O Visconde de Jequitinhonha

O Visconde de Jequitinhonha r) Francisco Ge — Acaiabá de Montezuma — eis o nome que ado­tou Francisco Gomes Brandão de Montezuma (Visconde de Jequi­tinhonha), sugestionado pelo nativismo que reinava naquela época. Era um homem de estatura alta, pardo escuro, calvo, olhos vivos, mesmo 2) cintilantes, que denunciavam a vivacidade de seu espírito, a fronte … Ler maisO Visconde de Jequitinhonha

Primeiros triunfos oratórios do Padre Vieira

Aos dezoito anos já Vieira ensinava retórica no colégio de Olinda; e, quer na sua cadeira de professor quer nos bancos de filosofia e teologia, era sempre o mesmo portentoso mancebo que, antecipando o tempo e o trabalho, mostrava-se com mais aptidão para mestre que para discípulo. Compunha dissertações e tratados sôbre os assuntos mais … Ler maisPrimeiros triunfos oratórios do Padre Vieira

Descobrimento do Brasil

HISTÓRIA, BIOGRAFIA, RETRATOS E CARACTERES No ano seguinte ao da volta de Vasco da Gama [1]), encarregou Dom Manuel a Pedro Álvares Cabral, senhor de Belmonte e alcaide- nor de Azurara, o mando duma armada de treze velas [2]), que devia na sua derrota, correr a costa de Sofala, visitar o rei de Melinde, 3hegar … Ler maisDescobrimento do Brasil

A tocadora de realejo – Fialho de Almeida.

A tocadora de realejo José Valentim Fialho de Almeida. (1857 – 1911) A primeira vez que a viram na cidade, era ela criança, tími­da, rósea, de um perfume alpestre da alta Sabóia, e o seu olhar claro, de uma lucidez inocente, penetrava sem pejo e sem maldade tôdas as coisas que via. Tinha um vestidinho … Ler maisA tocadora de realejo – Fialho de Almeida.

O carteiro – crônica de Latino Coelho

ilustração de carteiro

O carteiro Quando vemos passar junto de nós um homem fardado de ca­saco azul, gola vermelha debruada de ouro, sobraçando um saco de pele, um turbilhão de sentimentos diversos nos acodem 2) à mente. Êste homem de aspecto plácido e gélido é o fiel mensageiro da vida e da morte. Uns o esperam com alvoroço, … Ler maisO carteiro – crônica de Latino Coelho

a terra do Rio Grande do Sul

imagem porto alegre antiga

Estado do Rio Grande do Sul * É o um dos mais belos, dos mais amenos e ao mesmo tempo um dos mais florescentes e esperançosos Es­tados do Brasil. Estendendo-se entre 279 e 24º de latitude sul, jaz todo o Rio Grande sob a zona temperada, participando ao mesmo tempo das vantagens e excelências da … Ler maisa terra do Rio Grande do Sul

História da floresta da Tijuca no Rio de Janeiro

Tijuca É um vastíssimo setor de verdura e de beleza, que envolve o oeste do Rio de Janeiro, estenáendo-se em larga faixa por mon­tes, quebradas, planaltos e gargantas, desde o Andaraí-pequeno ao mar, Barra da Tijuca. “Diadema verdejante da Capital da República” chamou-lhe Ferreira da Rosa. E é, com efeito. A natureza e a mão … Ler maisHistória da floresta da Tijuca no Rio de Janeiro

A ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas – Pe. Vieira

A ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas Na grande bôca do rio das Amazonas está atravessada uma ilha de maior comprimento e largueza que todo o reino de Portu­gal e habitada de muitas nações de índios, que, por serem de lín­guas diferentes e dificultosas, são chamados geralmente Nheengaí- has. Ao princípio receberam estas nações … Ler maisA ilha dos Nheengaíbas, na boca do Amazonas – Pe. Vieira

A cachoeira de Paulo Afonso

A cachoeira de Paulo AfonsoAfonso Celso. Os Americanos do Norte têm imenso orgulho da sua catarata lo Niágara, que Chateaubriand qualificou — uma coluna d’água tio dilúvio. O Brasil possui maravilha igual, senão superior, — a cachoei­ra de Paulo Afonso. Encontra-se nesta tudo quanto naquela encanta, apavora, e maravilha. E’ a mesma enorme massa líquida … Ler maisA cachoeira de Paulo Afonso

A mata virgem – Celso de Magalhães

A mata virgemCelso de Magalhães E’ de manhã. Aclarada pela luz gradual que aos poucos doura-lhe os cimos ostenta-se esplendorosa a mata virgem. Quem houver viajado pelo norte do Brasil há-de, por certo, conhecer o acentuado selvagem de suas florestas e ter saudade daqu le vago rumorejar que nelas se escuta, daquela indefinida reunião de … Ler maisA mata virgem – Celso de Magalhães

Clara Camarão – exemplo de valor de uma brasileira

Exemplo de valor de uma brasileira Dona Clara Camarão não era uma dessas descendentes dos conquistadores portugueses, que se pudesse vangloriar de um nascimento ilustre, mas uma índia gerada nos bosques brasileiros. Nasceu na taba ou rústica cabana levantada por seus pais, sôbre a rêde de algodão traçada por sua mãe, como indicava a sua … Ler maisClara Camarão – exemplo de valor de uma brasileira

“A questão Democrática na Área da Saúde” (1979)

FERNANDA CRISTINA ROSSETTO Resenha do texto: “A questão Democrática na Área da Saúde” (1979) O presente texto trata de um documento publicado pelo CEBES (Centro Brasileiro de Estudos em Saúde) constatando a então presente problemática na saúde na época em questão (1979) e propondo medidas a serem tomadas pela população e profissionais de saúde acerca … Ler mais“A questão Democrática na Área da Saúde” (1979)

História da borracha

Dr. Aluísio Telles de Meirelles. Fonte: Manual do Executivo. Novo Brasil editora brasileira.       A BORRACHA     HÁ muitos anos um explorador francês, Charles Marie de la Condamine, ao analisar uma amostra de látex que lhe chegou às mãos, teve a intuição de sua excepcional importância e logo partiu para o Peru, em busca da árvore … Ler maisHistória da borracha

A CRISE SOCIAL

Oliveira Lima A CRISE SOCIAL* Se soubesse, quando fui procurado pela vossa benevolência, que esta festa acadêmica comportava êste ano uma parte dançante, teria escolhido assunto mais leve para tema das minhas palavras do que — "a crise social". Reconheço que a matéria é grave em demasia e decerto contrasta com a despreocupação e a … Ler maisA CRISE SOCIAL

OS DE FORA

Oliveira Lima OS DE FORA Na falta de outros defeitos a assacar-lhe, está-se atribuindo à candidatura do Sr. Barão de Suassuna o de provir de fora do Estado. Na verdade ela irrompeu simultaneamente fora e dentro do Estado, como um protesto contra a imposição de uma candidatura oficial sem recurso nem apelação senão para a … Ler maisOS DE FORA

MANUEL DO NASCIMENTO CASTRO E SILVA

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO VI AS REGÊNCIAS (continuação) MANUEL DO NASCIMENTO CASTRO E SILVA Nasceu em Aracati, província do Ceará, a 25 de dezembro … Ler maisMANUEL DO NASCIMENTO CASTRO E SILVA

Período Regencial

Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3.  LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO VI AS REGÊNCIAS (PERÍODO REGENCIAL) A reação contra a violência de D. Pedro I, dissolvendo a Assembléia Constituinte, não se … Ler maisPeríodo Regencial

BIOGRAFIA DE FREI CANECA

Fr. JOAQUIM DO AMOR DIVINO CANECA

Nasceu na cidade de Recife, no bairro de Fora de Portas, freguesia de S. Frei Pedro Gonçalves, (Estado de Pernambuco), em julho de 1779, e faleceu a 13 de janeiro de 1825. Era filho de Domingos da Silva Rebelo, por alcunha Caneca, e D. Francisca Maria Alexandrina de Siqueira.

A poesia satírica de GREGÓRIO DE MATOS GUERRA

Corrigir os costumes por meio do ridículo foi sempre lou vável, porém difícil tarefa; e tanto mais difícil quanto custoso é parar no plano inclinado da crítica. Desde Arquíloco, que os gregos consideram como o pai da sátira, numerosos são os poetas que se entregaram a esta espécie do gênero didático com mais ou menos êxito. Entre os romanos, Horácio e Juve­nal parece haverem na compreendido por duas diversas fa-sès; o cortesão de Augusto, reconhecendo-se incapaz de deter a torrente da corrupção, imola nas aras da sua faceta musa os ridículos do povo-rei, e, como Demócrito, ri-se e zomba dos seus contemporâneos; ao passo que o implacável discípulo de Cornuto marca com o ferro candente da sua sátira essa de­generada raça que aplaudia os Ñeros, os Claudios, os Calí-gulas e os Domicianos, e que turiferava diante de suas ima­gens. “Cada sátira de Juvenal, diz o Sr. Loise, é um exército disposto em ordem de batalha, cuias setas nartem a um sinal convencionado e dirigem-se ao mesmo alvo.”1 A cólera, a indignação eram suas Musas: facit indignatio versum, como ele próprio se expressava.

ORIGEM DA ERVA MATE (mito indígena)

aparição da deusa

LENDA DO MATE Um grupo de guerreiros de uma valente tribo estava reunido em torno de uma fogueira. De repente, surgiu uma discussão entre o jovem Piraúna, o maior nadador das redondezas, e o destemido Jaguaretê que, na guerra era tão feroz como a fera da qual tinha o nome. Encolerizado, Jaguaretê. que bebera muito … Ler maisORIGEM DA ERVA MATE (mito indígena)

Mula sem cabeça, lenda folclórica

mula sem cabeça

MULA SEM CABEÇA Siá Rosa era uma prendada senhora: às sextas-feiras entregava os filhos a uma comadre parteira e desaparecia sem que ninguém suspeitasse. É que Siá Rosa virava mula-sem-cabeça, não podendo fugir do agouro de sua triste condição. Uma Quaresma, porém, veio surpreender a nossa heroína assentada à meia–qiiarta, isto é, com dores de … Ler maisMula sem cabeça, lenda folclórica

PÉ-DE-GARRAFA – personagem folclórico do Vão do Paraná

pé de garrafa folclore

PÉ-DE-GARRAFA O Vão do Paraná, aquele grande vale de sessenta léguas, formado pelas ramificações que correm para o Norte do Estado, do espinhaço da Serra Geral, é o "habitat" do Pé-de-Garrafa. Coberto de extensas florestas, verdadeiras muralhas verdes que abrigam os cursos dos rios, o Vão do Paranã é uma região misteriosa, em que o … Ler maisPÉ-DE-GARRAFA – personagem folclórico do Vão do Paraná

CAIPORA – Lenda do Folclore Brasileiro

O CAIPORA O aspecto do caipora varia conforme a impressão que causa e a pessoa que êle tem que arruinar e fazer infeliz. Frequenta, de ordinário, as encruzilhadas e as curvas dos caminhos. Antigamente, só espantava os caminhantes a pé ou a cavalo, fazendo este passarinhar e dar com o cavaleiro ao chão. Atualmente, êle … Ler maisCAIPORA – Lenda do Folclore Brasileiro

OS POVOS “PRIMITIVOS” – Arte nos primórdios da civilização

HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) OS POVOS PRIMITIVOS CAPÍTULO III Os começos da arte encontram-se onde também se encontram os primórdios da civilização. A luz da história ilumina apenas a última e curta etapa do longo caminho percorrido pela humanidade. A história não é possível escla-cer-nos sobre a primeira metade desse caminho. A … Ler maisOS POVOS “PRIMITIVOS” – Arte nos primórdios da civilização

A cabeça decepada de Tiradentes em Vila Rica – Inconfidência Mineira

UMA CABEÇA HISTÓRICA Era pelos fins do século XVIII, em mil setecentos e oitenta e tantos. A capital de Minas, nesse tempo, com justa razão, tinha o nome de Vila Rica. Era opulenta e populosa como poucas cidades do Brasil. Os governadores e fidalgos rodavam em ricas carruagens tiradas por possantes mulas ao longo dessas … Ler maisA cabeça decepada de Tiradentes em Vila Rica – Inconfidência Mineira

A organização do Estado e seus órgãos na monarquia brasileira

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

III — O estabelecimento da organização constitucional

(CONTINUAÇÃO)

 

Por força do sistema da colonização, pelo desenvolvimento histórico e, finalmente, pela legislação constitucional, tomou o Brasil o caráter de monarquia federativa, e a vida do Estado pulsa, portanto, em duplo círculo, no governo provincial e no do império.

Inteiramente como na União Norte-Americana, as funções cie cada um dos Estados e as da federação procedem e se completam umas ao lado das outras. Todavia, com uma distinção histórica: na América do Norte, a plena soberania de cada um dos Estados foi a origem, e somente pela renúncia, que fizeram de certos direitos, é que o Estado federativo foi dotado de poderes; no Brasil, ao contrário, o governo do império compreendia primitivamente tudo na sua exclusiva esfera (pri: meiro, o soberano absoluto, depois, desde a nova ordem constitucional, o mesmo com a cooperação da assembléia geral), e somente mais tarde é que passaram especialmente às províncias certas competências para sua plena autonomia. Portanto, não pode de todo existir nas províncias do Brasil a fantasia de recuperar a primitiva soberania plena de cada Estado, como aconteceu uma vez na América do Norte (secessão e decretos de nulificação da Carolina do Sul, 1832); aqui, um tal propósito só poderia ser considerado, em face do direito público, como alta traição e rebeldia.

A capitania geral do Rio de Janeiro – História do Brasil

Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)

História do Brasil

Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.

TOMO II

CAPÍTULO X

A capitania geral do Rio de Janeiro

Ao sul do rio Mucuri (18°-30′ de latitude sul), começa o quarto grupo de Estados brasileiros, a capitania geral, depois vice-reino, do Rio de Janeiro, que, a 17 de setembro de 1658, portanto, mais ou menos ao mesmo tempo que a capitania geral de Pernambuco, foi emancipada da autoridade do governador-geral na Bahia.

O capitão-general deste novo território teve a sua sede na cidade de São Sebastião, situada na baía do Rio de Janeiro, e dali governava ele diretamente a real capitania de igual nome e a já completamente incluída, antes capitania feudal, dos Campos dos Goitacases (Paraíba do Sul ou São Tomé), ao passo que sobre os governos hereditários de Espírito Santo, São Vicente e Santo Amaro, apenas exercia fiscalização. Todavia, logo houve uma mudança nessa situação, pois também aqui foram pouco a pouco extintos os poderes feudais. Assim aconteceu com a capitania do Espírito Santo: depois de haver ela ficado século e meio na família do primitivo donatário, Vasco Fernandes Coutinho, um de seus descendentes, Antônio Luís da Câmara Coutinho, vendeu-a, cerca do ano 1690, pela quantia de 40.000 cruzados, ao coronel Francisco Gil Araújo; mais tarde, ainda mudou de dono duas vezes, até que, finalmente, em 1717, o rei d. João V comprou por 40.000 cruzados o Espírito Santo e incorporou o mesmo às terras da coroa.

A MULA-SEM-CABEÇA – História da Lenda do Folclore

A MULA SEM CABEÇA

A MULA SEM CABEÇA A Mula-sem-cabeça, Burrinha-de-padre ou simplesmente Burrinha, é o castigo tremendo da concubina do padre católico. Na noite de quinta para sexta-feira muda-se numa mula, alentada e veloz, correndo com espantosa rapidez, até o terceiro cantar do galo. Seus cascos afiados dão coices que ferem como navalhadas. Homens ou animais que encontra … Ler maisA MULA-SEM-CABEÇA – História da Lenda do Folclore

VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA

VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA Antônio Teixeira Guerra A PAISAGEM física da Amazônia é caracterizada pela existência de uma densa e pujante floresta que extravasa os limites políticos da Amazônia clássica, … Ler maisVALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA

AS PROMESSAS DE ADÃO –

Brasil

Incluímos nesta seleção a história que segue, a título de curiosidade, pois a vimos citada onde quer que fosse. Recebemo-la contada diretamente por um velho caipira paulista, cuja linguagem tremendamente pitoresca registramos no mesmo momento. Afirmou-nos ele que o "causo" era corrente entre a gente do seu "fundão", e constituía história que se passava "de boca prá ouvido".

Que figure aqui como contribuição do nosso matuto.

AS PROMESSAS DE ADÃO

COMO mecê sabe, Adão vivia bem cômodo lá no Paraíso de Deus Nosso Sinhô. Mai quem é que diz que o marvado tava contente? Qui nada…