DANÇA

jan 1st, 2012 | Por | Categoria: Poesia        

Nei Duclós
Sou inventado pelo bem querer
não posso amar quem me despreza
nenhum motivo mantém preso
o coração em campo aberto

Rodízio de musas, carrossel de temas
vão desfiando os poemas
na roca da fiação de suas promessas
Elas mantém o jugo, mas sem cárcere

e obedecem apenas ao comando
do maestro em baile à luz de velas
ao som de um violino ou de uma banda

Dobrado, valsa ou tango, não importa
o que vale é o passo que confessa
a comunhão de corpos numa dança

Deixar comentário