Destaque
Nada mais é inesquecível, tudo está na mão. A memória era um lugar, hoje é lugar nenhum. Faz parte do consumo. A cena esquecida do filme perdido está no You tube. E o resgate do passado, feito agora, acaba sendo tratado como pão adormecido. É o caso do impressionante Across the Universe, o musical que
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Comentários Recentes
- Nei Duclós: Obrigado, Djabal. Revi o final e não notei nada de inesperado. Poderia me explicar melhor?
- Djabal: Bom dia. Gostei bastante da sua resenha. Clara e informativa. Concordo com a sua análise. Restou-me uma...
- Nei Duclós: “Os Sinos” , do livro O Ritmo Dissoluto, publicado em 1924
- Lana claudia: oi??
- Leticia: Não me ajudou em nada,porque eu quero saber,que dia foi criado o poema:Os Sinos de Manuel Bandeira Espero...
Apresentação
Este espaço foi criado para resgatar e projetar um trabalho autoral de três décadas, desenvolvido em seis cidades (Uruguaiana, Porto Alegre, Blumenau, Florianópolis, Vitória e São Paulo) e que está ligado intimamente à produção poética, literária e jornalística do nosso tempo.
A idéia é concentrar os poemas, as resenhas, os artigos, as memórias, as reportagens, as crônicas e os textos literários e acadêmicos que estavam dispersos, parcialmente publicados e que até agora ocupavam o inacessível território das pastas, das gavetas e das estantes.
Esta página serve como exercício de difusão e de memória, de reencontro e retomada, num abraço único que envolve toda uma vida dedicada às palavras. Acompanha-me, nesta trajetória, a torcida e a colaboração de parentes e amigos, aos quais devo demais, sabendo que nunca poderei retribuir à altura. Esta é a maneira que encontro de homenagear o País e de compartilhar a minha versão de uma realidade que procuramos, sempre, transformar.
Nei Carvalho Duclós
Crônicas
Cinema
Nei Duclós Ao contrário de hoje, em que nenhum personagem é normal e todos cometem assassinatos impunemente em frente às câmaras e riem de maneira doente, em décadas passadas o cinema costumava curar a psicopatia. É o caso de Spellbound (Quando fala o coração , 1945), de Hitchcock, em que Ingrid Bergman é a psiquiatra [...]
Nei Duclós Deveria escrever sobre as eleições? Ser “pontual” e gerar textos datados sobre a impermeabilidade da política? Ou insistir em cinema, literatura, poesia e arte, como tem sido os assuntos aqui do Diário da Fonte? A resposta é dada pelo excesso de Sétima Arte neste espaço onde, em tese, cabe tudo. É por isso [...]
Livros
Nei Duclós A poesia é a linguagem em busca da sua identidade. Para cumprir seu destino, deixou de lado o amplo espectro dos temas e concentrou-se na sua própria ciência: modernidade pelo avesso, já que o único exercício é recuperar a magia perdida ou dispersa na selva minada pelo jornalismo, a publicidade, a mídia eletrônica, [...]
Política
Nei Duclós Na sociedade do espetáculo, em que tudo vira mercadoria exposta, especialmente as consciências, o Brasil comparece com atrações de sarjeta. Nas campanhas eleitorais, tanto a anti-candidatura do palhaço Tiririca quanto às consideradas sérias, não passam de discurso, aquela trama de palavras e imagens em busca do voto ou de sua desmoralização. Como não [...]
O PARADOXO DE WHILE
Nei Duclós Pesquisador brasileiro, que se esconde sob o pseudônimo de While (talvez para fugir de um Jondertson) levantou uma hipótese polêmica, que depois de abandonada no meio acadêmico alcançou súbita notoriedade. Trata-se de uma relação entre duas situações incomensuráveis. A primeira é a da linha contínua que forma o círculo e que, em tese, [...]
GHOST WRITER DE AUTÓGRAFOS
Nei Duclós Um novo profissional, uma nova categoria, é detectada pelo Diário da Fonte. Por enquanto, eles querem ficar anônimos, mas preparem-se. Um dia darão as caras e aí veremos quem escreveu de fato todas aquelas dedicatórias. No Twitter, fiz alguns sinais sobre o assunto, sem entregar tudo. Há ainda muito segredo no ramo. Mas, [...]
FUTEBOL PARA INICIANTES
Nei Duclós Sou veterano em futebol. Ajudei a fundar um time há 50 anos, que está vivo até hoje, o E.C. Guarani, de Uruguaiana. Fui goleiro da minha rua, da minha classe, do meu colégio. Fiz gol no ângulo numa aula de educação física e outro por cobertura, chutando do canto, que bateu na trave [...]
MEMÓRIA E IDENTIDADE
Nei Duclós Memória incomoda quando o conterrâneo se afasta da cidade e depois se refere à sua origem entre suspiros de saudade. Para quem fica, é desconfortável ver seu ambiente ser identificado com o passado, desconectado completamente do mundo, como se este pertencesse apenas ao saudoso e não ao que continua no mesmo lugar, mas [...]
LUÍS ANTONIO, O GÊNIO QUASE OCULTO DO SAMBA
Nei Duclós Por que o carioca Antônio de Pádua Vieira da Costa é um nome absolutamente desconhecido do público? Sua biografia, que vai de 1921 a 1996, não deveria circular apenas entre especialistas e a velha guarda do samba. Toda vez que algumas de suas maravilhosas músicas são interpretadas, lembradas ou difundidas, sabemos que elas [...]
VOTE NO POEMA
Nei Duclós Vote no poema Candidato da gema Plataforma extrema Vote no poema Cédula de vento Multidões ao alto Vote no poema Festa na cabeça Amor para sempre Vote no poema Caminhão de acenos Trem de sentimentos Vote no poema Convenção de sonhos Eleição de beijos Vote no poema Porta-voz, bandeira Comissão de frente Vote [...]
A HIERARQUIA DOS GESTOS
O gesto favorito dos nossos estadistas de estádio (como diria Ulysses Guimarães) é virar a cabeça junto com o tronco. Sinal que sugere integridade física, ou seja, não se torce o pescoço para olhar ninguém, vira-se inteiramente como a proclamar autoridade e expressar com esse gesto que se está ali para mandar e ensinar, e jamais para escutar. Nisso FHC e Lula também se parecem. A rigidez de ombros que ostentam significa que são rochedos. Em volta deles, pululam como ondas os ombros frenéticos da mídia, a lamber-lhes as ostras.