{"id":3433,"date":"2012-02-11T16:40:14","date_gmt":"2012-02-11T18:40:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=3433"},"modified":"2012-02-17T16:54:20","modified_gmt":"2012-02-17T18:54:20","slug":"moneyball-gestao-de-competencias-no-esporte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/moneyball-gestao-de-competencias-no-esporte","title":{"rendered":"MONEYBALL: GEST\u00c3O DE COMPET\u00caNCIAS NO ESPORTE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Taylorismo estat\u00edstico com recursos digitais aplicado ao beisebol para conseguir a vit\u00f3ria com poucos recursos, mas com a gest\u00e3o eficiente de compet\u00eancias. Parece at\u00e9 miss\u00e3o corporativa mas \u00e9 apenas a s\u00edntese que encontrei para o filme Moneyball \u2013 O homem que mudou o jogo, de 2011, dirigido por Bennett Miller. O roteiro \u00e9 do competente Seven Zaillian (Tempo de despertar, Lista de Schindler, Millenium, Gangues de Nova York, a Int\u00e9rprete etc.), baseado no livro de um especialista no assunto esporte, Michael Lewis, &#8220;Moneyball: a arte de vencer um jogo injusto&#8221;. Outro livro de Lewis j\u00e1 tinha nos dado o bom filme Um Sonho Poss\u00edvel (2009), ou The Blind Side, sobre o futebol Americano.<\/p>\n<p>Moneyball contou com a produ\u00e7\u00e3o de Brad Pitt, que tamb\u00e9m interpreta o gerente todo-poderoso Billy Beane, ex-jogador que acredita carregar a maldi\u00e7\u00e3o de ser p\u00e9-frio, por isso n\u00e3o assiste os jogos do seu time. Ele \u00e9 coadjuvado pelo surpreendente gordinho Jonah Hill no papel do formado em economia em Yale, Peter Brand, fonte da mudan\u00e7a de que nos fala o t\u00edtulo. O scholar trouxe a id\u00e9ia, as estat\u00edsticas, mais importante do que o carisma dos jogadores, o lugar comum da valoriza\u00e7\u00e3o pelas apar\u00eancias e a vis\u00e3o unilateral do jogo.<\/p>\n<p>Pois jogo \u00e9 neg\u00f3cio e busca o lucro. Para remunerar o investimento \u00e9 precisa vencer e para vencer s\u00f3 acumulando o maior n\u00famero de pontos. N\u00e3o importa o jogador, a performance na temporada, a experi\u00eancia ou mesmo a riqueza do time. Importa \u00e9 ser campe\u00e3o. N\u00e3o conta o tal esp\u00edrito esportivo, nem entre os torcedores, que se o clube n\u00e3o vence d\u00e3o as costas par ele nos est\u00e1dios, amea\u00e7am os jogadores e jogam tudo no gramado. Ganhar \u00e9 o que conta. Ent\u00e3o precisa saber que o caminho da vit\u00f3ria n\u00e3o s\u00e3o os craques ou a fama da camisa, mas os pontos ganhos. E isso se consegue coloca as pessoas certas no lugar certo para que cada posi\u00e7\u00e3o contribua para o resultado final. N\u00e3o se deve jogar toda a responsabilidade em cima de alguns craques, mas \u00e9 preciso fazer com o que o time todo some at\u00e9 chegar ao n\u00edvel esperado, o t\u00edtulo.<\/p>\n<p>Essa l\u00f3gica enfrenta ru\u00eddo. Os gestores tradicionais acreditavam que se tratava apenas de montar equipes a partir da valoriza\u00e7\u00e3o dos jogadores, fazendo os pre\u00e7os da temporada subir \u00e0 estratosfera. Billy Beane n\u00e3o contava com muitos recursos, revelava jogadores bons que eram vampirizados pelos times grandes. Precisava de uma solu\u00e7\u00e3o e ela veio por meio da teoria de que era preciso compor a equipe a partir do que cada um poderia render em fun\u00e7\u00e3o do resultado, fosse ele valorizado ou n\u00e3o. Numa pesquisa, foram selecionados alguns jogadores considerados \u201cbondes\u201d, mas eram apenas mal aproveitados, ou vitimas da maquina de moer carne do sistema formado pelas apar\u00eancias e as id\u00e9ias fixas.<\/p>\n<p>Com pouca verba e jogadores tidos como problem\u00e1ticos e ultrapassados, o time Oakland A&#8217;s conseguiu chegar \u00e0 final. N\u00e3o venceu, mas provou que a teoria funcionava. \u201cOs cr\u00edticos acham que isso nada tem a ver com o jogo, mas eles est\u00e3o apenas preocupados com seus empregos\u201d, diz o executivo do Red Sox quando convida Bean para dirigir o time (ele n\u00e3o aceita, prefere ficar no Oakland, onde est\u00e1 at\u00e9 hoje procurando ser campe\u00e3o). \u201cDepois do que voc\u00ea vez, todo o time que fizer o contr\u00e1rio ser\u00e1 considerado um dinossauro\u201d.<\/p>\n<p>Vemos no futebol como inflacionam os valores de jogadores em fun\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o e da lavagem de dinheiro. Tudo isso \u00e9 baseado numa mentalidade pr\u00e9-Billy Beane. Al\u00e9m de se basear nas estat\u00edsticas, \u00e9 preciso selecionar em fun\u00e7\u00e3o do rendimento de cada um, pegar o touro a unha, mudar de rumo quando necess\u00e1rio, fazer as trocas de craques, ousar. Gest\u00e3o bruta de recursos e gente pesada que vive do esporte. Como o indiferente e defasado treinador interpretado pelo magn\u00edfico Phillipe Seymor Hoffman, que com Brad Pitt, George Clooney, Matt Damon e Ricardo Darin faz parte do c\u00e2none da interpreta\u00e7\u00e3o de hoje, uma lista que talvez n\u00e3o ultrapasse uns dez nomes.<\/p>\n<p>Brad Pitt se supera. Quando pressiona algu\u00e9m em cena, mete medo, como aconteceu quando interpretou Jesse James. Tem um carisma impressionante e sabe o que faz diante das c\u00e2maras. Jonah Hill me parece um novo Dustin Hoffmann , o sujeito meio torto que se imp\u00f5e pelo enorme talento. Achei que seria mais um filme chato americano de winners e loosers, mas \u00e9 algo mais. O cruzamento entre matem\u00e1tica e administra\u00e7\u00e3o num nicho in\u00e9dito gerou uma excelente hist\u00f3ria e uma atualiza\u00e7\u00e3o sobre o que pega no esporte hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Taylorismo estat\u00edstico com recursos digitais aplicado ao beisebol para conseguir a vit\u00f3ria com poucos recursos, mas com a gest\u00e3o eficiente de compet\u00eancias. Parece at\u00e9 miss\u00e3o corporativa mas \u00e9 apenas a s\u00edntese que encontrei para o filme Moneyball \u2013 O homem que mudou o jogo, de 2011, dirigido por Bennett Miller. 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