Textos Introdutórios - resumos, ebooks, artigos acadêmicos
- A Metafísica e suas fases históricas
- Resenha do livro Martin Heidegger – Fenomenologia da Liberdade, de Günter Figal
- Resenha do livro A caminho da linguagem, de Martin Heidegger
- Resenha do livro Heidegger, de Zeljko Loparic
- Resenha do livro, Ética e finitude de Zeljko Loparic
- morfologia – estrutura e formação das palavras – resumo esquemático
- Max Weber e os “tipos ideais”
- Exercícios sobre UM CERTO CAPITÃO RODRIGO de Érico Veríssimo
- As ciências humanas segundo Dilthey
- JOSÉ LINO COUTINHO
- A oratória do Padre Antônio Vieira
- O modelo político de Aristóteles e o de Hobbes
- A poesia satírica de GREGÓRIO DE MATOS GUERRA
- Schopenhauer – “Metafísica do Belo” – A Genialidade e o Puro Sujeito que Conhece
- As formas de governo propostas por Platão
- A evolução no pensamento de Comte
- FLORESTA DA ENCOSTA ORIENTAL – Mata Atlântida, Hilésias
- FAISCADORES – história da mineração
- FABRICO DE TIJOLOS DE ALVENARIA NO INTERIOR DO BRASIL
- A GRUTA DE MAQUINÉ
- O PAU-DE-ARARA – Transporte e correntes de migrantes nordestinos
- O COLHEDOR DE COCOS – Tipos e aspectos do Brasil
- MOCAMBO – habitação rústica no Brasil
- FRASES DE CAMINHÕES NAS ESTRADAS
- COQUEIRAIS DAS PRAIAS DO NORDESTE BRASILEIRO
- CERCAS SERTANEJAS
- Cassacos nordestinos
- AGRESTE – vegetação e geografia
- VER-O-PÊSO – Mercado Popular no Pará
- VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA
A Metafísica e suas fases históricas Ricardo Ernesto Rose, Jornalista, Graduado em filosofia e pós-graduando em sociologia A questão do ente, “o que é?”, foi uma das principais idéias que deram origem à metafísica. Historicamente, a metafísica remonta a Aristóteles, que a chamava de “filosofia primeira”, pois a partir dela é que construiu todo o [...]
Publicado pela Editora Forense Universitária, o livro Martin Heidegger – Fenomenologia da liberdade revela ao Brasil a principal obra de Günter Figal. Professor da Universidade de Freiburg e um dos principais estudiosos da obra de Heidegger, Figal ocupa atualmente a cátedra que pertenceu ao filósofo e possui publicações especializadas sobre Platão, Nietzsche e Gadamer.
Sob o título de A caminho da linguagem (Unterwegs zur Sprache), encontramos alguns dos textos de maturidade do filósofo alemão Martin Heidegger apresentados na forma de conferências ou redigidos como ensaios durante a década de 1950 (estes, reunidos tal como sua primeira publicação em 1959). Nestes escritos temos Heidegger ocupado em tratar a linguagem como questão do pensamento comprometido com a verdade. Contudo, este problema no momento aparece de maneira diversa daquela presenciada nos escritos da década de 1920, como em Ser e tempo, um de seus principais livros (no qual Heidegger ainda operava com o método fenomenológico, tratando a linguagem como algo ainda sobreedificado à noção de verdade). Em A caminho da linguagem, encontramos um reposicionamento do autor diante de sua compreensão feita; apontando a linguagem como a essência originária da verdade e abertura de sentido ao homem.
Foi lançado recentemente, integrando coleção Passo-a-passo da Jorge Zahar Editora, o pequeno livro intitulado Heidegger, de autoria de Zeliko Loparic (UNICAMP). A obra propõe uma introdução às ideias do filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976). Este trabalho não segue o modelo de uma introdução aos moldes dos manuais, apresentando ideias e fatos de maneira isolada; tendo como produto, conhecimentos gerais ou elementos de curiosa apreciação. Ao contrário, efetua uma introdução temática, ou seja, coloca o leitor no universo dos termos e questões fundamentais ao pensamento do filósofo; ‘convidando’ o leitor a interagir com estas questões. Embora Loparic utilize notas biográficas do autor alemão e explicações didáticas de suas ideias, isto é feito de maneira dosada; sem uma diluição demasiada dos conceitos, o que poderia acarretar a banalização das ideias do pensador.
A comunidade acadêmica de filosofia já dispõe da 2ª edição revisada e ampliada do livro Ética e finitude. O trabalho, assinado pelo Professor Zeljko Loparic, é contribuição relevante não só àqueles que buscam pensar a ética na contemporaneidade, mas aos que se ocupam em tratar de seus desdobramentos no pensamento de Heidegger.
NOMENCLATURA GRAMATICAL BRASILEIRA Fonte- MEC – CAEC/SENAC 1959 Disclaimer: O manual abaixo é de 1959 e pode estar desatualizado!! DIVISÃO DA GRAMÁTICA FONÉTICA MORFOLOGIA SINTAXE SEGUNDA PARTE MORFOLOGIA Trata a Morfologia das palavras: a)quanto a sua estrutura e formação; b)quanto a suas flexões; c) quanto a sua classificação, A. Estrutura das palavras: 1. Raiz Radical Tema Afixo [...]
Max Weber e os “tipos ideais” Ricardo Ernesto Rose Jornalista, Licenciado em Filosofia, Pós-Graduando em Sociologia Quando Max Weber começou a se dedicar ao estudo da sociologia, depois de ter se aprofundado no estudo da história e da economia, além de ter obtido graduação em direito, esta era uma ciência ainda em sua fase inicial [...]
UM CERTO CAPITÃO RODRIGO Érico Veríssimo — Ainda não fabricaram a bala que há de me matar! — gritou Rodrigo, dando de rédea. — A gente nunca sabe — retrucou o padre. — E é melhor que não saiba, não é? — Deus guie vosmecê! — Amém! — replicou Rodrigo, por puro hábito, [...]
Em 2011 se celebra o centenário de morte de Wilhelm Dilthey (1833-1911). Para esta data, no Brasil e no exterior, editoras e universidades vêm se mobilizando desde o ano passado para organizar novas edições das obras do filósofo alemão. Associados à Universidade de Colônia – Alemanha, tradutores de diversos países vêm vertendo a obra para o inglês, o russo e o japonês. Também traduções para o português vêm sendo publicadas tanto no Brasil quanto em Portugal.
Em nosso país, trabalhos de diferentes fases da obra de Dilthey já foram publicados por editoras de expressão. Até o momento, o resultado desses lançamentos é um desenho sincopado da produção do filósofo, hermeneuta, psicólogo, historiólogo e pedagogo. Com as lacunas que possui, entretanto, tal política editorial ainda nos é mais favorável do que a situação de penúria que enfrentávamos até a presente data, quadro em que eram praticamente inexistentes as traduções confiáveis de Dilthey.
Biblioteca Academia Paulista de Letras – volume 7. História da Literatura Brasileira TOMO I. vol 3. LIVRO PRIMEIRO Época de Transformação (século XIX) 2º período (Fase Patriótica) Artur Mota (Arthur Motta) (1879 – 1936) CAPÍTULO IV (continuação) OUTROS FAUTORES DA INDEPENDÊNCIA JOSÉ LINO COUTINHO Nasceu na Bahia, a 31 de março de 1784, e faleceu [...]
Cônego Fernandes Pinheiro (1825 – 1876)
CURSO DE LITERATURA NACIONAL Fonte: editora Cátedra – MEC – 1978
LIÇÃO XXIII -História da oratória – apostila de oratória (falar em publico)
romance
LIÇÃO XXV
oratória
Privada da tribuna política e judiciária, não restava à eloqüência portuguesa senão o púlpito para teatro de sua glória. Prejudicava-lhe ainda aí a crença geralmente espalhada entre os pregadores de que todo o artifício retórico devera ser banido dos sermões e panegíricos dos santos, não necessitando de ornatos a linguagem evangélica. Com o progresso porém das luzes foi definhando semelhante crença, e convencendo-se os oradores sagrados que mais frutuosas seriam as suas prédicas se menos rudes se tornassem elas. Quer pelas dificuldades da impressão, quer pela natural modéstia dos religiosos que então principalmente ocupavam a cadeira da verdade, não nos consta que hajam sermonários dignos de estudo e imitação nas três primeiras épocas da nossa literatura. Destinada estava à Companhia de Jesus o fornecer a Portugal o seu primeiro pregador, com cuja vida e trabalhos oratórios passamos a ocupar-nos.’
O PADRE ANTÔNIO VIEIRA
O Padre Antônio Vieira nasceu na cidade de Lisboa a 6 de fevereiro de 1608. Foram seus pais Cristóvão Vieira Ravasco e D. Maria de Azevedo. Na tenra idade de oito anos incompletos acompanhou seu pai à cidade da Bahia, onde este vinha exercer o emprego de secretário do Estado do Brasil. No
colégio dos padres da Companhia fez ele o seu curso de preparatórios, então chamado de humanidades, com grande aplauso de seus mestres e condiscípulos, e aos quinze anos, abandonando a casa paterna, abraçou o instituto de Loyola; no qual professou a 6 de Maio de 1625.
Tão prematuro foi o seu desenvolvimento intelectual, que na tenra idade de dezoito anos já regia uma cadeira de retórica no colégio de Olinda, e compunha comentários às tragédias de Séneca e às Metamorfoses de Ovídio. Ainda antes de receber a ordem de persbítero, o que teve lugar no mês de dezembro de 1635, pregava com grande fama nas principais igrejas da Bahia, onde principiou essa celebridade que depois se estendeu por toda a Europa.
Levou-o a Lisboa o fausto sucesso da restauração da au-gustíssima casa de Bragança, sendo escolhido pelo vice-rei, marquês de Montalvão;,, para acompanhar à metrópole seu filho D. Fernando de Mascarenhas, incumbido de felicitar o novo rei. Envolvido no ressentimento popular centra a família dos Mascarenhas, da qual alguns membros se haviam bandeado para o partido de Castela, escapou o padre Vieira de ser vítima do furor da populaça de Peniche, devendo ao governador da praça, conde de Atouguia, o ser conduzido salvo à capital do reino, onde não tardou em granjear as boas graças de D. João IV e de seu filho, o príncipe D. Teodósio.
Não é do nosso intuito traçar aqui o quadro dessa existência tão cheia de peripécias, das vicissitudes por que passou o maior homem que naqueles tempos contava Portugal. Sucessivamente encarregado das mais importantes comissões dentro e fora do país, era o padre Vieira ouvido como conselheiro, e enviado como diplomata a diversas cortes e governos da Europa. Por suas mãos passavam os mais importantes negócios tendo o marquês de Niza, ministro de D. João IV em França, expressa ordem de nunca falar à rainha regente e ao cardeal ministro, senão acompanhado do célebre jesuíta. À sua influência deveu a causa da restauração o valioso auxílio de três fragatas carregadas de petrechos bélicos e o empréstimo de avultada soma de cincoenta mil cruzados. No meio desses triunfos diplomáticos, vemo-lo partir para o Maranhão, em obediência às ordens dos seus superiores eclesiásticos, e, depois de pregar o Evangelho seis anos à tribo dos Poquizes e à dos ferozes Nheengaíbas, empenhar-se com não menos zelo no caloroso debate suscitado entre a Companhia e os colonos acerca da escravidão indígena, o que lhe valeu ser preso e remetido para o reino com outros jesuítas.
Há uma grande diferença entre o modelo político aristotélico e o modelo jusnaturalista ou hobbesiano. A diferença entre ambos os modelos políticos é baseada em divergentes maneiras de ver o homem e sua relação com seus semelhantes, intermediada pela cultura e pelo Estado.
Corrigir os costumes por meio do ridículo foi sempre lou vável, porém difícil tarefa; e tanto mais difícil quanto custoso é parar no plano inclinado da crítica. Desde Arquíloco, que os gregos consideram como o pai da sátira, numerosos são os poetas que se entregaram a esta espécie do gênero didático com mais ou menos êxito. Entre os romanos, Horácio e Juvenal parece haverem na compreendido por duas diversas fa-sès; o cortesão de Augusto, reconhecendo-se incapaz de deter a torrente da corrupção, imola nas aras da sua faceta musa os ridículos do povo-rei, e, como Demócrito, ri-se e zomba dos seus contemporâneos; ao passo que o implacável discípulo de Cornuto marca com o ferro candente da sua sátira essa degenerada raça que aplaudia os Ñeros, os Claudios, os Calí-gulas e os Domicianos, e que turiferava diante de suas imagens. “Cada sátira de Juvenal, diz o Sr. Loise, é um exército disposto em ordem de batalha, cuias setas nartem a um sinal convencionado e dirigem-se ao mesmo alvo.”1 A cólera, a indignação eram suas Musas: facit indignatio versum, como ele próprio se expressava.

“Alguma vez a natureza produziu um homem perfeitamente belo em todas
as suas partes? Opinou-se que o artista tem de estudar conjuntamente
as inúmeras partes belas isoladas distribuídas por muitos homens e
delas compor um todo belo, opinião essa disparatada e destituída de
sensibilidade. Pois perguntemo-nos: como o artista pode reconhecer que
algumas dessas partes isoladas são belas e as outras não?”
(Schopenhauer) Beleza está na idéia representada pela pintura, pela
filosofia, poesia, escultura ou música, não no homem.
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>As formas de governo propostas por Platão >
Ricardo Ernesto Rose,
Jornalista, Licenciado em Filosofia e Pós-Graduando em Sociologia
Platão (428 a.C. – 348 a.C.), filósofo grego discípulo de Sócrates foi o iniciador da tradição filosófica ocidental. Escreveu grande parte de sua obra filosófica na forma de diálogos, nos quais fazia seu mestre, Sócrates, como principal personagem e porta-voz de suas idéias.
Algumas destas idéias desenvolvidas pelo filósofo ateniense tornaram-se os fundamentos da filosofia ocidental, mais especificamente da metafísica ocidental. Dentre estas, o conceito das Idéias ou Ideais é o mais famoso. Segundo Platão – e nisso teve grande influência sua ligação com os cultos órficos – estamos destinados a viver diversas vezes, durante as quais passamos por um processo de purificação e temos a chance de evoluir. Toda vez, antes que nossas almas ocupem um novo corpo, passamos um período no mundo das Idéias ou Ideais. Nesta dimensão além da vida terrena, segundo Platão, temos a chance de contemplar as formas perfeitas. Assim, contemplamos a forma perfeita da mesa, ou seja, o arquétipo de todas as mesas que são construídas em nosso mundo material. Contemplamos a forma perfeita de um cavalo, da qual todos os cavalos terrestres são cópias imperfeitas. Nesta dimensão contemplamos também o Bem, a Virtude, a Beleza e outros conceitos abstratos.
A evolução do pensamento de Auguste Comte
Ricardo Ernesto Rose Jornalista, Licenciado em Filosofia e Pós-Graduando em Sociologia
Em seu processo de desenvolvimento da ciência sociológica, o pensamento de Augusto Comte passou por três etapas. Na primeira fase, que vai aproximadamente de 1820 a 1826, Comte analisa a sociedade de seu tempo, avaliando o desenvolvimento da industrialização – a máquina a vapor havia sido recentemente introduzida no processo produtivo e era a grande novidade nos transportes; os aspectos sociais – migrações do campo para as cidades, surgimento de uma classe operária; e científico tecnológicos – a física vai ampliando sua área de conhecimento enquanto a química e a biologia dão seus passos iniciais. Comte chega à conclusão que um novo tipo de sociedade estava nascendo; científica e industrial, em oposição à sociedade que estava morrendo, a teológica, ainda ligada ao modo de pensar dos teólogos e sacerdotes. Através desta análise, Comte acaba concluindo que uma ordem social que chamou de teológico-militar estava em decadência, sendo substituída por outra que denominou científico-industrial.

FLORESTA DA ENCOSTA ORIENTAL Lindalvo Bezerra dos Santos A CHAMADA "floresta atlântica" do Brasil, ou "mata costeira" ou "floresta oriental" ou ainda "Dryades", segundo Martius, estende-se em latitude, por quase 25°, na encosta oriental do planalto brasileiro, desde o Rio Grande do Norte, indo morrer nas ondulações das serras do Erval e Tapes, ao sul. [...]

FAISCADORES * José Veríssimo da Costa Pereira AINDA hoje, sobretudo em certas regiões do Pará, Amapá, Guiana Maranhense, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás, constitui o ouro o eixo em torno do qual gira incessantemente toda a vida de pequenas povoações que, em pleno século XX fazem reviver condições de trabalho e de meio [...]

FABRICO DE TIJOLOS DE ALVENARIA NO INTERIOR DO BRASIL Francisco Barboza Leite NOS DIFERENTES estágios em que o barro se apresenta, oferece ao homem aplicação vantajosa, a começar, naturalmente, pela construção da casa onde, como é sabido, sua utilidade não se limita somente às paredes toscas ou de alvenaria; na cerâmica rudimentar ou nos mais [...]

Reproduzido de Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. A GRUTA DE MAQUINÉ Francisco Barboza Leite SITUADA a uma distancia de três quilômetros de Cordisburgo, no estado de Minas, e a esta ligada por estrada de rodagem, [...]

Reproduzido de Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. MUTIRÃO * "O PAU-DE-ARARA" Francisco Barboza Leite SENDO uma das áreas mais povoadas do Brasil, o Nordeste e o filão incansável que fornece ao país os contingentes impressionantes [...]

NÃO é sem razão que o professor Mário Lacerda de Melo, em seu excelente ensaio, Pernambuco — Traços da sua Geografia Humana (Recife, 1941), ao particularizar vários tipos humanos ligados à vida agrícola e econômica local, distingue entre os mais característicos a curiosa atividade do trabalhador especializado na colheita do coco, salientando a sua destreza, comparável a do mono, ao subir nos coqueiros, com ou sem auxílio de "peia".

Reproduzido de Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. MOCAMBO João Milanez da Cunha Lima OS ARREDORES da cidade do Recife, o mocambo constitui expressão predominante. Remontando aos primórdios da colonização, introduzido, como geralmente se acredita, por [...]

LEGENDAS DE CAMINHÕES NAS ESTRADAS NORDESTINAS
Francisco Barboza Leite
O CAMINHÃO criou na economia brasileira uma condição básica para o seu desenvolvimento. Deram-lhe estradas e isto assegurou-lhe o predomínio ios transportes através de extensões que se ampliam cada vez mais. Tornou-se a característica de um bandeirismo singular, que as estradas levam ao sertão, permitindo o progresso, irradiando por regiões, outrora obscuras, as vantagens da civilização.
O caminhão contribuiu para a transformação de hábitos arraigados na alma popular, emprestando nova fácies aos vilarejos remotos, aos cantos esquecidos, fazendo mais que o transporte de utilidades: trans-pontando sobre rodas os fluxos de uma vitalidade inesperada. O sertão, a terra adusta, o oeste ou o nordeste, regiões e sub-regiões do país, tiveram em seu recesso os estremunhos de uma energia alvissareira, a invasão dos carros motorizados, restringindo aos trabalhos domésticos as alimárias, outrora tão indispensáveis às longas caminhadas. Era um elemento novo que se integrava na paisagem, condicionando o homem a um processus de vida mais eficiente e definitivo. Sua presença repercutia intensamente nos costumes, oferecendo às populações do interior o descortino de novas possibilidades.
Implicitamente, um novo corolário filosófico viria modificar o comportamento das gentes, criando esquemas diferentes à solução e continuidade de seus problemas. E, assim, também o sentimento humano teria oportunidade de revelar suas inumeráveis virtualidades.

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. COQUEIRAIS DAS PRAIAS DO NORDESTE Lindalvo Bezerra dos Santos O LITORAL nordestino oferece dois belos espetáculos: o jangadeiro pescador e o debrum vivo dos coqueirais esguios, imprimindo à paisagem feição [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CERCAS SERTANEJAS Francisco Barboza Leite AS CERCAS, pode-se dizer, constituem condição essencial à "coexistência pacífica" entre o homem, o gado e as culturas, estabelecendo o equilíbrio necessário ao desenvolvimento das [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. CASSACOS OSWALDO LAMARTINE DE FARIA A PRESENÇA da grafia nada assemelha o nosso cassaco nordestino ao guerreiro das estepes russas. Falta-lhe a montaria, o colorido das vestes, a destreza e [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. AGRESTE Maria Fagundes de Sousa Doca E NA REGIÃO fitogeográfica brasileira, por Martius denominada Hamadryas, de forma oblonga, tendo sua maior dimensão no sentido NE-SO e situada mais ou menos [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VER-O-PÊSO José Veríssimo da Costa Pereira PELO seu colorido local, altamente expressivo, misto de doca e de mercado popular, cuja confusão e pitoresco se tornam inesquecíveis, o VER-O-PÊSO constitui um [...]

Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. VALES SUBMERSOS NA AMAZÔNIA Antônio Teixeira Guerra A PAISAGEM física da Amazônia é caracterizada pela existência de uma densa e pujante floresta que extravasa os limites políticos da Amazônia clássica, [...]
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