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Nei Duclós Preciso de um verso que valha o que sinto: minha vontade sem limite. Se a fonte da tua beleza molhar meu beijo, tudo o que eu disser será eterno. O que digo gruda na pele do teu seio e fica ali, até que eu prove o sabor que adquire. Preciso de um verso que valha o que
Categoria: Romance em prosa poética
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- Nei Duclós: Obrigado, Alex. Sim, “Eu e o Rio” é de Luis Antonio. Veja nolink http://www.youtube.com/wat...
- Alex B. Contessa: Prezado Nei Duclós Faço referência ao belíssimo samba-canção “Eu e o rio” que segundo...
- Osmar Baptista Silva: Para Marcelo: O nome do pai de Francisca, 1a. esposa do Menotti Del Picchia era José Gomes da...
- MARIA NELLY: Acho que nunca mais haverá um filme tão completo e envolvente quanto este. Desde a escolha do elenco,...
- Debora: Não vais me adicionar???? nunca mais????
Apresentação
Este espaço foi criado para resgatar e projetar um trabalho autoral de três décadas, desenvolvido em seis cidades (Uruguaiana, Porto Alegre, Blumenau, Florianópolis, Vitória e São Paulo) e que está ligado intimamente à produção poética, literária e jornalística do nosso tempo.
A idéia é concentrar os poemas, as resenhas, os artigos, as memórias, as reportagens, as crônicas e os textos literários e acadêmicos que estavam dispersos, parcialmente publicados e que até agora ocupavam o inacessível território das pastas, das gavetas e das estantes.
Esta página serve como exercício de difusão e de memória, de reencontro e retomada, num abraço único que envolve toda uma vida dedicada às palavras. Acompanha-me, nesta trajetória, a torcida e a colaboração de parentes e amigos, aos quais devo demais, sabendo que nunca poderei retribuir à altura. Esta é a maneira que encontro de homenagear o País e de compartilhar a minha versão de uma realidade que procuramos, sempre, transformar.
Nei Carvalho Duclós
Crônicas
Cinema
Nei Duclós Os três primeiros filmes escritos e dirigidos por Samuel Fuller – sendo que só um não foi também produzido por ele – entre 1949 e 1951 despem os mitos que o próprio cinema vestiu. O primeiro, sua grande estréia, arrasadora, Eu Matei Jesse James, é o contraponto entre a formação do mito (o [...]
Nei Duclós Toda vez que a câmara aponta para o alvo obedecendo a um roteiro, uma edição, a uma narrativa, está enfocando a arte em si mesma, no caso, o cinema. Pode ser filme de qualquer gênero, dimensão ou época, sempre haverá esse foco direcionado. Não para um suposto conteúdo, como drama, memória, guerra ou [...]
Livros
Nei Duclós Os poetas se anteciparam à necessidade de mudar a linguagem para adaptá-la ao mundo e assim ajudar a transformá-lo. Na carona dessa mudança, a poesia tornou-se escassa numa época beletrista, certeira quando o discurso descrevia espirais de ilusionismo em volta das grandes guerras, emocionada sem apelar para as emoções baratas, demolidora na sua [...]
Política
Nei Duclós Capitalismo nasceu de uma reação ao engessamento econômico e social promovido pelo absolutismo e o poder clerical. Mudou o paradigma das ações ao aproveitar a sem cerimônia das potências em relação ao resto do mundo e eliminou as fronteiras para desencadear o que interessava, o lucro. Mas desde sua origem oferece uma dupla [...]
O CRIME DA CARVOEIRA
Nei Duclós Inventei uma biblioteca semi-submersa, guardada por um negro velho, que dormitava com os óculos comprados em camelô pendurados no nariz, rodeado de algas, liquens e peixes. Havia uma craca de ostras no teto. Um resto de rede tapando quadros borrados nas paredes. Uma cabeça de golfinho sorrindo sinistramente para mim. Um volume detonado [...]
DIÁLOGO GRAMÁTICO
Nei Duclós Olha aqui, Dois Pontos: não argumente comigo, disse o Ponto de Exclamação. Penetra uma vírgula! disse o Ponto. Eu tenho crachá! O U não saiu no desfile. Foi proibido de usar sua fantasia favorita, o trema. Quis dizer outra coisa, disse o Entre Aspas. Descemos no Ponto Final. Voltamos no Primeiro Parágrafo. Faça [...]
CULTURA E FUTEBOL: A LÓGICA DO IMPROVISO
Nei Duclós O futebol brasileiro é fruto da cultura da escassez, conceito usado pelo poeta Mario Chamie quando assumiu a secretaria municipal de Cultura de São Paulo nos anos 70. A cultura da escassez define o perfil dos brasileiros que, ermo de recursos e de incentivo, acabam superando com a criatividade o que lhe falta [...]
COPY DESK, O ANÔNIMO EDITOR DE TEXTO
Nei Duclós Fui copy a vida inteira. Chamava-se redator, uma função que sumiu na imprensa. Chegávamos mais tarde e saíamos por último, junto com o editor. Recebíamos os textos, copidescávamos, fazíamos o fechamento, como títulos, olhos, legendas etc. Hoje repórter faz tudo isso. A terceirização desses encargos liberava a reportagem da chatice de acertar o [...]
TOMZÉ, TORCENDO AS REGRAS DO JOGO
Nei Duclós Eis uma reportagem importante que Miguel Duclós desencavou na sua pesquisa sobre o meu trabalho no acervo da Folha. Um longo texto de 33 anos atrás sobre TomZé e seu “Estudando o Samba”, bem na época em que ele não estava na moda e desenvolvia seu trabalho fundamental, mais tarde descoberto pelos americanos [...]
SORTE
Nei Duclós Te visitei em sonho, estavas linda como o poema quando escrevo ilusão e beleza andam juntas no mesmo evento do meu verbo Te recito depois, cada molejo de tua pele enriquece o meu acervo imaginas o toque, musa trêmula aguardas despertar entre mistérios Não entendo o que nos pega em cheio esse ardor [...]
MEDIUM: A ORDENAÇÃO DO CAOS
Nei Duclós Todos os dias o canal 43, Universal, da Net, apresenta a série Medium, que foi ao ar originalmente entre 2005 e 2011. O autor, Glenn Gordon Caron, é o mesmo de A Gata e o Rato, grade hit dos anos 80 com Cybill Shepherd e Bruce Willis. É um escritor competente, engendra bem [...]