Oliveira Lima Beiriz I Beiriz é uma freguesia quase a igual distância da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde, situada mais para o interior entre pinhais, milharais e vinhedos, além de alguns campos em que só crescem urzes. Há uma aldeia e há sobretudo um grupo de habitações pertencentes à família Almeida Brandão. [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) CONCLUSÃO CAPÍTULO XI Andamos pelo domínio da arte primitiva como viajantes por um país recém-descoberto. Sem caminho traçado, vimo–nos obrigados a abri-lo nós mesmos. Em toda a parte, encontramos obstáculos. Em mais de um lugar, depararam–se-nos espessuras inextrincá-veis semelhantes aos brejos australianos impossíveis de atravessar e deles, portanto, [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) O ADORNO CAPÍTULO V Certa vez, Darwin presenteou um fueguino nu com um pedaço de pano vermelho. E, com admiração, viu que este, ao invés de usá-lo para cobrir o corpo, o desfez em pequenos pedaços, distribuihdo-os em seguida aos seus companheiros, que assim se puseram a adornar [...]
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HISTÓRIA DA ARTE DE ERNEST GROSSE (1893) CAPÍTULO IV – A ARTE O viajante que quisesse estudar um país estrangeiro, sem ter ao menos uma idéia geral do fim de sua viagem e do caminho que a ele conduz, correria o risco de cometer graves erros. O mesmo se dá conosco. Antes de iniciar nossas [...]
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- Crítica do historiador Timeu.
- II. Plano que Plutarco se propôs nesta narração.
- III. Caráter de Nícias; como êle alcança reputação
- IV. Magnificência e liberalidade de Nícias.
- V. Êle liberta um dos seus escravos.
- VI. Êle leva pomposamente a Delos o coro enviado pela cidade de Atenas, e faz grandes presentes a Apolo.
- VII. Nícias supersticioso e tímido.
- VIII. Política de Nícias, para garantir-se contra os sicofantas.
- IX. Como era êle secundado por um tal Hiéron.
- X. Nícias não se acha comprometido em nenhum dos reveses que a cidade de Atenas sofre.
- XI. Diversos êxitos de Nícias.
- XII. Censura que Cleon lhe faz ã respeito da ilha Esfactéria.
- XIII. Cleon é nomeado general, para esta expedição, e realiza-a com felicidade.
- XIV. Gracejos contra Nícias, a tal respeito.
- XV. Nícias intervém para restabelecer a paz entre Atenas e Lacedemônia.
- XVI. Honra que esta paz produz a Nícias.
- XVII. Êle induz os atenienses e os lacedemô-nios a incluir entre os artigos da paz, uma liga ofensiva e defensiva.
- XVIII. Manejos de Alcibíades para romper a paz.
- XIX. Nícias vai à Lacedemônia, sem resultado. A guerra recomeça.
- XX. Tribulações de Nícias e de Alcibíades quanto ao ostracismo.
- XXI. Eles se unem, e fazem banir Hipérbolo.
- XXII. Inúteis esforços de Nícias contra o decreto da expedição de Sicília. Êle é nomeado general com Alcibíades e Lâmaco.
- XXIII. Diversos presságios que não demovem os atenienses do seu propósito.
- XXIV. Metão e Sócrates conjeturam as funestas conseqüências desta empresa.
- XXV. Fraqueza displicente de Nícias após haver recebido o comando.
- XXVI. Os atenienses dispõem-se em combate diante do porto de Siracusa.
- XXVII. Nícias cai em desprezo pelo modo por que conduz as operações da guerra.
- XXVIII. Falso aviso com que Nícias engana os siracusanos.
- XXIX. Êle se apodera do porto de Siracusa.
- XXX. Vagareza de Nícias. Êle passa o inverno em Naxe.
- XXXI. Êle cerca quase toda Siracusa.
- XXXII. Lâmaco é morto.
- XXXIII. Gilipo chega à Sicília.
- XXXIV. Êle é recebido em Siracusa.
- XXXV. Gilipo bate os atenienses.
- XXXVI. Nícias bate a frota aos sivacusanos.
- XXXVII. Estes tornam a apresentar-se ao combate.
- XXXVIII. Os atenienses são derrotados. Demóstenes chega com uma nova frota.
- XXXIX. Derrota sofrida por Demóstenes.
- XL. Êle aconselha a retirada. Nícias opõe-se.
- XLI. Nícias toma o partido da retirada.
- XLII. Reflexões sobre o eclipse da lua que sobrevêm na ocasião.
- XLIII. Êle impede a partida de Nícias.
- XLIV. Ele dispõe-se ao combate.
- XLV. Êle é derrotado.
- XLVI. Ardil de Hermócrates, para impedir a partida de Nícias durante a noite.
- XLVII. Os siracusanos apoderam-se de todas as passagens.
- XLVIII. Constância e firmeza de Nícias. Demóstenes é apanhado.
- XLIX. Nícias fica reduzido ao extremo.
- L. Ele se entrega.
- LI. Os siracusanos fazem Nícias e Demóstenes perecer.
- LII. Muitos prisioneiros atenienses devem sua salvação aos versos de Eurípides, muito apreciados pelos sicilianos.
- LIII. Como a notícia deste acontecimento foi levada a Atenas.
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História Universal – Césare Cantu
CAPÍTULO XXXIX
Literatura espanhola
A nação espanhola, ocupada em se libertar do jugo estrangeiro e conquistar direitos populares, consolava-se em meio dessas lutas celebrando cm romances os heróis dos tempos passados; mas não podia entregar-se tranqüilamente às letras, nem associar a glória delas à das armas. A poesia já tinha no entanto feito ali brilhar vivos fulgores, antes que a energia adquirida em longos combates se aplicasse itoda inteira ao estudo, e que daí nascesse uma literatura que, formada de elementos diversos, se tornou no entan to uma quanto ao seu caráter, à sua tendência, e mais que em qualquer outra nação da Europa se mostrasse impressa do tipo e do sentimento nacional.
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O Século XX
PeRCORREMOS quase metade dum século em que Marte sobrelevou às Musas. Uma Europa dilacerada, uma guerra que durou quatro anos, outra que provocou mudanças talvez mais profundas e cujas consequências são impossíveis de prever, sobressaltos económicos que arruinaram classes sociais inteiras e particularmente aquelas que pareciam ser a armadura das sociedades, e bem assim o súbito aparecimento e desaparecimento de países e a instauração de novos regimes sociais que consideramos com assombro misto de esperança ou de receio. Não nos deixemos, porém, equivocar. Não é provavelmente por essas catástrofes temporais que o futuro nos há-de julgar. Um quadro, uma estátua pesarão mais. Além disso, a arte não reflecte, ao que parece, essas convulsões, como não reflectiu, no passado, as da História.
Até hoje, não se pode pretender, apesar dos esforços de nacionalismos cada vez mais virulentos, que o primado francês esteja abalado. Pelo contrário, durante os anos que se seguiram à guerra de 1914-1918, Paris tornou-se o ponto de convergência de artistas de todos os países, tomando assim para si o antigo papel de Roma. Pôde falar-se duma escola de Paris, que compreendia Russos, Escandinavos, Espanhóis, Italianos, Checos e muitos outros ainda.
No entanto, torna-se-nôs difícil, hoje em dia, dominar essa balbúrdia.
Que o dealbar do século haja sido assinalado por uma reacção radical contra o impressionismo e que nos encontremos ainda nesta fase de reacção, eis o que não oferece dúvidas. Ela teve já vários episódios.
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Preponderâcia francesa O papel de mestra das artes que aItália assumira havia dois séculos,passa de facto, durante o século xviii, para a França. A mudança opera-se de maneira mais prática do que teórica. Porque esta França tão imitada não cessa de enviar os seus artistas à Academia fundada por Colbert em Roma e de venerar os gigantes da Renascença. É certo que se não abstém de criticar os seus sucessores e particularmente esse espírito barroco cujos êxitos, entre nós, foram sempre passageiros e se limitaram a actividades menores, como a ourivesaria ou o mobiliário, não sem incorrer aliás nas condenações severas de muitos artistas.
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Pierre du Columbier – História da Arte
NÓS somos até certo ponto vítimas do nosso vocabulário. A uma variação lenta chamamos evolução e supomos com facilidade que em tal fenómeno não intervieram elementos estranhos verdadeiramente novos. Essas evoluções não nos deixam, por exemplo, discernir perfeitamente uma mudança de estilo: é-nos preciso então, de quando em quando, determo-nos um pouco para darmos conta do fenómeno. A lentidão da mutação não prova, de forma nenhuma, que ela se não tenha produzido, como o verificamos no que respeita à passagem do românico ao gótico.
Pelo contrário, uma revolução faria supor, no nosso espírito, um contributo exterior capaz de provocar, na curva que parecia representativa da arte através dos tempos, uma súbita inflexão.
Assim, estaríamos dispostos a admitir que, ao longo dum período que abrange seguramente todo o século XV e que, segundo os lugares, começa mais tarde ou mais cedo no século xiv e excepcionalmente no século XIII, se deram dois fenómenos: no Norte, uma evolução que corresponde à decadência da arte gótica e, em Itália, uma revolução determinada pela intervenção das recordações antigas e que marca o alvorecer da Renascença.
A bem dizer, haveria motivo para desconfiar desta lei imposta a todas as artes: arcaísmo, apogeu e decadência. Ela pressupõe juízos qualitativos por vezes difíceis de justificar.
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A Arte Românica
Os Preliminares
O Império do Oriente mantinha, durante algum tempo pelo menos, a sua supremacia numa parte do mundo civilizado, o Império do Ocidente sucumbira, tanto em consequência de sua própria decomposição como em resultado dos golpes dos invasores. No fim do século V, cessou a autoridade romana na Gália. Mas a organização administrativa de Roma não desapareceu do mesmo modo e muitas vezes forneceu quadros de funcionários, que todos aceitaram de comum acordo, à falta de quem os substituísse. E, sobretudo, compreende-se hoje cada vez melhor que a irradiação de Bizâncio não cessou de atingir os países que marginam o lago mediterrâneo e até os próprios recém-vindos. Muitas vezes, esta arte sumptuosa parece seduzi-los bem mais do que as ruínas imponentes de Roma. E é também do Oriente bizantino que veio o monaquismo, cuja acção devia ser decisiva para a civilização do Ocidente.
Arte dos Nômadas
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