SEGREDO

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Pareces idêntica misturada na cesta flor que se rende ao olhar desatento O que difere um poema da palavra no ermo? Não notam que é deusa com seu passo de seda A vocação é a mesma do verso em soneto: salto alto em deserto Só eu fico pasmo submisso à beleza Segredo de […]



ARRASO

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Exclusiva como ao sol se fina o último rebento da açucena única solidão que te combina para o mito de ser apenas Lua Rima de amor, pobre criatura abandonada na imóvel grua numa construção que virou ruína em guerra decidida no subúrbio É com esse nó que falo ao Tempo sabendo que serei […]



SARRO

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Sou teu escravo, mas não me tens cativo e sendo minha não serás meu gado proprietária da graça que te faz rainha impões com a beleza o que me dá vontade Perguntam como faço quando estás sozinha e cuidas do teu corpo, extrema divindade digo que me deito à espreita da vinha apogeu […]



VINGANÇA

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Entregaste o que tinhas, e era pouco pois o amor se alimenta do que falta não se trata do toque ou outra graça mas o molho múltiplo do gozo nem toda água existente chega ao nível do que geras no grito de um desmaio inundação de mar, mas com doçura como pote de […]



AMOR VICIA

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Amor vicia, assim como o canto perdê-los subjuga o tratamento medicina inócua, dor placebo engano total da abstinência Amor e poema, irmãos gêmeos dividem solidão no mesmo berço precisam de ti, flor da lonjura há risco de acabar-se o universo Única solução é ir a campo e te trazer de volta, meu encanto […]



MESADA

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Crônicas

Nei Duclós Algumas palavras fazem parte do cânone da memória. Desgranida, por exemplo, parecida com o Desgracida, que o Dalton Trevisan escolheu para titulo de seu novo livro, um dos ganhadores do Jabuti 2011, é uma delas. É um xingamento disfarçado, para evitar a forma mais explícita e rude, o de desgraçada. É a maneira […]



FONTE

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Raso da fonte – em Minas, onde imperas, beldade do abismo (o meu assombro) – molha teu pé, pétala entre espinhos fomento da insurreição após derrama Tenho dó de quem não ama, e não soma o que vem de ti, deusa do banho todos ermos do que vejo à luz do canto perdem […]



FIM DA TRÉGUA

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Dou por encerrada a quarentena que definiste um dia pelo susto do orgasmo, não há outro termo que veio na volúpia do discurso Foi tudo verbo, como cerimônia em que se diz sim e está completo basta uma palavra e vem o resto obedecendo a carga sem escrúpulos É a falta de vergonha […]



REGISTRO

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Sinto falta, fogaréu, desse registro da cena que nos trouxe à terra firme cavalo do amor mordendo o freio o tempo do tesão correndo risco Aguardo, sua louca, o calendário repetir o gesto incandescente em que lemos suados até o topo a variada biblioteca do teu seio Foi tudo uma surpresa e já […]



POESIA EM BUSCA DA ORIGEM

out 30th, 2011 | Por | Categoria: Poesia

Nei Duclós Deixe as rosas completarem o ciclo.Cairão todas a pétalas e tu permanecerás ao lado, montando guarda da beleza. E ficarás cada vez mais orgulhoso Exageras para cativar o Acaso, e seu tesouro, a Surpresa Agora que fui flagrado neste ofício que não serve para consertos nem faz parte dos artifícios, só me resta […]