Destaque

      Nei Duclós O que tenho feito além de postar sobre cinema ? Tenho afiado o verbo no Twitter, onde as frases não podem ultrapassar 140 toques. Escrevo sobre tudo, dialogando com muitos seguidores, das mais variadas profissões, principalmente jornalistas, poetas, assessores de imprensa, gente do Brasil e de outros países. Uma viagem e tanto. A seguir,

      Categoria: Redação sem Máscara

Comentários Recentes

  • aaaaaa: essa história é muito loucaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!! !!1
  • Nei Duclós: Obrigado, amigo. Caio cita um verso do poema meu de Outubro: INVEJA DO QUE EU FIZ Inveja do que eu fiz...
  • edgar yamagami: oi ney. sou seu fã e de caio. curti muito vocês em meados na década de 70, quando fazia jornalismo na...
  • Luciano Moojen Chaves: Já que é prá brincar… A última vêz que vi o bom Traso, foi no Florentino, Leblon. Que...
  • Luciano Moojen Chaves: Inda tenho a coleção do “folheto”, da Folha. Traso botou um grande artista, para...

Apresentação

Este espaço foi criado para resgatar e projetar um trabalho autoral de três décadas, desenvolvido em seis cidades (Uruguaiana, Porto Alegre, Blumenau, Florianópolis, Vitória e São Paulo) e que está ligado intimamente à produção poética, literária e jornalística do nosso tempo.

A idéia é concentrar os poemas, as resenhas, os artigos, as memórias, as reportagens, as crônicas e os textos literários e acadêmicos que estavam dispersos, parcialmente publicados e que até agora ocupavam o inacessível território das pastas, das gavetas e das estantes.

Esta página serve como exercício de difusão e de memória, de reencontro e retomada, num abraço único que envolve toda uma vida dedicada às palavras. Acompanha-me, nesta trajetória, a torcida e a colaboração de parentes e amigos, aos quais devo demais, sabendo que nunca poderei retribuir à altura. Esta é a maneira que encontro de homenagear o País e de compartilhar a minha versão de uma realidade que procuramos, sempre, transformar.

Nei Carvalho Duclós

Crônicas

Cinema

SAMUEL FULLER E A NUDEZ DO MITO

Nei Duclós Os três primeiros filmes escritos e dirigidos por Samuel Fuller – sendo que só um não foi também produzido por ele – entre 1949 e 1951 despem os mitos que o próprio cinema vestiu. O primeiro, sua grande estréia, arrasadora, Eu Matei Jesse James, é o contraponto entre a formação do mito (o [...]

TODO FILME É SOBRE CINEMA

Nei Duclós Toda vez que a câmara aponta para o alvo obedecendo a um roteiro, uma edição, a uma narrativa, está enfocando a arte em si mesma, no caso, o cinema. Pode ser filme de qualquer gênero, dimensão ou época, sempre haverá esse foco direcionado. Não para um suposto conteúdo, como drama, memória, guerra ou [...]

Livros

LAÍS CHAFFE: MÍNIMO VERBO DE MÁXIMO FOGO

Nei Duclós Os poetas se anteciparam à necessidade de mudar a linguagem para adaptá-la ao mundo e assim ajudar a transformá-lo. Na carona dessa mudança, a poesia tornou-se escassa numa época beletrista, certeira quando o discurso descrevia espirais de ilusionismo em volta das grandes guerras, emocionada sem apelar para as emoções baratas, demolidora na sua [...]

Política

À SOMBRA DA METÁSTASE DO CAPITALISMO

Nei Duclós Capitalismo nasceu de uma reação ao engessamento econômico e social promovido pelo absolutismo e o poder clerical. Mudou o paradigma das ações ao aproveitar a sem cerimônia das potências em relação ao resto do mundo e eliminou as fronteiras para desencadear o que interessava, o lucro. Mas desde sua origem oferece uma dupla [...]

O CRIME DA CARVOEIRA

Nei Duclós Inventei uma biblioteca semi-submersa, guardada por um negro velho, que dormitava com os óculos comprados em camelô pendurados no nariz, rodeado de algas, liquens e peixes. Havia uma craca de ostras no teto. Um resto de rede tapando quadros borrados nas paredes. Uma cabeça de golfinho sorrindo sinistramente para mim. Um volume detonado [...]

DIÁLOGO GRAMÁTICO

Nei Duclós Olha aqui, Dois Pontos: não argumente comigo, disse o Ponto de Exclamação. Penetra uma vírgula! disse o Ponto. Eu tenho crachá! O U não saiu no desfile. Foi proibido de usar sua fantasia favorita, o trema. Quis dizer outra coisa, disse o Entre Aspas. Descemos no Ponto Final. Voltamos no Primeiro Parágrafo. Faça [...]

CULTURA E FUTEBOL: A LÓGICA DO IMPROVISO

Nei Duclós O futebol brasileiro é fruto da cultura da escassez, conceito usado pelo poeta Mario Chamie quando assumiu a secretaria municipal de Cultura de São Paulo nos anos 70. A cultura da escassez define o perfil dos brasileiros que, ermo de recursos e de incentivo, acabam superando com a criatividade o que lhe falta [...]

COPY DESK, O ANÔNIMO EDITOR DE TEXTO

Nei Duclós Fui copy a vida inteira. Chamava-se redator, uma função que sumiu na imprensa. Chegávamos mais tarde e saíamos por último, junto com o editor. Recebíamos os textos, copidescávamos, fazíamos o fechamento, como títulos, olhos, legendas etc. Hoje repórter faz tudo isso. A terceirização desses encargos liberava a reportagem da chatice de acertar o [...]

TOMZÉ, TORCENDO AS REGRAS DO JOGO

Nei Duclós Eis uma reportagem importante que Miguel Duclós desencavou na sua pesquisa sobre o meu trabalho no acervo da Folha. Um longo texto de 33 anos atrás sobre TomZé e seu “Estudando o Samba”, bem na época em que ele não estava na moda e desenvolvia seu trabalho fundamental, mais tarde descoberto pelos americanos [...]

AREIA

Nei Duclós Do Leste veio o sol devolvendo abril no início da estação que está no fim amor que começou e amarga o exílio sabor que se perdeu antes de mim O céu capricha azul depois da chuva borracha sobre a dor, separação corpos que secaram ainda úmidos palavra recém dita e sem perdão Devia [...]

MEDIUM: A ORDENAÇÃO DO CAOS

Nei Duclós Todos os dias o canal 43, Universal, da Net, apresenta a série Medium, que foi ao ar originalmente entre 2005 e 2011. O autor, Glenn Gordon Caron, é o mesmo de A Gata e o Rato, grade hit dos anos 80 com Cybill Shepherd e Bruce Willis. É um escritor competente, engendra bem [...]

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