{"id":127,"date":"2005-05-15T14:39:45","date_gmt":"2005-05-15T16:39:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/nei-wp\/wordpress\/?p=127"},"modified":"2009-12-20T19:12:40","modified_gmt":"2009-12-20T21:12:40","slug":"a-ideia-de-salvacao-da-patria-na-memorialistica-militar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/a-ideia-de-salvacao-da-patria-na-memorialistica-militar","title":{"rendered":"A id\u00e9ia de salva\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria na memorial\u00edstica militar"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><br id=\"__mce\" \/> <img src=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/fotos\/1922.jpg\" alt=\"\" \/><br \/>\n<strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<div><em>Vogamos incessantemente entre objeto<\/em><br \/>\n<em>e a sua desmistifica\u00e7\u00e3o, incapazes <\/em><br \/>\n<em>de lhe conferir uma totalidade: pois,<\/em><br \/>\n<em>se penetramos o objeto, n\u00f3s o libertamos,<\/em><br \/>\n<em>mas tamb\u00e9m o destruimos; e, se lhe <\/em><br \/>\n<em>deixamos o seu peso, n\u00f3s o respeitamos,<\/em><br \/>\n<em>mas tamb\u00e9m o devolvemos ainda mais mistificado.<\/em><br \/>\n( Roland Barthes, Mitologias)<\/div>\n<p>MITOLOGIA TENENTISTA.<\/p>\n<p>As mem\u00f3rias dos militares que participaram dos movimentos armados na d\u00e9cada de 20 s\u00e3o relat\u00f3rios secos, objetivos, minuciosos, bem apropriados \u00e0 cultura da caserna. Dificilmente escorregam para o anedot\u00e1rio e a bravata. Em geral, a decis\u00e3o de escrever um livro serve para reparar uma injusti\u00e7a hist\u00f3rica, impor uma vers\u00e3o pessoal ao consenso e evitar o esquecimento. Exemplos: Juarez T\u00e1vora, Jo\u00e3o Alberto, Cordeiro de Farias e, do outro lado do balc\u00e3o, Goes Monteiro e Abilio de Noronha.<\/p>\n<p>Paradoxalmente, muitos autores que analisam esse per\u00edodo s\u00e3o apaixonados, em parte tendenciosos. Ou partem para o ataque frontal aos tenentes &#8211; como Paulo S\u00e9rgio Pinheiro em &#8220;Estrat\u00e9gias da Ilus\u00e3o&#8221; &#8211; ou para sua defesa &#8211; como Jo\u00e3o Quartim de Moraes em &#8220;A Esquerda Militar no Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>H\u00e1, naturalmente, excelentes trabalhos sobre o ambiente militar do per\u00edodo, como \u00e9 o caso de &#8220;Influ\u00eancia Estrangeira e Luta Interna do Ex\u00e9rcito&#8221;, de Manuel Domingos Neto (in &#8220;Os Partidos Militares no Brasil&#8221;), mas deve-se destacar a utiliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do tenentismo como um lugar comum da historiografia brasileira. Em 1933, por exemplo, Virg\u00ednio Santa Rosa, em &#8220;O que \u00e9 Tenentismo&#8221;, tenta encontrar na classe m\u00e9dia o papel revolucion\u00e1rio que caberia ao operariado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma tend\u00eancia em romancear o tenentismo, como atesta uma linhagem liter\u00e1ria que nasce com Jorge Amado (&#8220;O Cavaleiro da Esperan\u00e7a&#8221;) e chega at\u00e9 hoje com Jo\u00e3o Meirelles Passos (&#8220;A Noite das Grandes Fogueiras&#8221;).<\/p>\n<p>Ou seja, de todas as abordagens sobre o tenentismo, as mem\u00f3rias s\u00e3o as mais enxutas em termos de linguagem e, portanto, as que possuem maior credibilidade, pelo menos para os limites da nossa pesquisa. Pois se o mito, como quer Barthes, \u00e9 lido como um sistema factual, quando \u00e9 apenas um sistema semiol\u00f3gico, o caminho mais apropriado para rastrearmos a id\u00e9ia de salva\u00e7\u00e3o da p\u00e1tria nesse per\u00edodo importante da Hist\u00f3ria do Brasil &#8211; 1922\/1930 &#8211; s\u00e3o as fontes prim\u00e1rias, os relat\u00f3rios p\u00fablicos de profissionais do sigilo, e n\u00e3o o filtro ideol\u00f3gico dos historiadores. Isso n\u00e3o quer dizer que n\u00e3o devemos utilizar os livros escritos sobre o assunto, pois eles ajudam a esclarecer as complexas rela\u00e7\u00f5es entre mito e Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O salvacionismo militar gira em torno do tenentismo, mas n\u00e3o \u00e9 atrav\u00e9s dele que se consolida. Ao contr\u00e1rio, o salvacionismo utiliza o tenentismo, nutre-se da for\u00e7a poderosa do mito, para neg\u00e1-lo e assumir o poder em seu lugar.<\/p>\n<p>O salvacionismo militar \u00e9 uma id\u00e9ia expl\u00edcita no imagin\u00e1rio nacional e se manifestou decisivamente em v\u00e1rias oportunidades. Basta citar 1922 ( os 18 do Forte, ou a &#8220;ra\u00e7a de le\u00f5es&#8221; de que falava Coelho Neto), 1930 (a revolu\u00e7\u00e3o contra os &#8220;carcomidos&#8221;) e 1964 (a &#8220;Redentora&#8221;). Ao mesmo tempo, a memorial\u00edstica militar \u00e9 uma fonte prim\u00e1ria riqu\u00edssima em elementos hist\u00f3ricos que ainda guarda um excelente potencial de an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Esses dois elementos, a evid\u00eancia da id\u00e9ia salvacionista e a obscuridade a que ainda est\u00e3o relegados os importantes livros de mem\u00f3rias dos militares, justificaria, no nosso entender, uma pesquisa. A sintonia entre os dois elementos &#8211; salvacionismo e memorial\u00edstica &#8211; est\u00e1 fundada na id\u00e9ia da perman\u00eancia. O her\u00f3i entra na luta para dar seu sangue pela p\u00e1tria &#8211; e um her\u00f3i nunca morre. Ao mesmo tempo, escreve um livro de mem\u00f3rias para ser lembrado, ou seja, sobreviver.<\/p>\n<p>Nas mem\u00f3rias est\u00e3o os argumentos psicol\u00f3gicos mais profundos de um personagem hist\u00f3rico &#8211; at\u00e9 mesmo as eventuais mentiras sobre os fatos narrados s\u00e3o relevantes. Nesse tipo de texto, poderemos detectar tranq\u00fcilamente as id\u00e9ias que motivaram o autor a entrar numa luta de vida ou morte.<\/p>\n<p>Ainda hoje existe a sobreviv\u00eancia do salvacionismo militar. Os quart\u00e9is n\u00e3o est\u00e3o mais silenciosos, e a id\u00e9ia de que eles um dia poder\u00e3o se manifestar para colocar ordem na bagun\u00e7a da democracia civil, ainda permanece.<\/p>\n<p>Escolhemos o per\u00edodo 1923-1930 como a \u00e9poca a ser pesquisada, n\u00e3o obrigatoriamente a data em que os livros foram escritos.<\/p>\n<p>2. MITOLOGIA: A FARDA E A ORAT\u00d3RIA.<\/p>\n<p>Os militares escolheram o positivismo como ant\u00eddoto ao bacharelismo, \u00e0 ret\u00f3rica, \u00e0 heran\u00e7a ib\u00e9rica do \u00f3cio e da contempla\u00e7\u00e3o (conforme detectado por S\u00e9rgio Buarque de Holanda em Ra\u00edzes do Brasil). Decidiram-se pelo hero\u00edsmo suicida &#8211; 1922 &#8211; quando esse mesmo bacharelismo &#8220;usurpou&#8221; o poder t\u00e3o arduamente consolidado por Floriano Peixoto na grande guerra civil entre 1893-1895 ( os motivos que desencadearam essa guerra est\u00e3o esplendidamente narrados nas mem\u00f3rias do Almirante Cust\u00f3dio de Mello).<\/p>\n<p>O grande desafio do tenentismo foi criar uma mitologia pr\u00f3pria, t\u00e3o forte quanto a mitologia dos militares legalistas, fundada no mito de Caxias, na Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica e na a\u00e7\u00e3o do Marechal de Ferro.<\/p>\n<p>A mitologia tenentista explodiu no imagin\u00e1rio do Pa\u00eds em 1922, quando a bandeira brasileira foi repartida como p\u00e3o entre os her\u00f3is que sa\u00edram de peito aberto para enfrentar as for\u00e7as legalistas. Esse rito de passagem desabrochou numa mitologia completa a partir da Revolu\u00e7\u00e3o de 1924 e a conseq\u00fcente Coluna Miguel Costa-Prestes. O segundo 5 de julho \u00e9 uma data fundamental do tenentismo, porque houve uma estrat\u00e9gia mais bem elaborada em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro 5 de julho e teve desdobramentos muito mais amplos.<\/p>\n<p><img src=\"http:\/\/consciencia.org\/neiduclos\/imagens\/fotos\/getulio.jpg\" alt=\"\" align=\"left\" \/>\u00c9 a partir desse mitologia que um advogado &#8211; Get\u00falio Vargas &#8211; toma o poder em 1930 vestindo farda. Get\u00falio n\u00e3o podia fazer uma revolu\u00e7\u00e3o vestindo a roupa dos bachar\u00e9is, mas encarnando a mitologia tenentista. Incapaz de tomar o poder pelo voto &#8211; a lei da Velha Rep\u00fablica &#8211; ele tomou o poder \u00e0 for\u00e7a, vestindo a roupa deixada sob encomenda por Prestes &#8211; que n\u00e3o quis assumir o comando militar da revolu\u00e7\u00e3o &#8211; e Siqueira Campos &#8211; que tinha morrido num acidente em Mar del Plata.<br \/>\nVargas assume o poder com duas armas &#8211; a roupagem militar dissidente e a eloq\u00fc\u00eancia do discurso em pra\u00e7a p\u00fablica substituindo a ret\u00f3rica de gabinete. O del\u00edrio popular que as imagens sobre 1930 revelam significa a for\u00e7a do salvacionismo tenentista e a compet\u00eancia pol\u00edtica de Vargas, que transforma-se no demiurgo dessa mitologia.<\/p>\n<p>A pesquisa deve, portanto, dissecar as duas mitologias em confronto &#8211; a tenentista e a legalista -, suas manifesta\u00e7\u00f5es, signos, iconografia, discurso e orat\u00f3ria. Deve detectar assim os motivos da sua perman\u00eancia no imagin\u00e1rio nacional, levantando os momentos posteriores \u00e0 \u00e9poca enfocada em que o salvacionismo militar se manifestou quando estava no poder ou na oposi\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso lembrar de epis\u00f3dios que enriquecem a diversidade do tema, como a quartelada de 1935 &#8211; tamb\u00e9m manifesta\u00e7\u00e3o do salvacionismo militar &#8211; e o contragolpe de Lott &#8211; salvacionismo armado que garantiu a posse de um presidente civil.<\/p>\n<p>3. A P\u00c9, A CAVALO E DE TREM.<\/p>\n<p>O tenentismo travou sua primeira batalha a p\u00e9, pelas areias de Copacabana em 1922. Foi uma derrota e uma li\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m serviu como referencial mitol\u00f3gico cl\u00e1ssico, j\u00e1 que os 18 do Forte, empunhando pistolas e fuzis, caminhando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 morte, lembram her\u00f3is da Antiguidade. A pesquisa poderia investigar como esse mito espalhou-se pelo pa\u00eds atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o oral, dos jornais, dos discursos.<\/p>\n<p>No segundo round, o trem entra como elemento de ataque, mas de maneira epis\u00f3dica &#8211; quando, por exemplo, Juarez T\u00e1vora sai de Uruguaiana, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, e investe contra a cidade vizinha de Alegrete, onde conta com o apoio de Jo\u00e3o Alberto; ou quando a Coluna da Morte, de Jo\u00e3o Cabanas, se desloca para o Interior. Mas nessa fase o trem \u00e9 mais um elemento de fuga, como demonstra a sa\u00edda de S\u00e3o Paulo dos revolucion\u00e1rios comandados por Isidoro Dias Lopes.<\/p>\n<p>\u00c9 cavalo que d\u00e1 o perfil do per\u00edodo 1924-1926. Lu\u00eds Carlos Prestes rompe o cerco dos dez mil numa manobra diversionista, de guerrilha, montado junto com sua tropa e se dirige ao Paran\u00e1 a cavalo. A coluna Miguel Costa-Prestes, que percorre o Brasil, remete aos her\u00f3is cavaleiros da Idade M\u00e9dia e o relato dos seus feitos &#8211; O Cavaleiro da Esperan\u00e7a, de Jorge Amado -, bem que poderia fazer parte do acervo liter\u00e1rio que acabou enlouquecendo Dom Quixote.<\/p>\n<p>A for\u00e7a mitol\u00f3gica da Coluna sobrevive at\u00e9 hoje, como demonstra a s\u00e9rie de reportagens de Lu\u00eds Carlos Prestes Filho para a revista Manchete, o livro de Anita Leoc\u00e1dia Prestes, A Coluna Prestes, o livro de Domingos Meirelles, A Noite das Grandes Fogueiras, entre outras manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se a p\u00e9 os tenentes perderam, a cavalo deu empate. A vit\u00f3ria s\u00f3 viria em 1930, com o trem determinando as opera\u00e7\u00f5es. O trem da vit\u00f3ria que carregava Get\u00falio Vargas e foi recebido festivamente no Paran\u00e1 \u00e9 um dos s\u00edmbolos da revolu\u00e7\u00e3o de 30. S\u00f3 que no momento da vit\u00f3ria, o tenentismo n\u00e3o fica com o n\u00facleo do poder, que cai nas m\u00e3os dos bachar\u00e9is &#8211; Vargas e Oswaldo Aranha. Os tenentes ficam praticamente na periferia do poder &#8211; Juarez T\u00e1vora como Vice-Rei do Norte e Jo\u00e3o Alberto como interventor em S\u00e3o Paulo, sendo utilizado como escudo varguista contra as pretens\u00f5es do Partido Democr\u00e1tico e a popularidade de Miguel Costa.<\/p>\n<p>\u00c9 importante, num trabalho de Hist\u00f3ria das Id\u00e9ias, definir o perfil dessas manifesta\u00e7\u00f5es e como elas influ\u00edram na forma\u00e7\u00e3o das mitologias e repercutiram na vida do Pa\u00eds. Esse imagin\u00e1rio, que vem do Brasil profundo, foi soterrado pela m\u00eddia nesta segunda metade do s\u00e9culo, mas permanece vivo. Uma r\u00e1pida conversa com algumas pessoas que eram crian\u00e7as em 1924, no bairro da Mooca, serviu para comprovar isso. Um dos entrevistados come\u00e7ou a fazer uma longa justificativa de que sua fam\u00edlia n\u00e3o tinha colaborado com os revolucion\u00e1rios e por isso n\u00e3o merecera o tratamento dado pelos policias mineiros, que invadiram o bairro para pegar pretensos &#8220;traidores&#8221;. Ao mesmo tempo, quando se fala em fujimoriza\u00e7\u00e3o no Brasil, invoca-se involuntariamente o salvacionismo militar que a p\u00e9, a cavalo ou de trem chega com as tropas para &#8220;tirar o Pa\u00eds do abismo.&#8221;<\/p>\n<p>BIBLIOGRAFIA<\/p>\n<p>;Esta \u00e9 uma pesquisa feita desde 1980. Os livros relacionados abaixo, com exce\u00e7\u00e3o do livro do Marechal Setembrino de Carvalho e os dois &#8220;\u00c0 Guisa&#8221;, de Juarez T\u00e1vora, fazem parte da minha biblioteca particular.<\/p>\n<ul type=\"square\">\n<li style=\"width: 100%;\">Amado, Gilberto &#8211; <em>Depois da Pol\u00edtica<\/em>, Livraria Jos\u00e9 Olympio Editora, RJ, 1960.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Barata, Agildo &#8211; <em>Vida de Um Revolucion\u00e1rio<\/em> &#8211; Ed. Melso Soc. An\u00f4nima, RJ, 1962.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Barros, Jo\u00e3o Alberto Lins de &#8211; <em>Mem\u00f3rias de Um Revolucion\u00e1rio<\/em> &#8211; Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, RJ, 1954 &#8211; I Volume &#8211; A Marcha da Coluna.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Barthes, Roland &#8211; <em>Mitologias<\/em>, Difel, SP, 1982.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Camargo, Asp\u00e1sia e de Goes, Walder &#8211;<em> Meio S\u00e9culo de Combate &#8211; Di\u00e1logo com Cordeiro de Farias<\/em> &#8211; Nova Fronteira, RJ, 1981.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Carneiro, Glauco &#8211; <em>Lusardo, o \u00faltimo caudilho<\/em>, Volume I &#8211; Nova Fronteira, RJ, 1977.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Carvalho, Mal. Setembrino de &#8211; <em>Mem\u00f3rias: Apontamentos para uma Hist\u00f3ria do Brasil<\/em>, Ed. do Autor, 1951.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Coutinho, Lourival &#8211;<em> O General Goes Dep\u00f5e<\/em>, Livraria Editora Coelho Branco, RJ, 1955<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Duarte, Paulo &#8211; Agora, n\u00f3s &#8211; <em>Chronica da Revolu\u00e7\u00e3o Paulista, com Alguns Her\u00f3is da Retagurda,<\/em> SP, 1927.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Fausto, Boris &#8211; <em>A Revolu\u00e7\u00e3o de 30 &#8211; Historiografia e Hist\u00f3ria<\/em>, Brasiliense, SP, 1983.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Fontoura, Jo\u00e3o Neves da &#8211; <em>Borges de Medeiros e seu Tempo<\/em> &#8211; Ed. Globo, RJ, PA, BH, 1958.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Franco, Virgilio A. de Mello Franco &#8211; <em>Outubro, 1930<\/em> , Schimidt Editor, 1931.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Leite, Mauro Renault e Junior, Novelli (orgs.) &#8211; <em>Marechal Eurico Gaspar Dutra, O Dever da Verdade<\/em>.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Lima Sobrinho &#8211; <em>A verdade sobre a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro<\/em> &#8211; Gr\u00e1fica Editora Unitas Ltda., SP, 1933.Mello, Almirante Cust\u00f3dio Jos\u00e9 de &#8211; O Governo Provis\u00f3rio e a Revolu\u00e7\u00e3o de 1893<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Malta, Octavio &#8211; <em>Os tenentes na Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira<\/em> &#8211; Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1969.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Moraes, Denis de e Vianna, Francisco  &#8211; <em>Prestes, Lutas e Autocr\u00edticas<\/em> &#8211; Vozes, Petr\u00f3polis, RJ, 1982.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Monteiro, Norma de Goes (org.) &#8211; <em>Id\u00e9ias Pol\u00edticas de Arthur Bernardes<\/em>, Volume I, Senado Feral, Bras\u00edlia, 1984.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Moraes, Jo\u00e3o Quartim de &#8211; <em>A Esquerda Militar no Brasil, Volume I: Da Conspira\u00e7\u00e3o Republicana \u00e0 Guerrilha dos Tenentes<\/em>, Editora Siciliano, SP, 1991.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Noronha, Abilio de  &#8211; <em>Narrando a Verdade &#8211; Contribui\u00e7\u00e3o para a Hist\u00f3ria das Revolta em S\u00e3o Paulo<\/em> &#8211; SP, 1924.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Oliveira, Eliezer Rizzo de\/ Cavagnani Filho, Geraldo L., Moraes, Jo\u00e3o<br \/>\nQuartim de\/ Dreifuss, Ren\u00e9 Armand &#8211;<em> As For\u00e7as Armadas no Brasil<\/em>, Espa\u00e7o e Tempo, RJ, 1987.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Peixoto, Alzira Vargas do Amaral &#8211; <em> Get\u00falio Vargas, Meu Pai<\/em>, Editora Globo, Porto Alegre, 1960.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Pessoa, Epit\u00e1cio &#8211;<em> Pela Verda<\/em>de, Livraria Francisco Alves, RJ, SP, BH, 1925.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\"><em>Sob a Metralha &#8211; Hist\u00f3ria da Revolta em S\u00e3o Paulo<\/em> &#8211; Cia. Graphica Editora, Monteiro Lobato, SP, 1924.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Rouqui\u00e9, Alain (coord.) &#8211; <em>Os Partidos Militares no Brasil<\/em> &#8211; Record, 1980.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Rosa, Virg\u00ednio Santa &#8211; <em>Que foi o Tenentismo <\/em>&#8211; Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, RJ, 1963.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Silva, H\u00e9lio &#8211; 1926, <em>A Grande Marcha e 1922 &#8211; Sangue na Areia de Copacabana,<\/em> , Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, RJ, 1964.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Soares, Gerson de Macedo &#8211; <em>A Ac\u00e7\u00e3o da Marinha na Revolu\u00e7\u00e3o Paulista de 1924<\/em> &#8211; Ed. Guanabara, RJ, 1932.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Sodr\u00e9, Nelson Werneck &#8211; <em>Do Tenentismo ao Estado Novo &#8211; Mem\u00f3rias de um Soldado<\/em>, Vozes, RJ, 1986.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">T\u00e1vora, Juarez &#8211; <em>Uma Vida e Muitas Lutas<\/em> &#8211; Volume I: Da Plan\u00edcie \u00e0 borda do Altiplano (Biblioteca do Ex\u00e9rcito Editora e Livraria Jos\u00e9 Olympio Editora, RJ, 1974)- Volume II: a Caminho do Altiplano (Livraria Jos\u00e9 Olympio Editora, RJ, 1974) &#8211; Volume III: Voltando \u00e0 Plan\u00edcie (Biblioteca do Ex\u00e9rcito Editora, RJ, 1977) \/ \u00c0 Guisa de Depoimento Sobre a Revolu\u00e7\u00e3o Brasileira de 1924 &#8211; Volumes I e III, Mendon\u00e7a, Machado &amp; Cia, RJ, 1927 e 1928, respectivamente.<\/li>\n<li style=\"width: 100%;\">Vergara, Luis &#8211; <em>Fui Secret\u00e1rio de Get\u00falio Vargas <\/em>&#8211; Ed. Globo, RJ, 1960<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mem\u00f3rias dos militares que participaram dos movimentos armados na d\u00e9cada de 20 s\u00e3o relat\u00f3rios secos, objetivos, minuciosos, bem apropriados \u00e0 cultura da caserna.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=127"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":130,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/127\/revisions\/130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}