Oliveira Lima A SITUAÇÃO DA MULHER NA SOCIEDADE MODERNA Entre o que os americanos chamam experiências da vida e que nem sempre infelizmente emprestam experiência à vida, faltava, na parte que me coube por lote, o ser paraninfo de uma turma de graduadas de uma Escola Doméstica; experiência tanto mais rara no Brasil quanto é [...]
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PELO TIROL Oliveira Lima III Os Castelos Reais da Baviera Linderhof e Herrenchiemsee, com todas as maravilhas de arte decorativa que encerram, não passam de cópias anacrônicas de um modelo histórico desaparecido, às quais faltam a espontaneidade da florescência e a pátina do tempo para se tornarem verdadeiramente sugestivas. Admiramo-las como obras-primas de execução, mas [...]
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Th. Mikhailovitch Dostoiewsky é, sem dúvida alguma, o maior nome da literatura russa tão fecunda, e que tão poderosamente influiu na marcha das idéias contemporâneas.
Nascido em 1821, em Moscou, estava destinado à carreira militar, alcançando nela, aliás, o posto de segundo-tenente.
A vocação literária e a epilepsia que nele apareceu muito cedo cortaram-lhe a carreira das armas.
Intensamente ligado por simpatia às mais duras realidades do seu tempo, o grande novelista russo foi preso na mocidade como revolucionário tendo passado alguns anos na Sibéria. As experiências desse período, que aparecem no seu romance "Recordações da Casa dos Mortos", enriqueceram-no com conhecimentos mais sólidos dos segredos da alma humana e o intrincado de seus caminhos.
Mas, apesar de todo o sofrimento por que passou em todo o curso da sua existência, o que vemos nele é o ser compassivo, o humano defensor dos "humilhados e ofendidos", que descobriu a dignidade humana no idiota, no bêbedo e no criminoso.
Brückner, historiador da literatura russa, disse, ao se referir a Dostoiewsky, que, "para o estudo da alma russa, especialmente da sua própria, êle nos legou um material extraordinário; mas as suas manifestações excedem, de muito, toda a classe de fronteiras políticas ou nacionais" .
Entre as suas obras mais notáveis figuram: "Os irmãos Karamazov", "Crime e Castigo", "O idiota", "Oa possessos", "Humilhados e Ofendidos", etc.
OU romancista. O meu destino é estar sempre escrevendo histórias. Esta foi imaginada do princípio ao fim. Apesar do que bem poderia ter sucedido em qualquer parte, na vés-ra do Natal, numa grande cidade com um frio horrível.
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) CAPÍTULO VIII A DANÇA Enquanto a arte estatuária, de grande importância entre os povos civilizados, é quase insignificante entre as tribos mais primitivas, outra arte, a dança, teve outrora uma importância social de que hoje dificilmente podemos formar uma idéia. A dança moderna não passa de uma degeneração [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) A MÚSICA CAPÍTULO X Nos graus inferiores da civilização, a música encontra-se sempre unida à dança e à poesia. Como os civilizados, as tribos primitivas não conhecem a dança sem acompanhamento musical. "Jamais cantam, sem dançar e vice-versa", diz Ehrenreich, com referência aos botocudos. É por isso que [...]
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CATIRA Foi há muitos anos atrás… No tempo em que a mamaurama se cobria de flores e os japins fabricavam seus ninhos feitos de fibras e cipós, finos, nas grimpas da maçaranduba gigantesca… Êle era lindo, o mais lindo de todos os jovens de sua tribo. Era forte e valente. Ninguém com mais destreza manejava [...]
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BROTAS Rodrigo Cesar de Meneses, que pela ambição e sede do ouro se constituiu algoz da população de Cuiabá nascente, desenvolvia atroz perseguição aos bandeirantes. Levas de desbravadores do sertão transpõem o rio Cuiabá, outras galgam as serras de Leste. Ali vai uma caravana afastando-se da cidade, temendo a escolta que prometia agarrá-la, onde quer [...]
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GOMBÊ Nas cercanias de Poconé, a linda cidade pantaneira, existiu outrora, no tempo das brilhantes cavalhadas, um guapo mancebo, que era o terror dos "mouros" no arrebatamento das argolinhas. Chamava-se Leonel o altivo centauro. Era, de fato, um seguro peão, mas possuía uma qualidade, aliás muito rara naqueles austeros tempos: era um inveterado "queima–campo". Conheci-o [...]
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POR QUÊ É TRISTE O JABURU Nessa hora dúbia que ainda é dia e ainda não é noite, uma imensa tristeza se apodera dessa ave esquisita. E o jaburu, num dormitar profundo, nem sequer agita o longo pescoço, parecendo então um empalhado espécime de museu. Nas grandes noites de cheia, move as asas poderosas e [...]
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RECURSO MACABRO Há muita gente que afirma haver cabras que têm necessidade de apanhar e, em muitos casos… serem liquidados. Vou narrar um acontecido naquele tempo, lá pelos lados de Morrinhos. A única coisa que ainda existe na roça, desde os tempos idos, satisfazendo ao roceiro, é o pagode. Ali êle dança, joga baralho, bebe [...]
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A VIRGEM SANTÍSSIMA DO QUARTO DE JOANA Joana estava agachada num canto da sala de chão úmido, com o cadáver de uma criança nos braços. Ambos sujos de sangue. A criança roxa, escangotada, em cuja boca aberta a mulher metia a pelanca dos peitos murchos. O doutor chegou com o delegado e a mulher nem [...]
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MULA SEM CABEÇA Siá Rosa era uma prendada senhora: às sextas-feiras entregava os filhos a uma comadre parteira e desaparecia sem que ninguém suspeitasse. É que Siá Rosa virava mula-sem-cabeça, não podendo fugir do agouro de sua triste condição. Uma Quaresma, porém, veio surpreender a nossa heroína assentada à meia–qiiarta, isto é, com dores de [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) O ADORNO CAPÍTULO V Certa vez, Darwin presenteou um fueguino nu com um pedaço de pano vermelho. E, com admiração, viu que este, ao invés de usá-lo para cobrir o corpo, o desfez em pequenos pedaços, distribuihdo-os em seguida aos seus companheiros, que assim se puseram a adornar [...]
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UM TIRO À MEIA-NOITE — Fui desfeiteado, Mané Luís, pelo Zé Baiano, aquele negro sem-vergonha, unicamente porque quer que eu retire a mansinha, a vaca pintada, lá da beira do riacho do Ca-poeirão, onde está pondo em nada o seu arrozal. Não faz cerca que preste. Se êle tem um punhado de terras eu sou o [...]
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A MÃE DO OURO Lá em baixo, muito longe, onde as águas varavam por um subterrâneo, morava a Mãe do Ouro. Às vezes saía, pelas tardes, com um longo cortejo de luzes de todas as cores, atravessando pelo ar, serenamente, como se fosse um desses papagaios de papel que as crianças empinam ao vento, em [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893)
CAPÍTULO II - O CAMINHO DA CIÊNCIA DA ARTE
A missão da ciência da arte consiste em descrever e explicar os fenômenos englobados sob a denominação de "fenômenos de ordem estética". Essa tarefa encerra, porém, duas formas: uma individual e outra social.
Na primeira, trata-se de compreender uma obra de arte isolada, ou a obra completa do artista, descobrir as relações que há entre um artista e sua obra individual e explicar a obra de arte como produto de uma individualidade artística, trabalhando sob determinadas condições. A maioria dos homens julga os fenômenos de ordem individual muito mais interessantes que os de ordem social, principalmente em matéria de arte, em que a individualidade vale tanto. Assim, a maioria dos investigadores até agora entregou-se ao estudo dos problemas artísticos, do ponto de vista individual. Entretanto, deveriam ter compreendido que poucas probabilidades havia de encontrar uma solução. Com efeito, a forma individual do nosso problema não é viável, senão em pequeno número de casos, pertencentes todos aos últimos séculos. Ademais, sempre o trabalho mais paciente e a mais aguda perspicácia malograram diante da ausência quase absoluta de materiais.
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A BOLA DE FOGO Quem visita aquela bonita cidade mineira, orgulhosamente adormecida nos macios coxins do sertão, fica conhecendo em seus arredores uma tapera que pertencera a antiga família e que constituiu a célula inicial do importante centro comercial de hoje. Os montões de madeirame apodrecido e os muros es-borcinados são o que resta dos [...]
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DONA BEIJA Ana Jacinta de São José nasceu na região do Desemboque, quando ainda sob jurisdição goiana, no povoado de São Domingos do Araxá. Ainda pequenina era tão linda que a comparavam a um beija-flor. Daí o seu apelido de Dona Beija. Mulher de excepcional beleza e de irresistível encanto intelectual, conseguiu revolucionar os compassos [...]
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Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)
História do Brasil
Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.
TOMO II
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Brasil e a imigração
Comparado aos três continentes do chamado Velho Mundo, inesgotável matriz de povos vibrantes de vitalidade, forma vivo contraste, como se sabe, o Novo Mundo, a América; a sua raça autóctone, a raça índia, em geral, mostra pequena capacidade vital, e já se vai extinguindo em muitos lugares; e, assim como no solo da América foi a imigração estrangeira que veio despertar a vida histórica, assim ela fica sendo contínua necessidade para os seus países, a fim de que a vida histórica e o desenvolvimento espiritual e material prossigam sempre, como até aqui.
Essa necessidade é comum a todos os países americanos; compreende-se, todavia, que, segundo as condições da população já existente e o estado de civilização atingido, ela se faz mais ou menos sentir em cada uma delas; porém entre os países, onde em maior escala essa necessidade existe e onde a todos os espíritos esclarecidos ela se faz mais profundamente sentir, o Brasil está atualmente em primeiro lugar.
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Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891)
História do Brasil
Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931.
TOMO II
CAPÍTULO XI
A capitania geral de São Paulo (continuação)
A província vizinha ao norte, filha da de São Paulo, a (capitania geral) de Minas Gerais, à qual passamos agora, abrange, segundo os dados comuns, uma área de 15.000 léguas quadradas, e, por sua conformação, é um planalto de rica articulação montanhosa, que constitui para todo o continente brasileiro o próprio núcleo central de rocha. Mais ou menos no centro da região, e estendendo-se dali para oeste, na direção de Goiás, está o nó de todo o sistema de montanhas brasileiras, do qual decorrem para todos os lados as cadeias de montanhas e planaltos, bem como os grandes rios: para sudoeste o Paraná, para o norte o Tocantins, para nordeste, o São Francisco, e para leste os rios costeiros Jequitinhonha, Mucuri e Doce.
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Gottfried Heinrich Handelmann (1827 – 1891) História do Brasil Traduzido pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. (IHGB) Publicador pelo MEC, primeiro lançamento em 1931. TOMO II CAPÍTULO X A capitania geral do Rio de Janeiro (continuação) * * * Passamos agora para as duas dependências da antiga capitania do Rio de Janeiro, as duas províncias [...]
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A MULHER CURIOSA E MÁ Era uma vez um homem que recebeu de Deus o dom de entender as falas dos animais. Estava passeando pelo mato com a sua mulher. De vez em quando, êle dava risada. A mulher perguntava por que. — Èle dizia: à tôa. Mas ela foi ficando curiosa. Tanto o apertou, [...]
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O TEMPLO DA ANTIGA ALDEIA DO M’BOI (EMBU) A lenda também registra a origem da aldeia e sua igreja, envolvendo em seu tema a figura do padre Belchior de Pontes. Assim é que o padre recebeu ordens de fundar um convento no Brasil. De Itanhaém subiu a serra para o planalto por um caminho muito [...]
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CAVALO SEM CABEÇA E’ uma réplica necessária à Mula-sem-cabeça, a Bur-rinha-de-padre, do nordeste brasileiro. Parece que o espírito popular atendeu, por antecipação, o reparo.- do Prof. Basílio de Magalhães (O Folclore do Brasil, p. 70, nota 85); Ao meu sentimento de justiça repugna que somente se fira com tão terrível fadário a frágil filha de [...]
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A PISADEIRA Essa é uma mulher muito magra, com os dedos compridos e secos e unhas enormes. Tem as pernas curtas, cabelo desgadelhado, queixo revirado para cima e nariz magro e muito arcado. Sobrancelhas cerradas e olhos acesos. Quando a gente acaba de cear e vai dormir logo, deitado de costas, ela desce do telhado [...]
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BARRANQUEIROS José Veríssimo da Costa Pereira CONHECIDOS tipos humanos do São Francisco, habituados a enfrentar e a suportar os caprichos do rio bem como a situação de abandono em que tem economicamente vivido a região, os "barranqueiros", são, antes de tudo, habitantes ribeirinhos, em geral paupérrimos e vivendo em toscas habitações erguidas nos barrancos do [...]
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Tipos e aspectos do Brasil – coletânea da Revista Brasileira de Geografia Fonte: IBGE – Conselho Nacional de Geogragia. 8ª edição. Rio de Janeiro, 1966. A FAZEDEIRA DE REDES Bernardo Issler A VARIEDADE de quadros naturais que o Nordeste brasileiro apresenta, agitam-se num mundo vivo, indivíduos, que em associação com o meio encontram inúmeras formas [...]
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XANGÔ
XANGÔ era um negro enorme e conquistador. Passeava de tribo em tribo, pelos sertões, apoderando-se das mulheres alheias. De uma feita, encontrando a velha Olobá, da família dos Orixás, sob a ardência do sol, pedindo chuva, Xangô forçou-a e viveu com ela.
A velha era uma delícia e a todos recomendava o amor desse varão, fazendo-lhe o leito de anecrepê e abamudá, de folhas olentes de manjericão.
Mas Xangô era moço, ardente, cheio de seiva, e logo se aborrecera de Olobá. Uma noite em que a velha descendente do céu adormecera, ameaçando-o com as cóleras de Orixalá, Xangô fugiu e começou pelo mundo uma vida de pesares e de lutas. Em cada canto surgia-lhe um inimigo, em cada tribo uma guerra. Xangô, corrido, pelos vastos sertões de onde as cobras erguiam as cabeças escamosas, chegou a limpar o suor no seu saiote de fogo, dizendo, com desespero:
— E mim fopão vi-lê!
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As duas histórias seguintes têm suas variantes dentro da colheita feita pelos estudiosos do assunto. Bem pouco aproveitado tem sido o vasto ternário que apresentam as lendas e contos populares brasileiros, todos originários da mitologia rudimentar de nossos índios, e das superstições, crendices, tradições orais e sincretismo religioso aqui instalado com o elemento negro. MÃE-D’ÁGUA e XANGÔ são contos recolhidos entre os negros brasileiros.
MÃE-D’ÁGUA
ERA UM HOMEM muito pobre que tinha sua plantação de favas na beira do rio; porém, quando elas estavam boas para colher, não apanhava uma só, porque, da noite para o dia, desapareciam. Afinal, cansado de trabalhar para os outros comerem, tomou a resolução de espiar quem era que lhe furtava as favas.
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Africa
A primeira história é das mais interes-santes entre as que correm, de geração em geração, na tribo banto, que habita os distritos de Lourenço Marques, Gaza e Sofala, em Moçambique, cujos membros têm o nome de Ba-Rongas. Sua língua é o xironga, vulgarmente chamada landim.
A segunda, igualmente passada entre os bantos, mostra que ali, como em toda parte, o ciúme, o arrependimento e o castigo são temas favoritos das histórias populares.
O TAUMATURGO DAS PLANÍCIES
ERA UMA VEZ um homem e uma mulher que tiveram primeiro um filho, depois uma filha. Quando foi pago pela jovem o resgate da esposa, e ela casou-se, os progenitores disseram ao filho:
— Temos um rebanho, do qual poderias dispor. Agora já é tempo de que te cases. Escolheremos para ti uma esposa agradável, que seja filha de gente de bem.
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