{"id":3307,"date":"2012-01-15T16:58:49","date_gmt":"2012-01-15T18:58:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=3307"},"modified":"2012-01-15T16:58:49","modified_gmt":"2012-01-15T18:58:49","slug":"fonte-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/fonte-2","title":{"rendered":"FONTE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Quando todos calam, poesia \u00e9 n\u00e3o parar de dizer<\/p>\n<p>Poema nasce de uma fonte que n\u00e3o se contamina. Nem com teu verbo em f\u00faria<\/p>\n<p>Destru\u00edram a mem\u00f3ria, fonte da cultura. Manipularam o tempo. Esqueceram a poesia por desprez\u00e1-la. Foi quando a palavra sobrevivente veio do levante<\/p>\n<p>A cidade foi receber o poema que cruzou o deserto. Beba da minha \u00e1gua, diziam para o peregrino. Mas ele aceitou apenas o mel do teu sorriso<\/p>\n<p>Os amores s\u00e3o colares que se rompem. Na ponta dos p\u00e9s colho contas no ch\u00e3o veloz do tempo<\/p>\n<p>Minha face oculta \u00e9 o sil\u00eancio que voc\u00ea pensa que \u00e9 medo. Meu medo oculto \u00e9 o segredo que voc\u00ea guarda no espelho<\/p>\n<p>Perseguimos o sol, mas somos sombras e precisamos saber onde se esconde a verdadeira flor, a que n\u00e3o sonha nos cadernos rotos desta trama<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o me ajoelho para a mulher que eu amo. Eu amo a mulher que me p\u00f5e de joelhos<\/p>\n<p>Voltei ao normal, minha flor. Esqueci de mim para morar no teu cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>S\u00f3 falta me dizer onde est\u00e1s. Assim posso colocar um pingo luminoso no mapa da minha saudade<\/p>\n<p>J\u00e1 era tarde quando acordei para tua aus\u00eancia. Corri at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o e o trem pegava a curva. Voei ent\u00e3o depois de dizer shazam<\/p>\n<p>Fizemos fogo para a noite alta. Da fric\u00e7\u00e3o \u00e0 labareda e depois a brasa. Por todo o tempo, fagulhas salpicavam o ar da madrugada: teus beijos<\/p>\n<p>N\u00e3o te feri, peregrina. Escolheste o caminho e compartilhamos. Tra\u00e7o meu rumo, sou cigano<\/p>\n<p>N\u00e3o coloque ningu\u00e9m contra a imagem partida do teu sonho. \u00c9 pior<\/p>\n<p>N\u00e3o tente seduzir a paix\u00e3o para teu deserto. N\u00e3o sobrevive<\/p>\n<p>S\u00f3 toco o teclado. Ficas intacta<\/p>\n<p>A verdade d\u00f3i em quem diz<\/p>\n<p>Me matas, ausente. Esse \u00e9 teu objetivo<\/p>\n<p>O universo partiu-se na cabe\u00e7a. Ceguei-me em sangue de estrelas e molhei o travesseiro onde guardava segredos. A vida \u00e9 um passo al\u00e9m do extremo<\/p>\n<p>Quietinha, me escutas. Falo demais e agora compartilho do sil\u00eancio. D\u00e1 para ouvir as pombas no telhado do mundo. O dia toma impulso, garoa<\/p>\n<p>\u00c9 v\u00edcio, releve. N\u00e3o consigo fazer diferente. Mas deixo tudo quando me acenas. Ent\u00e3o fico contigo at\u00e9 que o s\u00e9culo se espatife<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Quando todos calam, poesia \u00e9 n\u00e3o parar de dizer Poema nasce de uma fonte que n\u00e3o se contamina. Nem com teu verbo em f\u00faria Destru\u00edram a mem\u00f3ria, fonte da cultura. Manipularam o tempo. Esqueceram a poesia por desprez\u00e1-la. Foi quando a palavra sobrevivente veio do levante A cidade foi receber o poema que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[306],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3307"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3307"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3307\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3308,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3307\/revisions\/3308"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3307"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3307"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3307"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}