{"id":3188,"date":"2012-01-01T08:35:20","date_gmt":"2012-01-01T10:35:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=3188"},"modified":"2012-01-01T08:35:20","modified_gmt":"2012-01-01T10:35:20","slug":"o-amor-em-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/o-amor-em-pessoa","title":{"rendered":"O AMOR EM PESSOA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Um abra\u00e7o bem longo, assim como um poema que deixa marca depois de ser recitado pelo amor em pessoa<\/p>\n<p>O amor est\u00e1 pr\u00f3ximo demais para ser percebido. At\u00e9 que algo nela te toca de improviso. \u00c9 quando cai tua ficha, novi\u00e7o<\/p>\n<p>Um telefone toca no breu. Tua voz ilumina o c\u00e9u como uma invas\u00e3o alien\u00edgena<\/p>\n<p>Trago o amor para conserto. Imposs\u00edvel, disseram na oficina. Est\u00e1 arrebentado. O que houve,deixou cair? Atropelei sem querer. N\u00e3o sobrevivi<\/p>\n<p>Amor \u00e9 o que voc\u00ea sente, n\u00e3o o que voc\u00ea cobra. Obsess\u00e3o n\u00e3o \u00e9 amor, \u00e9 chatice<\/p>\n<p>Colocar-se como paradigma das virtudes amorosas \u00e9 sinal evidente de falta de amor<\/p>\n<p>Amor \u00e9 um s\u00f3 e eterno. Ele encarna in\u00fameras vezes ao longo da vida e \u00e0s vezes ao mesmo tempo em mais de um alvo. Isso n\u00e3o o torna um crime<\/p>\n<p>Amor pode se transmutar, como nas cris\u00e1lidas. Ningu\u00e9m condena uma borboleta porque n\u00e3o \u00e9 mais a mesma<\/p>\n<p>\u00c0s vezes pinta um lance bonito com algu\u00e9m, mas como tempo a pessoa se revela medonhamente chata. O amor se manda<\/p>\n<p>Amor \u00e9 animal arisco. Se esconde na mata, rouba alimento, arranha. N\u00e3o tente domestic\u00e1-lo<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea prometeu! Sim, mas mudei de id\u00e9ia. Meu sentimento n\u00e3o tem nada a ver com isso<\/p>\n<p>Culpa de g\u00eanero: eis a besteira. Porque homem \u00e9 assim, mulher assado. Somos indiv\u00edduos, n\u00e3o colm\u00e9ias<\/p>\n<p>O amor \u00e9 o \u00faltimo reduto da natureza. Se veste, se arruma, p\u00f5e sapato, como toda criatura. Mas n\u00e3o se entrega. Qualquer coisa, d\u00e1 rasteira<\/p>\n<p>Quando o poema diz eu, diz \u201ceu, personagem\u201d. Vou repetir isso at\u00e9 o final dos tempos. O \u201ceu poeta\u201d \u00e9 indevass\u00e1vel, n\u00e3o est\u00e1 na berlinda<\/p>\n<p>Voc\u00ea fez o que lhe pedi? Se houve sil\u00eancio, essa \u00e9 a resposta.<\/p>\n<p>\u00c9 intoler\u00e1vel que usem a exposi\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias sociais para fazer criticas pessoais p\u00fablicas, principalmente injustas. Chama-se covardia<\/p>\n<p>Quando me agridem, acuso o golpe. A tend\u00eancia natural \u00e9 me esconder. Mas cai e ficha e vejo o tamanho da covardia. A\u00ed revido<\/p>\n<p>Quando a vida a dois fica aborrecida, o amor j\u00e1 pegou a estrada<\/p>\n<p>Por ser animal arisco, juraram que o amor n\u00e3o existe. Ou s\u00f3 serve para apelo comercial.Mas algo urra na mata fechada. \u00c9 o cora\u00e7\u00e3o,teu susto<\/p>\n<p>Cora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma met\u00e1fora, representa o sentimento amoroso, nada tem a ver com o \u00f3rg\u00e3o f\u00edsico.<\/p>\n<p>Contaste teu caso com detalhes, mas ela foi ao revide e te apresentou um chegado. Voc\u00eas sa\u00edram no tapa. Foi feio<\/p>\n<p>Tudo bem que voc\u00ea seja linda de doer. Mas que ainda por cima tenha sardas eu acho covardia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Um abra\u00e7o bem longo, assim como um poema que deixa marca depois de ser recitado pelo amor em pessoa O amor est\u00e1 pr\u00f3ximo demais para ser percebido. At\u00e9 que algo nela te toca de improviso. \u00c9 quando cai tua ficha, novi\u00e7o Um telefone toca no breu. 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