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A Grécia – Arte Grega Antiga

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    Á Grécia

    Reserva feita da opinião dos que sustentam — será acaso um paradoxo? — que a arte grega nunca cessou de viver pois que inspira ainda hoje toda a Europa, esta arte teve uma existência bastante breve. Durou praticamente do vil século até cerca do ano 150 antes de Jesus Cristo, até à conquista romana. O seu domínio também foi relativamente limitado: Grécia propriamente dita. Asia Menor e Grande Grécia.

    Mas a sua duração global dá uma ideia bastante imperfeita dos fenómenos ocorridos: importa ter em consideração épocas em que o movimento se acelera; menos de cem anos bastam para passar do Triplo ATereuáo Hecatompédon às esculturas de Parténon.

    OS FORJADORES DE IDEAIS | O Homem Medíocre

    O Homem Medíocre (1913)

    José Ingenieros (1877-1925)

     

    Capítulo VIII – OS FORJADORES DE IDEAIS

    I. O clima do gênio. — II. Sarmiento. — III. Ameghino. — IV. A moral do gênio.

    I — O clima do gênio

    A desigualdade é força e essência de toda seleção. Não existem dois lírios iguais, nem duas águias, nem dois lagartos, nem dois homens: tudo o que vive, é incessantemente desigual. Em toda primavera, algumas árvores florescem antes de outras, como se fossem preferidas pela Natureza, que sorri ao sol fecundante; em certas etapas da história humana, quando se plasma um povo, se cria um estilo ou se formula uma doutrina, alguns homens excepcionais antecipam sua visão à dos outros; concretizam-se num Ideal, e a expressam de tal maneira, que perdura através dos séculos. Arautos, a humanidade os escuta; profeta, acredita neles; capitães, segue-os; santos, imita-os. Enchem uma era, ou assinalam uma rota: semeando algum germe fecundo de novas verdades, pondo a sua assinatura em destinos de raças, criando harmonias, forjando belezas…

    A genialidade é uma coincidência. Surge como chispa luminosa no ponto onde se encontram as mais excelentes aptidões de um homem, e a necessidade social de aplicá-las no desempenho de uma missão transcendente. O homem extraordinário só ascende à genialidade se encontra clima propócio: a melhor somente necessita da terra mais fecunda. A função reclama o órgão: o gênio torna atual o que, no seu clima, é potencial.

    Nenhum filósofo, estadista, sábio ou poeta, alcança genialidade, enquanto, em seu meio, sentir-se exótico ou inoportuno; necessita de condições favoráveis de tempo e de lugar, para que a sua aptidão se converta em função e marque uma época na história.

    ÁUREA MEDIOCRITAS – Capítulo I de “O Homem Medíocre de José Ingenieros”

    I.
    ÁUREA MEDIOCRITAS ?
    — II.
    OS HOMENS
    SEM PERSONALIDADE. — III. EM TORNO DO HOMEM MEDÍOCRE. —
    IV. CONCEITO SOCIAL DA MEDIOCRIDADE. — V. o ESPÍRITO
    CONSERVADOR. — VI. PERIGOS SOCIAIS DA MEDIOCRIDADE. — VII.    a VULGARIDADE.

    I
    Áurea mediócritas?

    Há uma certa hora em que o pastor ingênuo se
    assombra diante da natureza que o circunda. A penumbra se adensa; a côr das
    coisas se uniformiza no cinzento homogêneo das
    silhuetas, as primeiras humidades crepusculares levantam, de
    todas as ervas, um vago perfume; aquieta-se o rebanho para dormir; o sino
    remoto tange o seu aviso vesperal. A impalpável
    claridade
    lunar vai se esbranqui çando,
    ao
    cair sobre as coisas;
    algumas estrelas inquietam o firmamento com a sua
    titila ção, e um longínquo rumor de arroio brincando nas brenhas,
    parece
    conservar sobre misteriosos temas. Sentado
    sobre a pedra menor áspera que encontra à beira do
    caminho, o pastor contempla e emudece. convidando
    em vão a meditar pela convergência do sítio e da hora. Sua admiração primitiva
    é simples estupor. A poesia natural que o rodeia, ao
    refletir-se em sua imaginação, não se converte em poema. Êle é,
    apenas , um objeto no quadro, uma pincelada: como a pedra, a árvore a ovelha, o
    caminho; um acidente na penumbra. Para
    êle, todas as coisas foram sempre as assim
    continuarão a ser, desde a terra que pisa até o rebento que apascenta.

    A criação do mundo pelo Demiurgo no Timeu de Platão

    A obra essencial de Platão, para a sua cosmologia, é o Timeu.
    Este diálogo influiu, como nenhuma outra obra, sobre as idéias cosmológicas
    do Ocidente. Foi também lido na Idade-Média, na tradução latina de Cícero e de Calcímo, junto com o comentário deste. Nele se inspira
    particularmente a cosmografia e a enciclopédia medieval, como, por exemplo, a
    de Guilherme de Conches ou a de Honório de Autun. Mesmo Galileu buscou nela decisivas
    motivações para o esboço matemático do seu sistema cosmológico. E, em particular,
    segue a concepção teleológica da natureza toda, até hoje, na suas pegadas, e
    vem, como em Platão, dar numa
    psico-teologia. Como na sua psicologia, também aqui recorre Ale,
    freqüentemente, ao mito. Primeiro, por não haver ciência exata no domínio do
    mundo espácio-temporal, como êle diz; e, depois, porque a imagem e o símbolo,
    pelo menos, deixam pressentir o que o conceito puro não é capaz de apreender.

    Platão
    contrapõe claramente o nosso mundo físico ao mundo das Idéias. Designa-o
    como o mundo visível (λοτοζ δρατοζ),
    em oposição ao mundo pensável das Idéias, pois não encerra nenhuma realidade,
    estando sempre em mudanças, sendo, por isso, algo de múltiplo, divisível,
    indeterminado, ilimitado, sem medidas, grande e pequeno. Antes de tudo. porém,
    o inundo físico está encerrado no tempo e no espaço, é apenas aparência das
    Idéia.s, no sentido de cópia delas. Platão
    diz, por isso, que êle é participante das Idéias (μεθτεξιζ),
    e, só assim, pode conservar uma existência aparente. É uma como cera informe,
    moldada pela Idéia; ou como a ama, que recebe
    e cria o menino, cujo pai verdadeiro é a Idéia. Assim como a
    percepção sensível só pode existir e ser lida pela idéia, assim
    também o mundo dos sentidos, somente pela idéia.

    A Providência – Curso de Filosofia de Jolivet

    Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Terceiro A  PROVIDÊNCIA ART. I.    NOÇÃO DE PROVIDÊNCIA 231 1. Definição. — Tudo quanto dissemos até agora de Deus volta a afirmar a realidade da Providência divina, isto é, da ação yue Deus exerce sobre a criatura para conservá-la e dirigi-la para seu fim com sabedoria e bondade, [...]

    A Criação – Curso de Filosofia de Jolivet

    Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo A   CRIAÇÃO 228 Do que precede, resulta com evidência que Deus, sendo radicalmente distinto de um universo que não tem e não pode ter em si mesmo sua razão suficiente, deve ser o criador deste universo- O fato da criação não está então mais em questão, mas [...]

    A VIDA SENSÍVEL – Curso de Filosofia de Jolivet – Psicologia

    Curso de Filosofia – Régis Jolivet PRIMEIRA PARTE A  VIDA&n bsp;  SENSÍVEL 97        Por vida sensível designa-se o conjunto dos fenômenos cognitivos e dinâmicos determinados no sujeito psicológico por excitações vindas dos objetos materiais externos ou que têm por fim os objetos sensíveis externos. Esta dupla série de fenômenos, especificamente distintos, mas em relação mútua [...]

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