Consciência - Filosofia e Ciências Humanas
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Filosofia da Mente & Psicologia - resumos, ebooks, artigos acadêmicos

A Filosofia da Mente é um ramo da filosofia que estuda a natureza da mente, os eventos mentais, as funções da mente, as propriedades da mente, da consciência e a sua relação com o corpo físico, especialmente o cérebro. O problema da relação entre corpo e mente é frequentemente apontado como a questão central da filosofia da mente, ainda que haja outras questões sobre a natureza da mente que não se relacionem com o corpo físico.

Dualismo e monismo são as duas maiores escolas de pensamento que tentam resolver o problema da relação entre e corpo e mente. O dualismo remonta a Platão e Aristóteles, mas é formulado mais precisamente por René Descartes no século XVII. Vário dualistas argumentaram que a mente é independente de qualquer substância existente, e alguns dualistas sustemtam que é a mente é um grupo de propriedades independentes que emerge do cérebro, sendo uma substância cerebral, mas não pode ser a ele reduzido.

O monismo é a posição da filosofia da mente que mantém que a mente e o corpo não tem uma distinção ontológica. Esta visão foi primeiro defendida da Filosofia Ocidental por Parmênides no século V. a. C, e depois desenvolvida por racionalistas no século XVII, como Baruch Spinoza. Fisicalistas argumentam que apenas as entidades postuladas pela física teórica existem, e que a mente vai um dia ser explicada nos termos da teoria física, enquanto está continua seu desenvolvimento. Os idealistas defendem que a mente é tudo o que existe e o mundo exgterno ou é mental, ou uma ilusão criada pela mente. Alguns monistas neutros aderem àposição de que existem outras substâncias neutras, e que igualmente filosofia e mente são propriedades destas substâncias desconhecidas. Os monismos mais comum no século XX e XXI têm sido variantes do fisicalismo; estas posições incluem behavorismo, a teoria da identidade, monismo anômalo e fisicalismo.

Os filósofos da mente mais modernos adoram uma posição reducionista ou não-reducionista, defendendo de diferentes maneiras que a mente não é separada do corpo. Estas abordagem são particularmente influentes nas ciências, especialmente nos campos da sociobiologia, ciência da computação, psicologia evolucional e várias neurociências. Outros filósofos, contudo, adotam uma posição diferente do fisicalismo, e desafiam a noção de que a mente tem um correspondente meramente físico. Fisicalistas reducionistas afirmam que todos os estados e propriedades mentais vão ser explicados pelo desenvolvimento das pesquisas sobre os processos e estados fisiológicos. Fisicalistas não-redutivos argumentam que, ainda que o cérebro seja totalmente relacionado com a mente, os predicados e vocabulários usados nas descrições e explanações que a mente engendra são indispensáveis, e não podem ser reduzidos à linguagem e uma explicações simplificadoras da ciência física. O desenvolvimento contínuo da neurociência têm ajudado a explicar algumas destas questões. No entanto, estas estão ainda muito longe de terem sido resolvidas, e filósofos contemporâneos da mente continuam a perguntar como as qualidades subjetivas e intencionais dos estados e propriedades mentais podem ser explicados em termos puramente naturalistas.

Aproveite para entrar neste mundo aqui no site, explorando os textos acadêmicos, artigos, resumos e ebooks sobre filosofia da mente disponíveis no nosso acervo!

(traduzido/adaptado de http://en.wikipedia.org/wiki/Philosophy_of_mind – Text is available under the Creative Commons Attribution-ShareAlike License; )

    earth-conscience-a-300x225
  • É POSSÍVEL NATURALIZAR A CONSCIÊNCIA?
  • A partir da pergunta “é possível naturalizar a consciência?”, orienta-se do presente estudo. A resposta para tal questão é orientada na obra A Redescoberta da Mente (2006) do professor John Searle (Universidade da Califórnia).


    filosofia da mente
  • Sobre o conceito de Consciência em Filosofia da Mente 
  • Dentre as discussões abordadas na Filosofia da Mente contemporânea, nota-se, nas últimas décadas, um interesse crescente pelo debates concernentes à noção de consciência. Discute-se, sobretudo, com o avanço dos programas de pesquisa advindos da Neurociência e da Inteligência Artificial, a possibilidade de inserção dos estudos sobre a mente consciente no campo do saber científico. No entanto, as teorias que habitam a área da Filosofia da Mente parecem estar longe de chegar a um consenso quanto ao tema em questão. Afinal de contas, até que ponto poderia fornecer uma explicação científica para o domínio consciente dos estados mentais?Em termos mais precisos, estaríamos confinados a conceber a consciência como uma propriedade irredutivelmente subjetiva, não-analisável, indecomponível (não relacional), que faz com que os estados de consciência sejam, de maneira privilegiada, acessíveis apenas para o próprio sujeito, do ponto de vista da primeira pessoa? Ou estaríamos diante de um fenômeno que pode ser objetivado, passível de receber uma definição e uma explicação causal, necessariamente formulada na terceira pessoa?


    maravilhas das antigas civizações
  • A psicologia evolutiva

  • >Uma das grandes dificuldades apontada por diversos autores na psicologia é a construção de uma história desta ciência. A maneira mais simples consiste em descrevê-la em uma seqüência cronologicamente ordenada – porém não logicamente correta – no que se refere à análise dos problemas e tentativas de soluções. A perspectiva mais coerente focaria as questões isoladas, seguida das análises lógica e cronologicamente ordenadas das soluções que lhe foram propostas. >


  • Kim vs Davidson quanto à Causalidade Mental
  • Kim vs .
    Davidson quanto à Causalidade Mental
    André Joffily
    Abath

    And the movement in your brain
     sends you out into the rain 
    Nick Drake

    Jaegwon Kim tem se
    revelado, com o passar do tempo, o maior inimigo da filosofia da mente produzida
    por Davidson e, acima de tudo, de seu monismo anómalo. Suas críticas são
    inúmeras. Kim acha que é preciso uma teoria positiva sobre a relação
    mente-corpo, e não uma teoria negativa, como é a de Davidson. Acha, também, que
    Davidson adopta uma posição ingénua em relação ao reducionismo. Outras formas
    de redução deveriam ser consideradas, e não apenas a que seria realizada por
    meio de leis-ponte estritas, que é o centro das atenções de Davidson. E Kim
    acha, principalmente, que o monismo anómalo torna o mental causalmente inerte,
    i.e,se aceitarmos o monismo anómalo,
    teremos um sério problema em relação à causalidade mental.

    Neste ensaio, concentrar-me-ei unicamente na
    terceira desta críticas, que foi o ponto alto de um longo debate sobre o papel
    causal da mente, e que teve o monismo anómalo de Davidson como principal alvo.
    Em relação à primeira e à segunda, farei apenas breves comentários. Após
    percorrer as críticas de Kim, tentarei mostrar como Davidson respondeu ou
    poderia responder-lhes. Antes, porém, devo deter-me, por alguns instantes, no
    monismo anómalo; desta forma, as críticas a ele dirigidas, e as possíveis
    respostas a estas críticas, surgirão de maneira mais clara.

    Monismo Anómalo 

    Exposto pela primeira
    vez em 1970, em Mental Events, o monismo anómalo é a tese que defende a
    identidade entre eventos mentais e eventos físicos, e, portanto, a redução
    ontológica ( daímonismo), mas que
    nega a existência de leis estritas ligando tais eventos (daíanómalo), e, por conseguinte, nega a
    redução conceptual <

    Esta tese
    segue-se de três princípios, que podem ser assim resumidos: a) Princípio da
    Interacção Causal: todos os eventos mentais relacionam-se causalmente com
    eventos físicos; b) Princípio do Carácter Nomológico da Causalidade: eventos
    relacionados como causa e efeito recaem sob leis estritas; c) Anomalismo do
    Mental: Não há leis psicofísicas estritas.


    maravilhas das antigas civizações
  • Intencionalidade e Naturalismo
  • Jamais
    pensou a mente tanto sobre si própria. Em fins do século XX, ciência e
    filosofia trilham uma cruzada em busca de compreender a consciência e suas
    capacidades. Três séculos e meio após Descartes, respostas dualistas não mais
    são suficientes; quer-se compreender a mente enquanto um fenômeno fisicamente
    gerado, que toma parte no mundo físico. Em filosofia, esta postura denomina-se
    naturalismo.

    Não
    obstante as exceções, algumas renomadas, como Karl Popper (1962), há muito a
    forma naturalista de compreender a consciência domina a filosofia. Na tradição
    que aqui abordaremos, a analítica, anglo-americana, as bases deste estudo
    remontam a autores como Sellars e seu Empiricism and Philosophy of the Mind (1956),
    Quine, em Palavra e Objeto (1960) e Putnam com Minds and Machines (1960).


    maravilhas das antigas civizações
  • UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE INTENCIONALIDADE DA MENTE DE JOHN R. SEARLE,
  • [download id="43"] UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE INTENCIONALIDADE DA MENTE DE JOHN R. SEARLE UFSJ – Universidade Federal de São João del-Rei Novembro de 2006 RODRIGO CANAL   UMA ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE INTENCIONALIDADE DA MENTE DE JOHN R. SEARLE Trabalho apresentado à Coordenadoria do Curso de Filosofia da UFSJ, como exigência para a obtenção [...]


    maravilhas das antigas civizações
  • Eros e Logos: Marcuse crítico de Freud
  • Eros e Logos: Marcuse crítico de Freud Michel Aires de Souzahttp://filosofonet.wordpress.com/ 1.0. Introdução         O grande objetivo de Marcuse é unir no homem razão e sensibilidade, sujeito e objeto, sonho e realização. Ele pretende ativar necessidades orgânicas e biológicas que se encontram reprimidas e suspensas no indivíduo. Quer assim que o corpo humano seja um [...]


    maravilhas das antigas civizações
  • A estrutura dos estados intencionais na teoria da intencionalidade de Searle: breve introdução
  • A ESTRUTURA DOS ESTADOS INTENCIONAIS NA TEORIA DA INTENCIONALIDADE DE SEARLE: BREVE INTRODUÇÃO* POR: Ac. Rodrigo Canal (COFIL-UFSJ) ORIENTADOR: Prof. Dr. Florêncio de Souza Paz (DFIME-UFSJ) CO-ORIENTADOR: Prof. Dr. Paulo César de Oliveira (DFIME-UFSJ) Resumo: J. R. Searle (1932) é professor da Universidade de Berkeley (Califórnia), e hoje um dos principais representantes da Filosofia da [...]


  • Psicologia, o sujeito psicológico – Curso de Filosofia de Jolivet
  • Curso de Filosofia – Régis Jolivet TERCEIRA   PARTE O SUJEITO PSICOLÓGICO 152 Até agora, temos estudado apenas fenômenos, propriedades, qualidades ou atividades diversas. Devemos agora considerar o su­jeito destes fenômenos psicológicos. Porque é evidente que todos eles supõem um sujeito, de que procedem, e que manifestam empiricamente: a bem dizer, a imaginação ou os instintos, [...]


  • A VIDA INTELECTUAL – Curso de Filosofia de Jolivet
  • Curso de Filosofia – Régis Jolivet SEGUNDA  PARTE A  VIDA  INTELECTUAL 132      Da vida sensível à vida intelectual não existe simples continuidade. A atividade sensível é limitada ao presente sensível imediato e desprovida desta universalidade que define a inteligência racional do homem e faz com que as atividades sensíveis se completem num clima racional, [...]


  • A VIDA SENSÍVEL – Curso de Filosofia de Jolivet – Psicologia
  • Curso de Filosofia – Régis Jolivet PRIMEIRA PARTE A  VIDA  SENSÍVEL 97        Por vida sensível designa-se o conjunto dos fenômenos cognitivos e dinâmicos determinados no sujeito psicológico por excitações vindas dos objetos materiais externos ou que têm por fim os objetos sensíveis externos. Esta dupla série de fenômenos, especificamente distintos, mas em relação mútua constante, [...]


  • PSICOLOGIA, introdução – Curso de Filosofia de Jolivet
  • Curso de Filosofia – Régis Jolivet PSICOLOGIA PRELIMINARES Capítulo Primeiro OBJETO,   MÉTODO   E   DIVISÃO   DA   PSICOLOGIA ART. I.    OBJETO 88        Etimologicamente, a Psicologia é o estudo da alma. Pode-se conservar sem inconveniente esta definição, sob a condição de compreender que a alma não pode ser encontrada e conhecida a não ser nas e pelas [...]


    bachelard
  • Imaginação Material Segundo Gaston Bachelard
  • RESUMO

    O tema central da nossa dissertação é o conceito de imaginação material, proposto por Gaston Bachelard, filósofo da descoberta científica e da criação artística. Escolhemos a obra de Bachelard por sua novidade e por suas críticas que ultrapassam a tradição filosófica, o fundamento ocularista do conhecimento e a imaginação formal, prisioneira da abstração e do formalismo. Nossa intenção é demonstrar através do conceito de imaginação material, a singular contribuição de Gaston Bachelard para os estudos acerca do imaginário e para a estética filosófica contemporânea.

    RÉSUMÉ

    Le thème principal de nôtre dissertation c’est le concept de imagination matérielle, proposé par Gaston Bachelard, philosophe de la découverte scientifique e de la création artistique. Nous avons choisi l’oeuvre de Bachelard pour sa nouveauté et pour sa critiques que dépassent la tradition philosophique, le fondement oculairiste du connaissance et l’imagination formelle, captive de l’abstraction e du formalisme. Nôtre intention c’est démontrer la singulière contribution de Gaston Bachelard pour les études au sujet d’imaginaire et pour l’esthétique philosophique de nôtre époque.


  • A psicogênese dos conhecimentos físicos e o problema da causalidade
  • A PSICOGÊNESE DOS CONHECIMENTOS FÍSICOS E O PROBLEMA DA CAUSALIDADE por June Müller  Originalmente apresentado para a cadeira de Tópicos Especiais em Teoria do Conhecimento na Universidade de Brasília     Introdução Piaget inicia o capítulo Réalité et causalité 1 com a observação de que o pensamento matemático consiste, em essência, em coordenar as ações [...]



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