<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: USO E ABUSO DE DROGAS PELO JOVEM: UM BEM OU UM MAL?</title>
	<atom:link href="http://www.consciencia.org/uso-e-abuso-de-drogas-pelo-jovem-um-bem-ou-um-mal/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.consciencia.org/uso-e-abuso-de-drogas-pelo-jovem-um-bem-ou-um-mal</link>
	<description>Filosofia e Ciências Humanas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 12 Feb 2012 08:30:18 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Breno Bastos</title>
		<link>http://www.consciencia.org/uso-e-abuso-de-drogas-pelo-jovem-um-bem-ou-um-mal/comment-page-1#comment-7112</link>
		<dc:creator>Breno Bastos</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 15:42:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.consciencia.org/uso-e-abuso-de-drogas-pelo-jovem-um-bem-ou-um-mal#comment-7112</guid>
		<description>Marcelo, agradeço o elogio do texto e sua preciosa análise. 

Recordo muito alegremente que esse foi meu primeiro texto científico sobre filosofia: meu trabalho de Conclusão de Curso na UFRJ. Faz muito tempo! E, enquanto TCC, não tive por objetivo uma análise mais aprofundada sobre o tema, mesmo porque não haveria tempo hábil para isso. Percebo que, embora o texto fosse diverso do apresentado se por mim fosse escrito hoje, a estrutura permaneceria a mesma. 

Quanto a Platão, não vejo erro algum, à priori. As preposições se referem às teses, apenas. Não foi objetivo do trabalho um debate sobre lógica, motivo pelo qual não adentrei no universo da epistemologia. Tão somente apresentei algumas teses e as re-interpretei segundo a problemática da toxicomania. 

Contudo, devemos lembra que a ética platônico é essencialmente metriopática: a paixão é substancial ao homem, embora a razão deva comandar, como sugere o Mito do Cocheiro. Nesse sentido, não vejo como erro a interpretação dada ao Mito da Caverna: o jovem sob torpor age necessariamente segundo às paixões e, nesse sentido, está cego e vive no &quot;mundo da lua&quot;, como o senhor sugere. 

Não usei a teoria estóica da Representação Cataléptica e hoje vejo que teria me sido útil na época. Apenas fiz algumas breves citações da Stoa Imperial, de nossos conselheiros morais Sêneca e Marco Aurélio. Ainda assim, percebo que, segundo suas próprias diretrizes éticas, o raciocínio permaneceria inalterado. E mais: em se tratando dos estóicos, seria ainda mais incisivo que Platão no tocante às paixões. 

É necessário ver os autores por eles mesmos. Uma visão kantiana ou Nietzscheniana de Platão ou dos estóicos será sempre refratária. Experimente ler o autor pelo próprio autor, e veja o resultado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Marcelo, agradeço o elogio do texto e sua preciosa análise. </p>
<p>Recordo muito alegremente que esse foi meu primeiro texto científico sobre filosofia: meu trabalho de Conclusão de Curso na UFRJ. Faz muito tempo! E, enquanto TCC, não tive por objetivo uma análise mais aprofundada sobre o tema, mesmo porque não haveria tempo hábil para isso. Percebo que, embora o texto fosse diverso do apresentado se por mim fosse escrito hoje, a estrutura permaneceria a mesma. </p>
<p>Quanto a Platão, não vejo erro algum, à priori. As preposições se referem às teses, apenas. Não foi objetivo do trabalho um debate sobre lógica, motivo pelo qual não adentrei no universo da epistemologia. Tão somente apresentei algumas teses e as re-interpretei segundo a problemática da toxicomania. </p>
<p>Contudo, devemos lembra que a ética platônico é essencialmente metriopática: a paixão é substancial ao homem, embora a razão deva comandar, como sugere o Mito do Cocheiro. Nesse sentido, não vejo como erro a interpretação dada ao Mito da Caverna: o jovem sob torpor age necessariamente segundo às paixões e, nesse sentido, está cego e vive no &#8220;mundo da lua&#8221;, como o senhor sugere. </p>
<p>Não usei a teoria estóica da Representação Cataléptica e hoje vejo que teria me sido útil na época. Apenas fiz algumas breves citações da Stoa Imperial, de nossos conselheiros morais Sêneca e Marco Aurélio. Ainda assim, percebo que, segundo suas próprias diretrizes éticas, o raciocínio permaneceria inalterado. E mais: em se tratando dos estóicos, seria ainda mais incisivo que Platão no tocante às paixões. </p>
<p>É necessário ver os autores por eles mesmos. Uma visão kantiana ou Nietzscheniana de Platão ou dos estóicos será sempre refratária. Experimente ler o autor pelo próprio autor, e veja o resultado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Marcelo Telles</title>
		<link>http://www.consciencia.org/uso-e-abuso-de-drogas-pelo-jovem-um-bem-ou-um-mal/comment-page-1#comment-6806</link>
		<dc:creator>Marcelo Telles</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 15:27:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.consciencia.org/uso-e-abuso-de-drogas-pelo-jovem-um-bem-ou-um-mal#comment-6806</guid>
		<description>Ótimo texto! Mais sinto em dizer que discordo em gênero, número e grau sobre a relação dada entre os prisioneiros da caverna, e os jovens usuários de drogas. Soou até preconceituosa tal análogia, e enclusive faláciosa: &#039;non sequitur&#039;, falta uma análise mais aprofundada e mais pormenorizada aos motivos que levam um jovem a usar drogas, essa comparação um tanto ingênua. De tal forma que me surpreendeu tal engano estar contido num site dedicado à filosofia.

Perceba que tal relação entre ambos não foi sustentada, mas apenas foi arquitetada uma série de preposições com base numa premissa não esclarecida, levando a acreditar que os jovens drogados tal como são, devem ser considerados como os abtusos prisioneiros da alegoria da caverna.

&quot;O jovem que se droga age como um prisioneiro. Não conhecendo o exterior da caverna, acredita que o interior representa o mundo real. É aí que ele vive. É aí que ele toma decisões, embora de modo necessariamente viciado porque dentro da caverna. Não toma outras atitudes, uma vez que não as conhece. E além de não as conhecer, acha-as impertinentes e confusas. Como poderia viver dessa forma?&quot;

*Uma consideração crítico de tal análogia deve ser explicitada: os prisioneiros da caverna nunca conheceram a luz, não possuem qualquer conhecimento de como poderia ser uma realidade adjacente a deles, diferentemente: o jovem usuário de drogas nem sempre foi assim, possui a consciência de como é a experiência da vida sem as drogas. 
Por isso essa argumentação é essêncialmente falha. Pois parte de um juízo errôneo de que o jovem usuário de drogas, não conhecesse o mundo de outra forma, senão aquele seu estado temporarário de embriaguez. Como se fosse um cabeça de vento que vivesse 100% de seu tempo no &quot;mundo da lua&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo texto! Mais sinto em dizer que discordo em gênero, número e grau sobre a relação dada entre os prisioneiros da caverna, e os jovens usuários de drogas. Soou até preconceituosa tal análogia, e enclusive faláciosa: &#8216;non sequitur&#8217;, falta uma análise mais aprofundada e mais pormenorizada aos motivos que levam um jovem a usar drogas, essa comparação um tanto ingênua. De tal forma que me surpreendeu tal engano estar contido num site dedicado à filosofia.</p>
<p>Perceba que tal relação entre ambos não foi sustentada, mas apenas foi arquitetada uma série de preposições com base numa premissa não esclarecida, levando a acreditar que os jovens drogados tal como são, devem ser considerados como os abtusos prisioneiros da alegoria da caverna.</p>
<p>&#8220;O jovem que se droga age como um prisioneiro. Não conhecendo o exterior da caverna, acredita que o interior representa o mundo real. É aí que ele vive. É aí que ele toma decisões, embora de modo necessariamente viciado porque dentro da caverna. Não toma outras atitudes, uma vez que não as conhece. E além de não as conhecer, acha-as impertinentes e confusas. Como poderia viver dessa forma?&#8221;</p>
<p>*Uma consideração crítico de tal análogia deve ser explicitada: os prisioneiros da caverna nunca conheceram a luz, não possuem qualquer conhecimento de como poderia ser uma realidade adjacente a deles, diferentemente: o jovem usuário de drogas nem sempre foi assim, possui a consciência de como é a experiência da vida sem as drogas.<br />
Por isso essa argumentação é essêncialmente falha. Pois parte de um juízo errôneo de que o jovem usuário de drogas, não conhecesse o mundo de outra forma, senão aquele seu estado temporarário de embriaguez. Como se fosse um cabeça de vento que vivesse 100% de seu tempo no &#8220;mundo da lua&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

