{"id":72,"date":"2005-05-13T21:13:36","date_gmt":"2005-05-13T23:13:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/nei-wp\/wordpress\/?p=72"},"modified":"2009-12-21T20:05:33","modified_gmt":"2009-12-21T22:05:33","slug":"augie-rose-vidas-cruzadas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/augie-rose-vidas-cruzadas","title":{"rendered":"AUGIE-ROSE:-VIDAS-CRUZADAS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p><img src=\"..\/..\/..\/neiduclos\/imagens\/fotos\/augie.jpg\" alt=\"\" align=\"left\" \/>Duas vidas se cruzam num assalto e fundem-se numa s\u00f3. O filme Augie Rose &#8211; Al\u00e9m da suspeita (roteiro e dire\u00e7\u00e3o de Matthew Tabak, 2000) , aborda de forma original um tema recorrente no cinema americano, o da segunda chance. Num pa\u00eds que se divide entre vencedores e perdedores, a perda costuma ser insumo para a retomada rumo \u00e0 vit\u00f3ria, mesmo que esta fique limitada a uma volta por cima e n\u00e3o ao sucesso propriamente dito.<\/p>\n<p>O vendedor de seguros (Jeff Goldblum) aprisionado numa vida artificial e vazia, sente-se culpado pelo assassinato de um empregado da loja de bebidas durante um assalto. Descobre, em meio \u00e0 indiferen\u00e7a geral, que a v\u00edtima, sem parentes ou amigos, passou vinte anos na cadeia e procurava reconstruir a vida a partir de um emprego e o amor que desabrochou pelo correio. A vinda da namorada postal (Anne Herche), que n\u00e3o sabe da morte do seu desconhecido pretendente, seduz o ex-corretor, que assume o papel do morto. Ele se sente respons\u00e1vel pela continuidade de uma trajet\u00f3ria que foi destru\u00edda, ainda na semente, por uma bala, e assume o outro com uma obsess\u00e3o e uma garra que lhe escapava na sua vidinha normal.<\/p>\n<p>H\u00e1 complica\u00e7\u00f5es nessa substitui\u00e7\u00e3o. A tenta\u00e7\u00e3o ao crime, que volta na figura de um detento em liberdade condicional, e o convida para um roubo, leva o corretor a descobrir o \u00f3bvio: ele, em liberdade, era capaz de fraudar o sistema de seguros, enquanto o homem assassinado (que na hora de morrer identificou-se e o chamou de amigo) estava decidido a se afastar de um novo erro. A rotina do corretor revela-se criminosa e a decis\u00e3o do ex-presidi\u00e1rio assassinado aponta para a reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De onde vem a honestidade na hora da verdade com a namorada? Certamente n\u00e3o do homem que ganhava dinheiro mentindo para as pessoas sobre seguros de vida, mas daquele que se foi e tentava reconstruir o sonho de viver livre. O corretor desconhecia a culpa e tomou contato com ela na hora do assalto. O ex-prisioneiro sabia-se culpado e purgava o retorno decidido a acertar. Duas vidas que viram uma s\u00f3, a de quem olhava para a frente.<\/p>\n<p>O filme sobra em compet\u00eancia, e mant\u00e9m o espectador ligado no ritmo reflexivo da a\u00e7\u00e3o, que os atores carregam n\u00e3o como um fardo, mas como um feixe de cartas de amor embaixo de um colch\u00e3o barato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas vidas se cruzam num assalto e fundem-se numa s\u00f3. O filme Augie Rose &#8211; Al\u00e9m da suspeita (roteiro e dire\u00e7\u00e3o de Matthew Tabak, 2000) , aborda de forma original um tema recorrente no cinema americano, o da segunda chance.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1576,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72\/revisions\/1576"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}