Consciência - Filosofia e Ciências Humanas


textos interessantes sobre David Hume

Índices de trabalhos (artigos, resumos, resenhas, ebooks):


Dinastia Bourbon – Historia Universal

CAPÍTULO XXIV

Os Bourbons

Na hora da morte, sem inspirar nem saudades, nem dó, Henrique III recomendava aos seus que elevassem ao trono o rei de Navarra, e dizia a este príncipe: Jamais o tereis, se vos não fizerdes católico. Efetivamente, achando-se extinta a linha dos Valois, a herança real pertencia a Henrique de Bourbon, apesar de êle ser seu parente no vigésimo grau. Porém, em vez de bradarem como de costume: Morreu o rei, viva o rei! os ânimos ficavam indecisos. Os católicos, que faziam parte do exército, deviam ficar ligados ao príncipe apóstata, apesar da excomunhão? Os príncipes de sangue resolver-se-iam a reconhecê-lo? Que resolução deviam tomar os que tinham ofendido, e seus correligionários, que temiam que eles os abandonassem? Êle mesmo, que devia fazer? Se se declarava pelos huguenotes, perdia o apoio dos católicos e dava à liga uma nova força; se se entregava aos católicos, restavam-lhe muito poucas tropas. Êle se obrigou, todavia, para com eles, a fazer-se instruir em sua fé, a restituir aos eclesiásticos os bens tirados pelos protestantes, a não permitir o exercício do novo culto senão nos lugares em que êle era já tolerado. Em conseqüência, diferentes príncipes o reconheceram como rei com o nome de Henrique IV, outros ficaram entre os descontentes; porém muitos exclamavam: Vós sois o rei dos bravos, e só os covardes vos abandonarão.

A crítica à metafísica aristotélica clássica e o despontar da subjetividade cognoscente-autônoma em Immanuel Kant 

 

Francisco Nunes de Carvalho

Licenciado em Filosofia – fnunescarv@hotmail.com

 

O presente trabalho objetiva apresentar o processo
histórico-filosófico de decadência da metafísica enquanto ciência sobre o mundo
objetivo em sua totalidade – ciência do ser – na vertente de Aristóteles,
relacionando-o à afirmação do sujeito cognoscente que se volta para si mesmo e
estabelece a própria autonomia racional, o que ocorre na chamada Modernidade e
atinge momento privilegiado em Immanuel Kant. Analisaremos assim a transição de
uma racionalidade ontológica, típica da metafísica aristotélica do ser, a um
pensamento centrado no problema gnosiológico como pressuposto para ulteriores
desenvolvimentos filosóficos, inclusive na ética.

A MORAL DOS IDEALISTAS – Introdução de “O Homem Medíocre” de José Ingenieros

O Homem Medíocre

José Ingenieros (1877-1925)

INTRODUÇÃO – A
MORAL DOS IDEALISTAS

i.    a emoção 
do  ideal.  —  ii.    de  um  idealismo  com
fundamento na experiência. — iii.    os temperamentos  idealistas.  — iv.    o  idealismo  romântico.  — v. o idealismo estóico. — vi.     símbolo.

 

I
A emoção do ideal

Quando orientas a proa visionária em
direção a uma estrela, e desdobras as azas para atingir tal excelsitude
inacessível, ansioso de perfeição rebelde à mediocridade, levas em ti o impulso
misterioso de um Ideal. É áscua sagrada, capaz de te preparar para grandes
ações. Cuida-a bem; se a deixares apagar, jamais
êle se reacenderá. E se ela morrer em ti, ficarás inerte: fria bazófia
humana.

Metafísica de Aristóteles: Essência e Existência – História da Filosofia na Antigüidade

História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger B.   A Essência e a Existência a)    Conceito   de   metafísíca α) O termo metafísica. — A lógica aristotélica foi sempre realista: o conceito é um desvendar do ser; o juízo, uma exposição do conteúdo do real; o silogismo, uma fundamentação do ser. !É por isso compreensível seja. o [...]

Ceticismo Acadêmico e ceticismo pirrônico – História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

História da Filosofia na Antiguidade – Hirschberger

A. A Média e Nova Academia

Os h o m e n s da Academia

Distinguimos, ao lado da antiga Academia (v. pág. 174), ainda uma média, cujos principais representantes são Arcesilau (315 até 241 a. C.) e Carnéades (214-129 a.C); e uma nova Academia, com Filo de Larissa, que veio para Roma em 87. a.C. e aliciou ali Cícero para a sua escola, e Antíoco de Ascalão, a quem Cícero ouviu em Atenas em 79 a.C.

Montaigne: La Glose et L’Essai – CONCLUSION – ANDRÉ TOURNON

Une philosophie sans doctrine. Tout pourrait se résumer en cette formule aberrante, aussi étrangère à la tradition humaniste qu’aux nou­velles formes de savoir qui lui succèdent à la fin du XVIe siècle (1). Ce n’est pas que Montaigne ait renié ses dettes, ou refusé d’accueillir et de divulguer l’héritage des Anciens; il cite trop souvent ceux qu’il appelle «ses regens et ses maistres» (II, 10, p. 410), et avec trop de vénération, pour qu’on puisse lui attribuer une pareille légèreté. 11 ne se borne pas non plus à jouer avec les mots et les idées : à chaque instant, il juge, vérifie ou ré­fute, et exprime de fermes convictions.

SKEPTICISM – The Encyclopedia of Philosophy

SKEPTICISM, as a critical philosophical attitude, questions the reliability of the knowledge claims raised by philosophers and others. Originally the Creek term skeptikos meant “inquirers.” Philosophical skeptics have been engaged in inquiry into alleged human achievements in different fields lo see if any knowledge has been or could be gained by them

A BUSCA DO CRITÉRIO DE MORALIDADE NA REFLEXÃO ÉTICA DE KANT

A BUSCA DO CRITÉRIO DE MORALIDADE NA REFLEXÃO ÉTICA DE KANT Francisco Nunes de Carvalho Estudante de Filosofia – fnunescarv@hotmail.com   INTRODUÇÃO Procuraremos aqui apresentar e discutir a busca do critério de moralidade na reflexão ética de Kant. Portanto, nossa pesquisa está situada no âmbito da reflexão ética ou ética filosófica, que trata acerca da [...]

Rousseau – Carta a David Hume

[Original em francês] Para Mr. David Hume Tradução de Miguel Duclós Strasburgo, 04 de dezembro de 1765 Vossa bondade, senhor, me atingiu de tal forma que me honrou. A resposta mais digna que posso dar a esta oferta é a de aceitar, e eu a aceito. Partirei dentro de cinco ou seis dias para receber [...]

Hume – Minha própria vida (autobiografia)

Cap. VIII – A Metafísica Realista – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição VIII A METAFÍSICA REALISTA 53. ESTRUTURA DO SER: CATEGORIAS. — 54. ESTRUTURA DA SUBSTANCIA: FORMA E MATÉRIA, REAL E POSSÍVEL, ATO E POTÊNCIA. — 55. AS QUATRO CAUSAS. — 56. INTELIGIBILIDADE DO MUNDO. — 57. TEOBIA DO CONHECIMENTO: CONCEITO, JUÍZO, RACIOCÍNIO, DEUS. — 58. INFLUÊNCIA DE   [...]

cap. 3 – A intuição como método da filosofia – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição III A INTUIÇÃO COMO MÉTODO DA FILOSOFIA 18. MÉTODO DISCURSIVO E MÉTODO INTUITIVO. — 19. A INTUIÇÃO SENSÍVEL. — 20. A INTUIÇÃO ESPIRITUAL. — 21. A INTUIÇÃO INTELECTUAL, EMOTIVA E VOLITIVA. — 22. REPRESENTANTES FILOSÓFICOS DE CADA UMA. — 23. A INTUIÇÃO EM BERGSON. — 24. [...]

Cap. 10 – A Origem do Idealismo – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

68. O CONHECIMENTO E A VERDADE NO REALISMO. — 69. CRISE HISTÓRICA AO LIMIAR DA IDADE MODERNA. — 70. NECESSIDADE DE COLOCAR DE NOVO OS PRORLEMAS. — 71. O PROBLEMA DO CONHECIMENTO SE ANTEPÕE AO METAFÍSICO. — 72. A DÚVIDA COMO MÉTODO. — 73. EXISTÊNCIA INDUBITÁVEL DO PENSAMENTO. — 74. TRÂNSITO DO EU ÀS COISAS.

Psicologia- A ALMA HUMANA – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet Capítulo Segundo A ALMA HUMANA 161      Até aqui, limitamo-nos a descrever e analisar os fatos psicológicos, a fim de determinar suas leis empíricas. Trata-se, agora, de deduzir dos fatos observados e das leis estabelecidas a própria natureza desse sujeito metafísico sem o qual os fatos psicológicos e a própria [...]

Psicologia, o sujeito psicológico – Curso de Filosofia de Jolivet

Curso de Filosofia – Régis Jolivet TERCEIRA   PARTE O SUJEITO PSICOLÓGICO 152 Até agora, temos estudado apenas fenômenos, propriedades, qualidades ou atividades diversas. Devemos agora considerar o su­jeito destes fenômenos psicológicos. Porque é evidente que todos eles supõem um sujeito, de que procedem, e que manifestam empiricamente: a bem dizer, a imaginação ou os instintos, [...]

A VIDA SENSÍVEL – Curso de Filosofia de Jolivet – Psicologia

Curso de Filosofia – Régis Jolivet PRIMEIRA PARTE A  VIDA  SENSÍVEL 97        Por vida sensível designa-se o conjunto dos fenômenos cognitivos e dinâmicos determinados no sujeito psicológico por excitações vindas dos objetos materiais externos ou que têm por fim os objetos sensíveis externos. Esta dupla série de fenômenos, especificamente distintos, mas em relação mútua constante, [...]

Kant, Crítica da Razão Pura – Fundamentos de Filosofia de Manuel Morente

Fundamentos de Filosofia de Manuel Garcia MorenteLições Preliminares Lição XVIII A CRÍTICA DE KANT CRÍTICA   DA   RAZÃO   PURA:     I  ESTÉTICA TRANSCENDETAL 135. A MATEMÁTICA E SUAS CONDIÇÕES. — 136. O ESPAÇO E SUA EXPOSIÇÃO METAFÍSICA. — 137. SUA EXPOSIÇÃO TRANSCENDENTAL APLICADA A GEOMETRIA. — 138. A ARITMÉTICA E O TEMPO. — 139. SUA EXPOSIÇÃO METAFÍSICA [...]

Kant e Hume nos limites da razão

  Hume e Kant nos limites da razão              Por Miguel Duclós Trabalho originalmente feito para a cadeira de Introdução à  filosofia I, da FFLCH da USP, corrigido por Márcio Suzuki   1-Introdução             Esse trabalho tem o objetivo de mostrar como as questões que Hume levanta em suas investigações, como o problema da causalidade [...]

Comentário acerca da Estética Transcendental de Immanuel Kant

Comentários acerca da “Estética Transcendental” de Immanuel Kant (1724-1808) Alexandre Fernandes Batista Costa Leite     1. Introdução                     Devido a enorme influência de Kant na composição do pensamento filosófico, optei por fazer o trabalho no âmbito de sua Crítica da Razão Pura (CrP-1787-B); poderíamos dizer que esta influencia, ou mesmo, marca o nascimento da [...]

Comentários acerca de Os Princípios de Filosofia ditos A Monadologia de Leibniz

Comentários acerca de ” Os Princípios de Filosofia ditos A Monadologia” de G.W Leibniz Alexandre Costa Leite A) Introdução O presente texto tem como objetivo expor os principais conceitos( ou idéias) e princípios que circulam no livro ” A Monadologia” de Leibniz. Para realizar esse intento começarei com o objeto mais simples até chegar, gradativamente, [...]

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