barulho de escamas em Sumatra, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Infeliz o dia em que te conheci, disse Jack o Marujo. Agora \u00e9 tarde, disse a sereia pelo pombo correio<\/p>\n<p>Vou me embora \u00e0 meia noite, disse a sereia. Escama perdida depois do baile cabe em qualquer uma, cuidado, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Est\u00e1 com a cara marcada, levaste uma surra da sereia? perguntou o invasivo. Homem n\u00e3o bate em sereia, disse Jack o Marujo. Homem apanha<\/p>\n<p>Quem inventou &#8220;nem tanto ao mar nem tanto \u00e0 terra&#8221;? perguntou o fil\u00f3logo. Algu\u00e9m que ficou ancorado com a sereia no cais,disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>Vou libert\u00e1-lo dessas correntes, disse a Rainha depois da batalha. S\u00f3 a sereia tem a chave, confessou Jack o Marujo<\/p>\n<p>O sr. acredita em Deus? perguntou a sereia rec\u00e9m capturada. Agora acredito, disse Jack o Marujo<\/p>\n<p>De que \u00e9 feito esse teu capit\u00e3o? perguntou a curiosa. Jack o Marujo \u00e9 feito de a\u00e7o, mas flutua, respondeu a sereia<\/p>\n<p>O que \u00e9 o amor? perguntou o Grumete. \u00c9 um presente secreto da Lua cheia e das manh\u00e3s de sol depois do naufr\u00e1gio, disse Jack o Marujo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Na guerra, \u00e9 adaga e garrucha. No desaforo, \u00e9 prancha. 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