{"id":1984,"date":"2010-02-10T19:08:43","date_gmt":"2010-02-10T21:08:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=1984"},"modified":"2010-02-10T19:08:43","modified_gmt":"2010-02-10T21:08:43","slug":"clima-complicado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/clima-complicado","title":{"rendered":"CLIMA COMPLICADO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Calor\u00e3o, inunda\u00e7\u00e3o, terremoto, tsunami: a sucess\u00e3o de exageros do clima chega junto com teorias para explicar porque o planeta resolveu ser mais hostil do que de costume. Antes, os excessos estavam confinados a regi\u00f5es bem espec\u00edficas. Havia o deserto, mas n\u00e3o o sol venenoso em praias outrora apraz\u00edveis; havia a floresta chuvosa e tropical, mas n\u00e3o a inunda\u00e7\u00e3o persistente nas cidades; havia o ciclone, mas n\u00e3o a combina\u00e7\u00e3o de tornados s\u00fabitos no interior que desconhecia esse tipo de evento.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o mais aceita, a do aquecimento global, foi consenso por alguns anos, mas n\u00e3o \u00e9 mais. Os adeptos das manchas solares como fonte das complica\u00e7\u00f5es ganharam for\u00e7a, mas n\u00e3o hegemonia. Lembro que at\u00e9 os anos 1990 a previs\u00e3o mais constante era a de uma nova era glacial. Como isso mudou para seu oposto ainda \u00e9 um mist\u00e9rio, mas o fracasso reiterado das explica\u00e7\u00f5es deixa as v\u00edtimas escaldadas. N\u00e3o se sabe mais a quem recorrer, se aos cientistas ou aos m\u00edsticos.<\/p>\n<p>Houve um tempo em que as mudan\u00e7as do clima emitiam sinais para cicatrizes ou ossos partidos. Veteranos sabiam prever chuva a partir de alguns sinais impercept\u00edveis para o resto dos mortais. A leitura de nuvens tamb\u00e9m era uma especialidade. Hoje, quando um tapete violeta e chumbado cobre um lugar, n\u00e3o sabemos se teremos apenas morma\u00e7o ou o furac\u00e3o Katrina. A verdade \u00e9 que o clima resolveu radicalizar, o que faz emergir algumas teorias, chamadas at\u00e9 bem pouco tempo de conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Resgata-se a hist\u00f3ria do cientista que teria inventado o raio da morte, que usa a ionosfera como espelho e reflete ondas enviadas de uma esta\u00e7\u00e3o privilegiada de alta energia. Essa concep\u00e7\u00e3o sinistra seria a fonte de v\u00e1rios males, pois o uso do clima como arma daria poder absoluto a quem o domina. Tamb\u00e9m existe o h\u00e1bito, a cargo de avi\u00f5es misteriosos, de poluir o ar com v\u00e1rios tipos de elementos pesados, por motivos desconhecidos. Dizem que \u00e9 para combater os efeitos do aquecimento global, mas os eternos desconfiados levantam outras hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>Resta pouco a fazer para a cidadania que tenta sobreviver com suas concep\u00e7\u00f5es antigas diante de tanta novidade. A n\u00e3o ser se informar melhor sobre os fatos e n\u00e3o fechar completamente a percep\u00e7\u00e3o para teorias que causem desconforto num primeiro instante.<\/p>\n<p>(<em>Cr\u00f4nica publicada no dia 9 de fevereiro de 2010 no caderno Variedades, do Di\u00e1rio Catarinense<\/em>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Calor\u00e3o, inunda\u00e7\u00e3o, terremoto, tsunami: a sucess\u00e3o de exageros do clima chega junto com teorias para explicar porque o planeta resolveu ser mais hostil do que de costume. Antes, os excessos estavam confinados a regi\u00f5es bem espec\u00edficas. 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