{"id":3567,"date":"2012-03-16T16:14:07","date_gmt":"2012-03-16T19:14:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/?p=3567"},"modified":"2012-03-16T16:14:07","modified_gmt":"2012-03-16T19:14:07","slug":"talento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/talento","title":{"rendered":"TALENTO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nei Ducl\u00f3s<\/strong><\/p>\n<p>Nem ouse abandonar teu talento. A voca\u00e7\u00e3o \u00e9 uma locomotiva no sangue.<\/p>\n<p>Se continuares em sil\u00eancio vou te buscar, subterr\u00e2nea.<\/p>\n<p>Foi-se. Antes, jurou vassalagem. Quem entende a mulher, fantasia plena, sem margens? Liberta e submissa, s\u00f3 por querer que consintas.<\/p>\n<p>N\u00e3o pense em mais nada, s\u00f3 no futuro. Quando for de fato.<\/p>\n<p>Depois fez o balan\u00e7o, respirando fundo, orvalhada.<\/p>\n<p>Rolou na grama a delicia sem drama, debaixo das estrelas sobreviventes no ver\u00e3o tardio que se esparrama.<\/p>\n<p>Depois fica dif\u00edcil juntar tantos versos. Vou pedir tua ajuda. Cuida para que n\u00e3o se percam e os alimente com o ro\u00e7ar da tua pele.<\/p>\n<p>N\u00e3o me acorde, disse ela. Quero ficar onde somos um. L\u00e1 fora a multid\u00e3o de n\u00f3s aguarda.<\/p>\n<p>Sua admira\u00e7\u00e3o pelos outros \u00e9 s\u00f3 para me tentar. Me prendes com essa pira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltamos de m\u00e3os dadas. Foi quando o tempo parou, emocionado. Lembrava alguma coisa.<\/p>\n<p>Fique onde est\u00e1s, que ficarei onde sou. S\u00f3 assim haver\u00e1 encontro.<\/p>\n<p>Acerto sempre porque adotei nas palavras uma representa\u00e7\u00e3o da tua forma perfeita, deusa.<\/p>\n<p>Agora que ningu\u00e9m est\u00e1 olhando, te amo.<\/p>\n<p>Esgotei o acervo de abobrinhas. Agora vou dizer coisa com coisa. Te quero.<\/p>\n<p>Quem mais dir\u00e1 o que digo, com as palavras impregnadas do encanto que espalhas \u00e0 tua volta?<\/p>\n<p>\u00c9 tua chance, lind\u00edssima, de prestar aten\u00e7\u00e3o em quem te adora.<\/p>\n<p>Al\u00edvio. Fonte saciada. Sorriso son\u00e2mbulo, bra\u00e7o dado.<\/p>\n<p>A MESMA LUA<\/p>\n<p>Lua se esconde, como os teus guardados. Ela tem as nuvens, voc\u00ea minha vontade.<\/p>\n<p>Lembra aquela Lua? Continua.<\/p>\n<p>Voc\u00ea \u00e9 diferente da Lua. A Lua volta.<\/p>\n<p>N\u00e3o vi mais a Lua. Parece tu.<\/p>\n<p>FOTO<\/p>\n<p>Essa foto antiga sou eu pensando em mim agora. Em nenhum dos momentos me atinjo.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre realidade e fic\u00e7\u00e3o \u00e9 que a realidade esqueceu que foi inventada.<\/p>\n<p>Crescemos de rosto colado, ao som de melodias. Depois veio esse tro\u00e7o de ficar se esbofeteando um em frente ao outro a\u00e7ulados pelo baticum.<\/p>\n<p>O tempo deveria ser um dial sendo torcido na busca de uma emissora de ondas curtas perfeita. Um pouco para l\u00e1, outro para c\u00e1 e pronto.<\/p>\n<p>As poucas palavras de amor perdem para a linguagem em ruinas que nos imp\u00f5em. Como se cri\u00e1ssemos p\u00e1ssaros escondidos numa guerra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nei Ducl\u00f3s Nem ouse abandonar teu talento. A voca\u00e7\u00e3o \u00e9 uma locomotiva no sangue. Se continuares em sil\u00eancio vou te buscar, subterr\u00e2nea. Foi-se. Antes, jurou vassalagem. Quem entende a mulher, fantasia plena, sem margens? Liberta e submissa, s\u00f3 por querer que consintas. N\u00e3o pense em mais nada, s\u00f3 no futuro. Quando for de fato. Depois [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[306],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3567"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3567"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3567\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3568,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3567\/revisions\/3568"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.consciencia.org\/neiduclos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}