{"id":109,"date":"2005-05-13T21:47:51","date_gmt":"2005-05-13T23:47:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/nei-wp\/wordpress\/?p=109"},"modified":"2009-12-20T19:18:38","modified_gmt":"2009-12-20T21:18:38","slug":"a-danca-dos-sete-veus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/a-danca-dos-sete-veus","title":{"rendered":"A Dan\u00e7a dos Sete V\u00e9us"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong> <em>Sobre o livro &#8220;Orientalismo &#8211; O oriente como inven\u00e7\u00e3o do ocidente&#8221;, de Edward W. Said <\/em><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\" align=\"center\" background=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/bgs\/bgorientalismo.jpg\">\n<tbody>\n<tr>\n<td background=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/bgs\/bgorientalismo.jpg\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\" align=\"center\" bgcolor=\"white\" background=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/bgs\/cinza2.gif\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" width=\"100%\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div><img src=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/fotos\/orientalismo6.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/div>\n<div><span style=\"font-family: ARIAL; color: #94280a; font-size: xx-small;\"><strong>A DAN\u00c7A DOS SETE V\u00c9US<\/strong>*<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: ARIAL; color: #b9201b;\">O oriente &#8220;real&#8221; \u00e9 a virgem prometida que no fim da festa \u00e9 sonegada ao leitor <\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: CoURIER NEW,Courier;\"><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><img src=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/icons\/U2.gif\" alt=\"\" align=\"left\" \/>m bom livro vale tanto pelas perguntas que provoca quanto por suas revela\u00e7\u00f5es. No caso desta obra publicada originalmente em 1978 por Edward W. Said, da Universidade de Stanford, da California, esse duplo benef\u00edcio se imp\u00f5e, primeiro, por ser uma tese bem fundamentada de um fen\u00f4meno cultural atual\u00edssimo, especialmente no cinema, na televis\u00e3o, no notici\u00e1rio e na vis\u00e3o distorcida que costumamos fazer do Outro. Podemos assim sistematizar nossa posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o ao orientalismo que, segundo o autor, foi uma inven\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia para conquistar e dominar terras e povos situados numa vasta regi\u00e3o geogr\u00e1fica da \u00c1sia e da \u00c1frica e que mant\u00e9m-se at\u00e9 hoje, imut\u00e1vel na sua ess\u00eancia, servindo especialmente como instrumento da pol\u00edtica imperialista norte-americana. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Entre as in\u00fameras defini\u00e7\u00f5es de Said para seu objeto de estudo, o orientalismo \u00e9 descrito como uma rede de interesses, um estilo de pensamento e uma institui\u00e7\u00e3o organizada para negociar, dominar, reestruturar e ter autoridade sobre o Oriente. \u00c9 tamb\u00e9m um corpo criado de teoria e pr\u00e1tica, uma obra humana induzida e uma distribui\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia geopol\u00edtica em textos est\u00e9ticos, eruditos, econ\u00f4micos, sociol\u00f3gicos, hist\u00f3ricos e filol\u00f3gicos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Said adverte que id\u00e9ias, culturas e hist\u00f3rias n\u00e3o podem ser estudadas sem que a sua for\u00e7a, ou mais precisamente, sua configura\u00e7\u00e3o de poder seja tamb\u00e9m estudada. Por isso, procura mostrar que a cultura europ\u00e9ia ganhou em for\u00e7a e identidade comparando-se com o Oriente como uma esp\u00e9cie de identidade substituta e at\u00e9 mesmo subterr\u00e2nea, clandestina. Sua inten\u00e7\u00e3o, ao ilustrar, analisar e refletir sobre o orientalismo como um exerc\u00edcio de for\u00e7a cultural, \u00e9 promover o estudo das alternativas contempor\u00e2neas ao tema. Quer, assim, contribuir com uma perspectiva libert\u00e1ria &#8211; segundo sua pr\u00f3pria express\u00e3o &#8211; na investiga\u00e7\u00e3o de outras culturas e outros povos. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Ele entende que o &#8220;orientalismo acomodou-se com \u00eaxito ao novo imperialismo&#8221; e prop\u00f5e um novo enfoque para evitar os perigos e tenta\u00e7\u00f5es de se empregar esse tipo de estrutura cultural sobre si mesmo e sobre os outros. A perspectiva libert\u00e1ria de Said \u00e9 bastante ampla, extensiva a todos os estudiosos s\u00e9rios, pois ele encara como uma limita\u00e7\u00e3o a id\u00e9ia de que apenas os mu\u00e7ulmanos podem escrever sobre mu\u00e7ulmanos, ou negros sobre negros e assim por diante. Sua proposta \u00e9 descolonizar totalmente os estudos da \u00e1rea para evitar que o orientalismo seja mais uma das &#8220;algemas forjadas pela mente&#8221;. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">A consist\u00eancia do seu enfoque n\u00e3o elimina, entretanto, algumas d\u00favidas que se manifestam como o segundo benef\u00edcio do livro, pois a partir desta pesquisa, somos obrigados a colocar em xeque o maior n\u00famero de aspectos poss\u00edveis sobre o assunto. A primeira delas \u00e9 sobre a resist\u00eancia gran\u00edtica do paradigma (ou &#8220;consenso de pesquisa acad\u00eamica&#8221;, conceito emprestado de Thomas Kuhn) transformado em dogma. Por dois s\u00e9culos o orientalismo manteve-se id\u00eantico, sem mudar de natureza? Ou seja, a especialidade da \u00e9poca de Napole\u00e3o conserva-se no tempo at\u00e9 chegar aos nossos dias para servir de arma ideol\u00f3gica no Oriente M\u00e9dio? Essa d\u00favida persiste, mesmo levando-se em considera\u00e7\u00e3o todas as transforma\u00e7\u00f5es apontadas por Said, de que o orientalismo nasce a partir dos antiqu\u00e1rios, cresce no s\u00e9culo 19 junto com a expans\u00e3o europ\u00e9ia, especializa-se na fun\u00e7\u00e3o de artigo de uso na virada para o s\u00e9culo 20 e torna-se moeda de capital simb\u00f3lico fundamental para a pol\u00edtica externa dos Estados Unidos depois da Segunda Guerra. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"> <span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"> A impress\u00e3o que se tem &#8211; e isso precisaria de um estudo mais detalhado &#8211; \u00e9 que Said partiu da situa\u00e7\u00e3o de hoje &#8211; onde o orientalista participa da guerra ideol\u00f3gica contra os \u00e1rabes &#8211; e projeta sua cr\u00edtica at\u00e9 o s\u00e9culo 18, numa viagem anacr\u00f4nica apresentada no livro pelo avesso &#8211; ou melhor, de tr\u00e1s para diante. Um dos embasamentos para esta observa\u00e7\u00e3o \u00e9 a maneira unilateral (sempre negativa) como Said se refere a uma das for\u00e7as culturais que impulsionaram o orientalismo no in\u00edcio, ou seja, o Romantismo. <\/span> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Como nota Gerd Bornheim, os rom\u00e2nticos &#8220;valorizaram tamb\u00e9m a \u00c1sia e sobretudo a \u00cdndia, dando in\u00edcio a uma atitude n\u00e3o apenas exterior, mas voltada, respeitosamente (grifo meu) , para a cultura e para a religi\u00e3o dos pa\u00edses asi\u00e1ticos. Isso \u00e9 t\u00e3o importante que podemos dizer que, desde o Romantismo, a Europa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas a Europa, a ponto de Paul Val\u00e9ry poder perguntar se ela n\u00e3o seria t\u00e3o-somente um cabo da \u00c1sia.&#8221; A procura do Outro, o entranhamento nas terras ignotas, a busca de conhecimentos anteriores ao cristianismo, o estudo de l\u00ednguas mortas, todas as preocupa\u00e7\u00f5es, enfim, dos rom\u00e2nticos que influenciaram o nascimento do orientalismo e acabaram relativizando a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de Europa, s\u00e3o excessivamente reduzidas ao impulso pol\u00edtico, aos interesses comerciais, \u00e0 barb\u00e1rie imperialista. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Isso \u00e9 verificado quando o autor reconhece que o orientalismo era uma erudi\u00e7\u00e3o, apesar de ser um equ\u00edvoco. A d\u00favida \u00e9: por que, neste livro, a erudi\u00e7\u00e3o \u00e9 todo o tempo subestimada em favor dos erros? N\u00e3o estaria, neste caso, o orientalismo sendo submetido a uma camisa de for\u00e7a? Ser\u00e1 que este livro \u00e9 capaz de conter toda a diversidade ( n\u00e3o no sentido de extens\u00e3o, mas no de significados m\u00faltiplos e muitas vezes contr\u00e1rios) do orientalismo? \u00c9 claro que Said adverte sobre esse problema metodol\u00f3gico no primeiro cap\u00edtulo, mas ser\u00e1 que ele n\u00e3o estaria delimitando o campo de estudo \u00e0 custa da mutila\u00e7\u00e3o do tema? <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Um exemplo dessa limita\u00e7\u00e3o \u00e9 o papel atribu\u00eddo por Said aos orientalistas que atuaram no per\u00edodo pr\u00f3ximo \u00e0 Primeira Guerra Mundial. Bastaria dizer que o individualismo impunha uma vis\u00e3o diferenciada dos estudiosos dessa \u00e9poca? Ou seria preciso colocar a contradi\u00e7\u00e3o \u00e9tica de T.E.Lawrence, por exemplo, que \u00e9 a espinha dorsal do roteiro de Richard Bolt para a obra-prima de <a href=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/jornalismo\/lean.html\"><span style=\"color: black;\">David Lean<\/span><\/a> (&#8220;Lawrence of Arabia&#8221;, 1967), baseado nos &#8220;Sete Pilares de Sabedoria&#8221;? <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Acusar este texto de Lawrence &#8211; admirado pelo pragm\u00e1tico Churchill &#8211; de ser &#8220;patentemente ficcional&#8221; n\u00e3o elide o problema focal, que \u00e9 a divis\u00e3o interna do orientalista, puxado de um lado pelo mundo que escolheu e por outro pelo mundo ao qual pertence. Pode-se argumentar que, ao fim e ao cabo, o filme de Lean obedece aos par\u00e2metros apontados por Said ( personagens \u00e1rabes importantes, como o pr\u00edncipe Feisal, s\u00e3o representados por atores ocidentais) e que Lawrence realmente serviu ao imperialismo anglo-americano na briga contra os turcos e na manipula\u00e7\u00e3o dos \u00e1rabes. Mas isso s\u00f3 seria v\u00e1lido se Said pudesse provar que a contribui\u00e7\u00e3o da Revolta \u00c1rabe &#8211; onde Lawrence foi uma figura central &#8211; para os futuros movimentos nacionalistas no Oriente M\u00e9dio foi absolutamente nula. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"> <span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Outra d\u00favida importante \u00e9 sobre o conceito de Oriente real que aparece de surpresa no livro &#8211; compactuando com a vis\u00e3o pr\u00e9-concebida do leitor &#8211; e que, ao longo da exposi\u00e7\u00e3o, como numa dan\u00e7a dos sete v\u00e9us, revela-se uma ilus\u00e3o, uma representa\u00e7\u00e3o. Ele usa as express\u00f5es &#8220;Oriente real, realidade moderna do Oriente, o Oriente vivo, contempor\u00e2neo, o Oriente tal qual ele \u00e9&#8221; e conclui que &#8220;n\u00e3o \u00e9 tese deste livro sugerir que existe algo como um Oriente real ou verdadeiro.&#8221; \u00c9 como prometer a virgem e n\u00e3o entreg\u00e1-la ao noivo na hora das bodas.<span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">A d\u00favida \u00e9 a seguinte: por que Said n\u00e3o assume todas as implica\u00e7\u00f5es da an\u00e1lise do discurso logo no in\u00edcio do livro? Ao basear a tese na pesquisa do discurso orientalista, n\u00e3o seria fundamental voltar-se metodologicamente para esse enfoque, abra\u00e7ando todo o aparato te\u00f3rico decorrente dessa op\u00e7\u00e3o? Por que Said prefere envolver o leitor com uma an\u00e1lise do discurso fundada no paradigma marxista &#8211; j\u00e1 que \u00e9 o poder, a pol\u00edtica e o com\u00e9rcio que definem a delimita\u00e7\u00e3o do campo? Com um p\u00e9 em Ranke &#8211; j\u00e1 que ele cuida, no fundo, do orientalismo como um vetor da hist\u00f3ria do Estado -, outro em Marx &#8211; onde a for\u00e7a cultural, a superestrutura, \u00e9 condicionada pelas for\u00e7as econ\u00f4micas e pol\u00edticas do imperialismo, a infra-estrutura &#8211; Said invoca Hayden White de leve, como se temesse ser confundido com os modismos que carregaram o debate da historiografia nos anos 60, mais tarde denunciada por Pierre Bourdieu .<\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Se essas observa\u00e7\u00f5es forem corretas, o autor estaria projetando no seu livro o crime que detecta no seu objeto de estudo. Pois o orientalismo denunciado por Said fica parecido com o \u00e1rabe dos orientalistas &#8211; eterno e imut\u00e1vel. A diversidade do tema n\u00e3o convence Said de que o orientalismo \u00e9 um tema rebelde a qualquer esfor\u00e7o reducionista. Ao contr\u00e1rio: para Said, toda a multiplicidade das manifesta\u00e7\u00f5es orientalistas volta-se contra o pr\u00f3prio orientalismo, servindo apenas para confirmar o tom reacion\u00e1rio imputado ao tema ao longo de todo o livro. Talvez seja essa proje\u00e7\u00e3o &#8211; o estigma do assunto contaminando a an\u00e1lise cr\u00edtica &#8211; a grande dificuldade no estudo das ci\u00eancias humanas, um perigo t\u00e3o real quanto o anacronismo. O historiador e o cientista social se envolvem tanto com o campo delimitado que acabam ocupando nele uma posi\u00e7\u00e3o inc\u00f4moda. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">Essa amea\u00e7a assemelha-se \u00e0 s\u00edndrome de aprendiz de feiticeiro. \u00c9 como se o autor fosse levado, como Lawrence, de rold\u00e3o pelas for\u00e7as que desencadeia.<\/span><\/p>\n<div><img src=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/fotos\/orientalismo.jpg\" border=\"0\" alt=\"filme\" \/><\/div>\n<p><strong><span style=\"color: #cc9933;\"><br \/>\n<span style=\"font-family: ARIAL;\">BIBLIOGRAFIA<\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-family: ARIAL;\"><br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"10\" width=\"100%\" align=\"center\" bgcolor=\"#cc9933\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"><span style=\"font-family: ARIAL; color: #660000;\">BORHEIM, GERD-<em>&#8220;A filosofia do romantismo&#8221; in &#8220;O Romantismo&#8221;,<\/em> de J. Guinsburg (org.), RJ, Ed. Duas Cidades<br \/>\nBOURDIEU, PIERRE-<em>&#8220;Sur les rapports entre la sociologie et l&#8217;histoire en Allemagne et en France&#8221;,<\/em> Entretien avec Lutz Raphael, in &#8220;Actes de la recherce&#8221; n\u00famero 106\/107, mar\u00e7o de 1995, pgs. 108-122<br \/>\nSAID, EDWARD W.- <em>&#8220;Orientalismo, o Oriente como inven\u00e7\u00e3o do ocidente&#8221;-<\/em>SP, Companhia das Letras, 1996 <\/span><\/span><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><span style=\"font-family: Courier New,Courier; color: blue;\"><em><\/p>\n<div><span style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;\">*texto apresentado na cadeira de Teoria da Hist\u00f3ria ll, da professora Nanci Leonzo.<\/span><\/div>\n<p><\/em><\/span><\/p>\n<div>\n<div><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\">\u00a9 Nei Ducl\u00f3s &#8211; todos os direitos reservados<\/span><em><span style=\"font-family: Courier New,Courier;\"> <\/span><\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um bom livro vale tanto pelas perguntas que provoca quanto por suas revela\u00e7\u00f5es. No caso desta obra publicada originalmente em 1978 por Edward W. Said, da Universidade de Stanford, da California, esse duplo benef\u00edcio se imp\u00f5e, primeiro, por ser uma tese bem fundamentada de um fen\u00f4meno cultural atual\u00edssimo,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[15],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=109"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1373,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/109\/revisions\/1373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}